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Blog do Desemprego Zero

Archive for 2008

“Crise mundial dos alimentos representa uma grande oportunidade para o Brasil”

Postado em 30 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

Segundo Cassel a crise, ao mesmo tempo que apresenta problemas sérios, representa uma oportunidade rara para o Brasil. “O Brasil é hoje um dos grandes exportadores de alimentos do mundo e é o país que pode ampliar ainda mais a sua produção, seja por um pequeno aumento de área e, especialmente, por um aumento de produtividade”

O debate sobre a necessidade de um novo padrão de desenvolvimento rural ocorre em um contexto de crise mundial do preço dos alimentos. Para o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, essa crise representa uma rara oportunidade para o país. A agricultura familiar e os assentamentos de reforma agrária podem ajudar o Brasil a dar um salto na produção de alimentos com qualidade, garantindo soberania e segurança alimentar à população.

Por Marco Aurélio Weissheimer

Publicado originalmente na Carta Maior

A atual crise mundial do preço dos alimentos recoloca de uma maneira muito clara o papel da agricultura familiar e dos assentamentos de reforma agrária para garantir soberania e segurança alimentar para a população. A avaliação é do ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, que, em entrevista à Carta Maior, trata dos objetivos e da importância da 1ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário.

Para Cassel, essa crise, ao mesmo tempo que apresenta problemas sérios, representa uma oportunidade rara para o Brasil. “O Brasil é hoje um dos grandes exportadores de alimentos do mundo e é o país que pode ampliar ainda mais a sua produção, seja por um pequeno aumento de área e, especialmente, por um aumento de produtividade”, defende. Na avaliação do ministro, o setor patronal da agricultura brasileira já se encontra numa fronteira de produtividade e é muito difícil ampliá-la. “Quem pode auxiliar o Brasil neste momento, combater a inflação e produzir mais alimentos de qualidade são os agricultores familiares e os assentados de reforma agrária”. Na entrevista, Cassel também fala das políticas de segunda geração do governo Lula para aumentar a produção de alimentos no país e aborda a polêmica em torno dos biocombustíveis.

Carta Maior: Quais os objetivos e a importância desta Iª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário?

Guilherme Cassel: Em primeiro lugar, é importante destacar que a conferência acontece em um momento histórico muito singular. A humanidade vive hoje uma crise do preço dos alimentos como nunca se viu antes. Isso recoloca de uma maneira mais clara o papel da agricultura familiar e dos assentamentos de reforma agrária para garantir aos nossos povos soberania e segurança alimentar. Quem produz alimentos neste país são os agricultores familiares e os assentados da reforma agrária. São eles que produzem o arroz, o feijão, o leite, as aves, aquilo que a gente consome no dia-a-dia. Portanto, essa crise, que é uma crise mundial, coloca para o nosso país a necessidade de ter uma política de segurança alimentar e também de exportação de alimentos.

CM: Na sua avaliação, considerando esse contexto de crise mundial, qual é a situação da agricultura brasileira hoje?

GC: Se é verdade que essa é uma crise mundial, que pressiona a inflação, que recolocou o tema dos preços dos produtos agrícolas em um outro patamar, se é verdade que ela coloca dificuldades para todos os países, inclusive o Brasil, na medida que vamos enfrentar daqui para frente problemas de oscilação de preços e pressões inflacionárias, também é verdade que é uma oportunidade rara para o país. Leia o resto do artigo »

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Estagflação e queda-de-braço

Postado em 30 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

Um número crescente de analistas adverte sobre os riscos de estagflação – ou seja, de inflação combinada com recessão ou crescimento muito baixo.

A commodity que tem capacidade de provocar estagflação mundial é o petróleo. Em duas ocasiões nos anos 1970 (1973 e 1979) e uma vez nos anos 1990 e no momento, o petróleo, cujo preço aumentou 150% no mesmo período, é o fator decisivo a provocar uma inflação que ameaça se transformar em estagflação.

