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Blog do Desemprego Zero

Archive for 2008

Dinheiro do pré-sal pode ir para o Fundo Soberano

Postado em 29 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, informou que o Fundo não se restringirá a ser um mecanismo de aumento do superávit primário, mas sim que tenha um alcance mais amplo.  Está em estudo proposta para usar receitas com exploração de petróleo

Informou também que o governo deve rever o sistema de cálculo de royalties pela exploração de petróleo pagos à União. Segundo ele, hoje, há uma faixa de isenção para a produção de petróleo que ficou muito alta por causa do aumento dos preços internacionais do produto.

Publicado no O Estado de S. Paulo

Por Renata Veríssimo e Adriana Fernandes

O governo estuda a possibilidade de usar receitas com a exploração dos megacampos da camada de pré-sal do petróleo na composição do Fundo Soberano do Brasil (FSB). A proposta está em elaboração por um grupo de trabalho interministerial. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, informou ontem que o Fundo não se restringirá a ser um mecanismo de aumento do superávit primário (economia de recursos para pagamento de juros). A idéia é que o Fundo tenha um alcance mais amplo.

O FSB já receberá, este ano, R$ 1 bilhão provenientes do aumento de receitas com royalties recebidos pela União pela exploração de petróleo. Esse adicional está sendo possível graças à elevação dos preços internacionais do produto. Com a entrada em operação dos novos campos, o governo espera reforçar o Fundo, que terá inicialmente R$ 14,2 bilhões.

“A idéia que está prevalecendo é ter recursos do petróleo para o Fundo”, afirmou Bernardo. O assunto está sendo discutido junto com a definição de regras para a exploração das reservas do pré-sal, que vão funcionar como um novo marco regulatório.

Bernardo informou que o governo deve rever o sistema de cálculo de royalties pela exploração de petróleo pagos à União. Segundo ele, hoje, há uma faixa de isenção para a produção de petróleo que ficou muito alta por causa do aumento dos preços internacionais do produto. Leia o resto do artigo »

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Meta de inflação: o necessário aperfeiçoamento

Postado em 28 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

Há grande necessidade de se realizar mudanças de forma gradual no nosso regime de metas, com o intuito de melhorá-lo e conseguir reduzir índices de inflação, ter elevados níveis de crescimento econômico e de emprego.

O autor observa que o Brasil poderia seguir o modelo do Chile, país conhecido por ter, há tempos, um BC responsável e índices baixos de inflação, alongando a meta de inflação para três anos, por exemplo, ou apenas deixando-a como um foco (ou mesmo um intervalo – um “range”) a ser buscado, como fazem alguns países.

E não devemos esquecer que somos um país em desenvolvimento, que não podemos trocar crescimento econômico por uma inflação que estará sempre controlada. Uma medida importante seria a ampliação do Comitê de Política Monetária (Copom), com alguns representantes dos setores industrial, de serviços e agrícola, e não apenas do setor financeiro.  

Por Eduardo Strachman

Publicado originalmente no Valor

A despeito de gostar-se ou não, teórica ou empiricamente, do Regime de Metas de Inflação (RMI), parece certo que as metas vieram para ficar, também no Brasil, ao menos em um futuro próximo. Frente a isso, torna-se imprescindível realizar – provavelmente não todas de uma só vez – mudanças neste regime econômico, implantado no país em 1º de julho de 1999, após a crise cambial do início daquele ano. Assim, após quase nove anos de RMI e 14 anos com inflação baixa, o Brasil pode e deve flexibilizar seu RMI, seguindo, aliás, a experiência de alguns países bem-sucedidos neste sentido.

Mostra-se, então, imprescindível a realização de uma série de reformas neste regime, melhorando-o e aproximando mais fortemente o Banco Central do Brasil (BCB) da busca por conseguir, simultaneamente (como ensinam autores como Svensson, Bernanke, etc., ou presidentes de BCs, como Greenspan), reduzidos índices de inflação e elevados níveis de crescimento econômico e de emprego, como o faz, por exemplo, inclusive em sua carta constituinte, o principal e melhor Banco Central (BC) do mundo, o Federal Reserve (Fed), dos EUA.

O Brasil poderia, neste caso, seguir o modelo do Chile, país conhecido por ter, há tempos, um BC responsável e índices baixos de inflação, alongando a meta de inflação para três anos, por exemplo, ou apenas deixando-a como um foco (ou mesmo um intervalo – um “range”) a ser buscado, como fazem alguns países, sem período especificado para a consecução de determinadas metas, nem ao menos um de três anos. E passar a buscar o núcleo da inflação, escapando de altas temporárias de certos preços, como câmbio, eletricidade, gasolina, impostos etc., especificados (isto é, acordados) ex-ante, vale dizer, previamente. Só estas duas medidas já significariam uma folga imensa com relação ao RMI em sua forma atual, como mostram séries de dados do próprio BCB, desde julho de 1999. Com isso, ademais, ficaria muito mais fácil compatibilizar crescimento com inflação baixa, porque se poderia ter certeza que o BCB estaria buscando um índice civilizado de inflação, digamos, sempre abaixo de dois dígitos – para um país que penou tantos anos com elevações de preços muito acentuadas -, mas sem o objetivo de ter de alcançar a meta ao final de um determinado período. O que importa – como mostram Bernanke, Mishkin, Svensson e outros – é que se saberia que o BCB estaria sempre rumando, no longo prazo, para índices reduzidos de inflação, mas sem deixar que a inflação escape do controle no curto prazo. Leia o resto do artigo »

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As projeções do IPEA

Postado em 28 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

O IPEA descontinuou as projeções trimestrais por opção política de focar no planejamento de longo prazo e em estudos mais estruturantes, mas está havendo um comentário que isso é uma forma do governo censurar alguns acontecimentos como baixo crescimento e inflação.

Entretanto, o ponto importante citado no texto abaixo é que os desenvolvimentistas e keynesianos do IPEA estão buscando remontar o IPEA para planejar e pensar o longo prazo e estão descontinuando processos e atividades que estavam associados à antiga orientação teórica e política.   

Publicado no Blog do Nassif

Por Jorge Roberto   

Logo vão lhe inquirir sobre as mudanças no IPEA.

O IPEA descontinuou as projeções trimestrais por opção política de focar no planejamento de longo prazo e em estudos mais estruturantes.

Mas estão dizendo que é uma orientação do governo federal para “esconder” ou “censurar” as novas projeções desfavoráveis para inflação e crescimento.

Essa afirmativa seria cômica, se não fosse triste. O mercado faz projeções semanais ou mensais para essas variáveis e o Banco Central também. O governo Lula até hoje não fez nada para romper a institucionalidade e não será dessa vez por uma bobagem como essa. Do ponto de vista de “esconder” ou “censurar” projeções, essa iniciativa do IPEA seria irrelevante, se fosse essa a intenção. Mas quase todos os jornais estão repetindo essa bobagem. Leia o resto do artigo »

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Swap Reverso

Postado em 27 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Swap Reverso 1

Swap Reverso 2

exercicio de swap reverso

 

 

 

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Inflação brasileira e mundial

Postado em 27 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

O autor afirma a seguir que a inflação brasileira requer cuidados, mas não há motivos para pânico ou reações radicais da política monetária e neste momento, a inflação está subindo em quase todos os países. O rápido aumento dos alimentos, do petróleo e de outras matérias-primas é o maior choque de preços na economia mundial desde a década de 1970. Assim, a inflação brasileira não é alta para padrões internacionais. Está apenas um pouco acima da inflação nos EUA (4,2%) e na zona do euro (3,7%).

Fez-se muito barulho em torno do fato de que a inflação ultrapassou o centro da meta oficial em 2008, que é de 4,5%. Entretanto, o regime brasileiro de metas para a inflação tem alguma flexibilidade, que foi sabiamente preservada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), contrariando algumas opiniões domésticas (setores do BC e do mercado) e estrangeiras (FMI). A inflação continua abaixo do teto da meta, que é de 6,5%.

Publicado na Folha  

Paulo Nogueira Batista Jr.