Diante desse quadro de forte mudança dos preços relativos em favor dos países produtores de petróleo e de outras commodities, economistas do Norte têm uma solução para o problema: esses países deveriam concordar com uma substancial apreciação de suas moedas. É pouco provável, entretanto, que os grandes países em desenvolvimento aceitem apreciar suas moedas. No caso do Brasil, porque a apreciação já lamentavelmente ocorreu. No caso de quase todos, porque significaria aceitarem o aprofundamento de sua própria doença holandesa.

Publicado originalmente na Folha

Luiz Carlos Bresser-Pereira

EM TODO o mundo os preços sobem, a inflação volta a ser uma ameaça. Poder-se-ia pensar em uma clássica inflação de demanda porque apenas nos Estados Unidos esteja começando uma recessão, mas um número crescente de analistas adverte sobre os riscos de estagflação -ou seja, de inflação combinada com recessão ou crescimento muito baixo. A preocupação é legítima. A estagflação é uma combinação de inflação de custos com alguma indexação de preços. Não é a mesma coisa do que foi a nossa inflação inercial, que era indexada também formalmente, mas tem suficiente número de mecanismos de indexação de preços para que um aumento inicial de custos provoque em seguida um quadro temporário de estagflação.

A commodity que tem capacidade de provocar estagflação mundial é o petróleo. Em duas ocasiões nos anos 1970 (1973 e 1979) e uma vez nos anos 1990, em seguida à invasão do Kuait pelo Iraque, o aumento do preço do petróleo foi um fator detonador da inflação de custos que, em seguida, se inercializou por um ou dois anos (não por 14 anos, como aconteceu com o Brasil a partir de 1980). Agora, ainda que outros preços de commodities estejam crescendo, o petróleo, cujo preço aumentou 150% no mesmo período, é o fator decisivo a provocar uma inflação que ameaça se transformar em estagflação.

Diante desse quadro de forte mudança dos preços relativos em favor dos países produtores de petróleo e de outras commodities, que fazer? Economistas do Norte têm uma solução para o problema: esses países deveriam concordar com uma substancial apreciação de suas moedas.  De fato, se eles mais a China com seu superávit derivado de rendas do trabalho barato apreciassem suas moedas, haveria uma redução de preços de todos os bens comercializáveis que controlaria a inflação local. Os países ricos continuariam importando inflação porque os preços das commodities não cairiam, mas os Estados Unidos não precisariam mais enfraquecer o dólar para resolver o problema do seu déficit em conta corrente.  Leia o resto do artigo »

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Lula prepara a volta de Palocci

Postado em 30 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

A volta de Palocci à Fazenda é dada como certa se o caso do caseiro for “zerado”. A alta da inflação assustou o presidente Lula, apesar dos discursos otimistas, e enfraqueceu o atual ministro da Fazenda, Guido Mantega, que não conseguiu domá-la. A responsabilidade de controlar a inflação acabou a cargo do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, o que não agrada ao presidente da República por causa da alta dos juros.

O resgate de Palocci , porém, não depende só de torcida. Fracassaram, por exemplo, as gestões para que o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, suspendesse o processo contra Palocci.

Publicado originalmente no Correio Braziliense

Por Luiz Carlos Azedo e Daniel Pereira

Assustado com o rumo da economia, o presidente espera que o Supremo arquive a denúncia contra o ex-ministro para reconduzi-lo ao governo federal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aposta todas as fichas na rejeição da denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para trazê-lo de volta à pasta, cargo que ocupou com brilhantismo, segundo avaliação de Lula. Palocci é acusado de quebrar o sigilo funcional do caseiro Francenildo Costa, fato ocorrido em 2006, episódio que o derrubou do Ministério da Fazenda. Eleito deputado federal, o ex-ministro é o único dos ex-auxiliares que continua sendo interlocutor de Lula.

A volta de Palocci à Fazenda é dada como certa se o caso do caseiro for “zerado”. A alta da inflação assustou o presidente Lula, apesar dos discursos otimistas, e enfraqueceu o atual ministro da Fazenda, Guido Mantega, que não conseguiu domá-la. A responsabilidade de controlar a inflação acabou a cargo do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, o que não agrada ao presidente da República por causa da alta dos juros. Lula teme cair numa armadilha: a inflação desgasta o governo entre a população de baixa renda; o remédio – elevar os juros – acaba tendo o mesmo efeito colateral.