ANTES DE entrar no assunto de hoje, quero contar que um leitor me escreveu dizendo: “Costumo ler os seus artigos porque não encontro frases como a seguinte”. E tascou uma frase do meu artigo daquele dia: “O investimento é ao mesmo tempo um componente da demanda e a variável da qual depende a ampliação da oferta agregada ao longo do tempo”. Terrível. Fiquei acabrunhado com o espelho que o leitor me ofereceu. Espero não incorrer no mesmo erro hoje.

Até que ponto é grave a inflação que estamos experimentando em 2008? O brasileiro já estava até se acostumando com certa estabilidade monetária. Cabe reagir com dureza e jogar a economia na recessão? É o caso de continuar aumentando os juros e correr o risco de derrubar o crescimento econômico?

Bem. A preocupação com a alta dos preços se justifica, não há dúvida. A taxa de inflação medida pelo IPCA subiu para 5,6% nos 12 meses até maio. A inflação relevante para os mais pobres aumentou mais, uma vez que a alta recente vem sendo comandada pelos alimentos, que pesam no orçamento das famílias de baixa renda.

Conviria, diga-se de passagem, corrigir o Bolsa Família não pelo IPCA ou mesmo pelo INPC, mas por um índice que refletisse a estrutura de gastos da população pobre. Leia o resto do artigo »

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Empresas brasileiras elevam investimento na Venezuela

Postado em 27 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Por Katia Alves 

A Braskem é parte de uma onda de investimentos brasileiros na Venezuela iniciada no ano passado, num momento em que o país atrai cada vez menos capital estrangeiro. O ano passado foi o primeiro desde o início do governo Chávez, em 1999, em que empresas brasileiras se instalaram na Venezuela.

A “invasão” brasileira contrasta com o débil desempenho venezuelano no ano passado, quando atraiu apenas US$ 646 milhões, ficando num modesto 13º lugar na região, segundo dados da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe).

Na contramão do aumento dos investimentos brasileiros, a Petrobras praticamente paralisou os planos de expansão na Venezuela. Dos cinco projetos previstos na “aliança estratégica” com a estatal PDVSA, assinada em fevereiro de 2005, nenhum foi implementado e pelo menos dois estão descartados.

Publicado na Folha

Por Fabiano Maisonnave

Brasil correspondeu a 20% do aporte estrangeiro no país vizinho em 2007

Braskem participa de projetos que somarão US$ 3,4 bi; para analista, tendência reflete política de Chávez, que busca substituir presença americana

No computador de Sergio Thiesen, diretor-superintendente da Braskem na Venezuela, os dados sobre o maior projeto industrial de capital brasileiro no país de Hugo Chávez se misturam a fotos de luxuosos condomínios à beira de canais por onde passeiam iates. Parece Miami, mas se trata de Lecheria, cidade caribenha a 300 km a leste de Caracas.

“Envio essas fotos para o pessoal se animar a vir pra cá”, brinca Thiesen, ao receber a reportagem em seu escritório, num moderno centro empresarial de Caracas.

A Braskem já enviou 22 funcionários. Esse número deve aumentar a partir de janeiro, quando começam as obras para a construção da primeira das duas fábricas que a Braskem construirá com a estatal Pequiven. Ambas funcionarão no Complexo Petroquímico de Jose, perto de Lecheria. O maior projeto, o Poliamerica, envolve US$ 2,5 bilhões e deve entrar em operação no final de 2012. Produzirá polietileno e eteno. O segundo projeto, Propilsur, está orçado em US$ 900 milhões, ficará pronto dois anos antes e fabricará prolipropileno. Cada empresa investirá cerca de US$ 1,75 bilhão, gerando cerca de 1.500 empregos diretos.

“A Venezuela possui uma das maiores reservas de petróleo e gás natural do mundo e tem interesse em atrair parceiros que possuam experiência e tecnologia para desenvolver projetos petroquímicos no país”, diz Thiesen, ao justificar o investimento da Braskem Leia o resto do artigo »

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A concentração da mídia

Postado em 27 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Negócio fechado: Estadão é da Globo

Publicado originalmente no Blog do Rouvai

Duas fontes diferentes me confirmaram que o negócio da compra do Grupo O Estado de S. Paulo pelas Organizações Globo foi fechado. Agora, acabo de ler no blogue do Pedro Venceslau que as demissões no Estadão já começaram.

De repente, não mais que de repente, o que era um boato vira um fato, pelo menos nos corredores da firma: a Globo comprou o Estadão. Só acreditei mesmo quando fiquei sabendo dos primeiros colegas apanhados no passaralho (na verdade, demissão voluntária). Uns falam em vinte, outros trinta. Sei lá. Só sei que, agora, nós somos da Globo. Somos todos Bozó.

Na próxima festa junina comeremos paçoca ao lado da colega Paty Poeta. Será que posso enviar uns currículos do pessoal da rua para o Boninho na hora de selecionar o casting do próximo Big Brother? eu e minha colega Doris Bicudo já avisamos: não queremos saber de morar no Rio. Se for para apresentar o Jornal Nacional, vamos e voltamos no dia seguinte. E queremos hora extra, claro. Espera aí…Agora também somos da CBN, e do Extra, e do G1. Leia o resto do artigo »

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Ipea veta divulgação de projeções

Postado em 27 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou que não vai mais usar seu tradicional instrumento de análise trimestral da evolução da economia,  pois o Ipea vai focar agora em planejamento de longo prazo.

E segundo Miguel Bruno, um dos coordenadores do Grupo de Análises e Previsões do Ipea, o objetivo de não se divulgar essas previsões é para não alimentar especulações do mercado financeiro. E isso não é censura, mas apenas a necessidade do Ipea dar prioridade a estudos de longo prazo.

O ex-diretor do BC Carlos Thadeu de Freitas, atualmente economista da Confederação Nacional do Comércio, diz que a decisão pode se mostrar correta: “O BC já produz as projeções conjunturais, de inflação, juros,atividade. A medida evita uma certa confusão de expectativas provocada por pesquisas divergentes.”

Publicado originalmente no O Estado de S. Paulo

Carta de Conjuntura não é liberada sob o argumento de que provocaria especulações no mercado financeiro

Por Adriana Chiarini e Irany Tereza

A divulgação da Carta de Conjuntura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), tradicional instrumento de análise trimestral da evolução da economia, no qual são feitas as projeções para o ano, se transformou ontem numa verdadeira peleja. As previsões, embora tivessem sido elaboradas pela área técnica, não foram divulgadas, sob o argumento de que o Ipea se ateria a análises de longo prazo e não iria alimentar especulações do mercado.

“Não vamos divulgar as previsões para não alimentar especulações do mercado financeiro”, declarou Miguel Bruno, um dos atuais coordenadores do Grupo de Análises e Previsões do Ipea. A declaração foi feita pouco depois de o assessor de imprensa do instituto, Estanislau Maria, ter informado, em coletiva de imprensa, que não haveria projeções “por orientação da Presidência da República”. Momentos depois, Maria explicou – “para não dar manchete errada” – que não havia censura do governo, apenas a determinação para o Ipea dar prioridade a estudos de longo prazo.

Numa confusa entrevista, o diretor de Estudos Macroeconômicos, João Sicsú, que inicialmente não participara da divulgação da Carta, foi chamado para dar esclarecimentos. Ele afirmou que não há previsões novas institucionais do Ipea, “só individuais”. O economista disse, porém, que os técnicos poderiam dar suas previsões sem serem acusados pela direção de alimentar especulações. “Nunca teve problema e não terá”, afirmou, negando censura ou falta de transparência.

Ninguém, contudo, se pronunciou. E, segundo Sicsú, “as previsões do Ipea estão mantidas como previsões de março para dezembro”. “Qualquer técnico que tenha dito que o Ipea tenha outras previsões cometeu um erro.” Com isso, mesmo diante de alterações de estimativas, como a do próprio Banco Central, que revisou a projeção do IPCA para este ano para 6%, o Ipea continua trabalhando com a expectativa de inflação entre 4% de 5%. Os juros em dezembro também ficaram em 13,25%, embora a Selic já esteja em 12,25%. Leia o resto do artigo »

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