Presidente da comissão especial que examina a reforma tributária na Câmara, Palocci está reconstruindo sua imagem. Evita excesso de exposição na mídia e confrontos políticos, mas atua com desenvoltura nos bastidores. É o principal interlocutor da Câmara na equipe econômica e no mundo empresarial. Leia o resto do artigo »

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Exercícios com contratos de SWAP cambial

Postado em 30 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Fonte: Desemprego Zero

Por: J. Carlos de Assis*

Presidente do Instituto Desemprego Zero 

Define-se como “cupom” cambial o rendimento em dólar, no fim de um tempo contratado, de uma aplicação de um valor em dólar convertido em real no início do contrato, e valorizado pelo tempo desse contrato à taxa de juros prevalecente internamente – Selic ou CDI (no caso dos contratos de swap, a taxa de juros de referência é a CDI diária). 

Como o “cupom” depende de duas variáveis, que podem subir, cair ou ficar estáveis, há seis possibilidades teóricas de resultados para um aplicador hipotético: 

  • 1. a taxa de juros fica estável, e o real se valoriza: o valor do “cupom” rende a taxa de juros mais a valorização do real;
  • 2. a taxa de juros fica estável, e o real se desvaloriza: o valor do “cupom” rende a taxa de juros e diminui pela desvalorização do real;
  • 3. a taxa de juros sobe, e o real se valoriza: o valor do “cupom” aumenta pela taxa de juros e pela acumulação da variação das duas taxas;
  • 4. a taxa de juros sobe, e o real se desvaloriza: o valor do “cupom” aumenta segundo a taxa de juros, e cai segundo a desvalorização do câmbio; será positivo, se a taxa de juros for maior que a taxa de desvalorização do real, e negativo, se for menor;
  • 5. a taxa de juros cai, e o real se valoriza: o valor do “cupom” cai com a taxa de juros, mas ainda será positivo, se a taxa de juros, mesmo caindo, continuar maior que a taxa de valorização do real; se ficar menor, o valor do “cupom” torna-se negativo;
  • 6. a taxa de juros cai, e o real se desvaloriza: o valor do “cupom” cai, mas ainda será positivo, se a taxa de juros, mesmo caindo, for superior á taxa de desvalorização do real; do contrário, o valor do “cupom” fica negativo. 

No mercado de derivativos, o especulador aposta num determinado desempenho futuro da taxa de juros do CDI e da taxa de câmbio. A posição mais desejada, do ponto de vista de quem investe no “cupom” a partir do mercado spot, é a de número 3: a taxa de juros sobe e o real se valoriza. No entanto, essa é uma situação pouco plausível, em face de uma política monetária ortodoxa, na medida em que o aumento da taxa de juros, por atrair dólares para o mercado spot, atua justamente no sentido da valorização do real, reforçando a posição 3. Quem vendesse ou comprasse contratos nessa situação estaria num “jogo” viciado. 

Assim, para que houvesse algum grau de aleatoriedade no jogo, as operações de swap comandadas pelo Banco Central não deveriam ser aceitas pelo mercado caso o Banco Central, comandando também a política monetária, fosse ele próprio o ganhador na posição 3. Também não seria plausível se ele vendesse uma posição condenada a ser perdedora pela política monetária normal.  O normal é que vendesse um contrato pelo qual seria ou ganhador com o aumento dos juros e perdedor com a valorização do câmbio, ou perdedor com o aumento dos juros e ganhador com a valorização do câmbio. Isso daria algum sentido ao “jogo”. É o swap cambial.  Leia o resto do artigo »

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Outros dados sobre a educação

Postado em 30 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Publicado em: Quem se Educa Cresce 

Por: Maria de Fátima de Oliveira*

Tenho em mãos um artigo de Dilson Sardá sobre Educação, do qual desejo destacar alguns pontos.

O autor refere que, em 1982, dados sobre o continente asiático revelavam a situação pouco confortável da Coréia do Sul. O país tinha então uma renda per capita de R$ 900,00, correspondente à metade da brasileira. Para superar tais dificuldades, a partir daquele ano o país decidiu investir maciçamente na educação, com ênfase no nível básico. E dados recentes mostram que o plano deu certo. A economia sul-coreana é hoje altamente dinâmica, com uma renda per capita que chega a R$ 21.400,00, o triplo da nossa.

A alavanca desse plano de desenvolvimento foi a educação. E nele a família teve um papel essencial. “A divulgação da importância da educação para o desenvolvimento das pessoas e, por conseqüência, do país foi focada nas famílias, para que elas se sentissem co-responsáveis no sucesso do plano”. Elas aderiram ao projeto com tal radicalidade que hoje, quando um jovem coreano se desvia do rumo educacional, é monitorado constantemente por familiares, até voltar aos trilhos. Esse envolvimento familiar no processo educativo dos filhos já havia acontecido no Japão a partir de 1950, quando o país desenvolveu um plano de desenvolvimento econômico com base na educação, que o levou a sentar-se à mesa dos países mais desenvolvidos do planeta, de igual para igual.

Não é de hoje que os meios de comunicação divulgam estudos e pesquisas especializadas sobre o papel-chave da educação no desenvolvimento do Brasil. Além disso, é do conhecimento do governo que, desde as últimas décadas do século passado, o mundo vive um processo radical de transformação, motivado pelo progresso da tecnologia e da comunicação e baseado em dois pilares: o sistema de processamento de informações pelo computador e sua integração com os outros meios de comunicação e o desenvolvimento da biologia molecular. Sabe-se também que os países emergentes, se quiserem crescer e oferecer melhores condições de vida a suas populações, têm de investir o melhor de seus recursos para superar o atraso educacional, que, no caso do Brasil e de outros, carrega um peso de séculos. Leia o resto do artigo »

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A arte da Guerra na Era Nuclear

Postado em 30 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Fonte: Desemprego Zero

Por: J. Carlos de Assis*

Presidente do Instituto Desemprego Zero 

A arte da guerra consiste em reunir meios de força, estabelecer um objetivo  que signifique a vitória final sobre o inimigo e lançar-se ao ataque, ou à defesa da própria posição, com o uso indiscriminado da violência. 

O objetivo da guerra é sempre vencer. Quando se quer manter estável uma situação em relação ao adversário, o recurso é a diplomacia ou a política. Não se faz a guerra para perder. 

Karl von Klausewitz, um dos três maiores estrategistas ocidentais da história, deixou um aforismo segundo o qual “a guerra é a continuação da política por outros meios”. 

À sombra do poder nuclear contemporâneo, partilhado entre três superpotências e no mínimo seis potências secundárias, é a política que se firmou como a continuação da guerra por outros meios. 

Não há mais solução militar, exceto no caso de terrorismo econômico global, para conflitos nacionais ou internacionais extremados. Resta, sim, a política.

Karl Marx, outro dos três grandes estrategistas ocidentais, confiava sobretudo na revolução proletária para confrontar o poder burguês dominante. Contudo, sua releitura em termos contemporâneos revela uma extraordinária intuição, ao confiar também na  vitória baseada na divisão  das forças adversárias, ou seja, nas contradições internas do próprio capitalismo como determinação de seu fim iminente. Leia o resto do artigo »

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Banco Central tenta fraudar MP para esconder perdas do SWAP ** PARTE 2 **

Postado em 30 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Fonte: Desemprego Zero

Por: J. Carlos de Assis*

Presidente do Instituto Desemprego Zero 

Sem prévia autorização legal e com anuência dos dois outros membros do Conselho Monetário Nacional – os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e o do Planejamento, Paulo Bernardo -, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, deu continuidade a operações de swap, normal e reverso, realizadas pelo Banco desde 2002 e que, só no último mês de maio, resultaram em prejuízos de cerca de R$ 2 bilhões, a serem repassados ao Tesouro Nacional. 

Cerca de mais R$ 2 bilhões foi o prejuízo neste ano até abril, a que se acrescentam aproximadamente R$ 14 bilhões transferidos graciosamente ao mercado financeiro nos anos de 2006 e 2007. As operações de swap são de alta complexidade técnica, que confundem até mesmo especialistas. É como o jogo de dados, no qual cada face do dado representa variações do câmbio e do CDI-Certificado de Depósito Interbancário, com possibilidades de subir, cair ou ficar estável. O jogador ganha ou perde proporcionalmente às variações do câmbio e do CDI. 

A despeito de uma contabilização hermética, os prejuízos do swap aparecem nos dados públicos do Banco Central sob a forma de fatores que influenciam a expansão (perdas) ou contração (ganhos) da base monetária. Com o objetivo de ocultar a transferência dessas perdas para o Tesouro, foi introduzido um artigo totalmente destoante de seu objetivo principal na medida provisória que trata da criação do Banco do Sul. Esta MP, já assinada pelo Presidente Lula, estava para ser encaminhada ao Congresso na última sexta-feira. 

Funcionários da Fazenda se opuseram à introdução do artigo extemporâneo, sob o argumento de que não havia qualquer amparo legal para isso. Na primeira rodada de discussões, os representantes da Fazenda ganharam. À noite, porém, foram informados de que o dispositivo suspeito havia sido reintroduzido na MP que já estava assinada pelo Presidente da República. Não se sabe se a chefe da Casa Civil, ministra Dilma Roussef, estava ao par da iniciativa ou se foi o trabalho de algum assessor dela ou do Ministério do Planejamento.  Leia o resto do artigo »

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Inflação, manias e pânicos

Postado em 29 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

De acordo com o autor, Antonio Prado, temos uma combinação incomum de fatores que projetam os preços para cima. Uma demanda crescente de alimentos nos países emergentes, principalmente nos BRICs, uma disputa por alimentos para a produção de etanol a partir de grãos (EUA), e não cana de açúcar (Brasil), e uma especulação gigantesca no mercado de commodities, ainda como eco da crise do dólar e dos subprimes.

O dilema está em elevar os juros demais a um custo muito alto de desaceleração do crescimento do PIB; ou elevar de menos e deixar a inflação ultrapassar os limites da meta de inflação e derrubar o poder aquisitivo dos salários. Não é uma decisão fácil, mas recomenda a prudência que em mar de icebergs deve-se navegar despacito. O Bacen não deve se impressionar com os gritos de pânico.

Publicado originalmente Valor

Por Antonio Prado

A literatura sobre políticas monetárias é ampla, diversa e plena de polêmicas. Mesmo entre os que confessam a mesma fé, há divergências. O pai das regras que regem as políticas de metas de inflação, Mr. Taylor, desenvolveu um método para avaliar a qualidade das políticas monetárias e o aplicou ao seu país, os Estados Unidos. Sugeriu que em vários momentos o aperto monetário foi excessivo, em outros, tardio, incorrendo em sobre-custos em relação ao desemprego e ao Produto Interno Bruto (PIB) ou em volatilidade da inflação. Ele garante que os bancos centrais erram a mão e não é um keynesiano heterodoxo.

Mesmo que o seu método, o de Mr. Taylor, seja também objeto de polêmica, a questão é que não há tal coisa como um banco central dotado da infalibilidade. Para os espíritos que necessitam deste conforto, nossa solidariedade. Mas os bancos centrais muitas vezes seguem o tato. Demoram a agir quando deveriam ou exageram na reação quando o fazem. É natural que isso ocorra, pois atuam sobre uma rede de alta tensão ligada, que é a economia.

Uma coisa está clara para todos que observam o ambiente inflacionário brasileiro e mundial: o problema é grave. Temos uma combinação incomum de fatores que projetam os preços para cima. Uma demanda crescente de alimentos nos países emergentes, principalmente nos BRICs, uma disputa por alimentos para a produção de etanol a partir de grãos (EUA), e não cana de açúcar (Brasil), e uma especulação gigantesca no mercado de commodities, ainda como eco da crise do dólar e dos subprimes.

Este último fator merece atenção especial, pois tem havido um silêncio de túmulo em relação a ele, com raras exceções Leia o resto do artigo »

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