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Blog do Desemprego Zero

Archive for 2008

Prosperidade do país é superficial e frágil, diz Mangabeira

Postado em 15 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Segundo Mangabeira, “o país ainda não encontrou o caminho para a reconstrução industrial”, leia abaixo.

Por Katia Alves

Publicado no :Valor

Por: Cristiano Romero

Trabalhando a toque de caixa num “projeto de desenvolvimento” para o país, o filósofo Roberto Mangabeira Unger diz que a atual prosperidade brasileira, decantada em prosa e verso por seu chefe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é “aparente”, “superficial” e “frágil”. Ela é muito dependente, diz o ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, do boom dos preços de commodities e da exportação de produtos primários. Se nada for feito, alerta, o Brasil se transformará no resultado da combinação de uma “grande fazenda” com uma “grande maquiladora”.

“Essa prosperidade superficial e frágil não nos deve enganar a respeito da situação em que estamos. Ainda não encontramos o caminho necessário da reconstrução industrial”, sustenta o ministro, que embarcou há oito meses no governo sob o olhar desconfiado do próprio presidente da República, que o nomeou num gesto de deferência ao vice-presidente José Alencar, colega de partido de Mangabeira – o PRB. Graças à sua ligação com o empresário Daniel Dantas, arquiinimigo de petistas próximos de Lula, o professor quase foi desconvidado na véspera da posse.

O mal-estar da nomeação, segundo atestam assessores diretos do presidente, foi superado. Mangabeira teria conquistado Lula durante reunião, realizada no início do ano, em que fez uma apresentação do esboço do seu projeto de desenvolvimento, baseado em cinco pilares – oportunidade econômica, educação, qualidade da gestão pública, Amazônia e defesa. O presidente, que antes o considerava um “bicho estranho”, nas palavras de um auxiliar, passou a festejar sua presença no governo. Leia o resto do artigo »

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As duas faces da política econômica

Postado em 15 dEurope/London abril dEurope/London 2008

O Governo tem hoje muitos membros não-ortodoxos, porém a pequena parcela ortodoxa tem grande influência na política econômica, como é o caso do Banco Central, e isso faz com que as políticas desenvolvimentistas não sejam feitas integralmente.

*Por Katia Alves

Por: Luiz Sérgio Guimarães

Publicado no: Valor

Os não-ortodoxos predominam na máquina pública, mas essa presença não garante que suas políticas sejam implementadas

O Banco Central é hoje o “bunker” que dá abrigo aos neoliberais remanescentes do primeiro mandato do governo do presidente Lula. A supremacia da doutrina neoliberal foi completa nos primeiros anos. Não é mais. Seus representantes são agora, no segundo mandato, numericamente minoritários. Mas seu poder ainda é invejável. Não é pouca coisa que persistam controlando o BC, o exclusivo autor e executor das vitais políticas monetária e cambial.

Há atualmente no governo Lula economistas pós-keynesianos e desenvolvimentistas em diversas e importantes posições: no BNDES, no Ipea, no Ministério da Fazenda, na Casa Civil, nas representações no FMI, no BID e no Banco Mundial. “Há uma clara hegemonia numérica desse segmento”, afirma o diretor de Estudos Macroeconômicos do Ipea, João Sicsú. Professor da UFRJ, Sicsú é um dos expoentes do pensamento pós-keynesiano brasileiro.

Embora os economistas pós-keynesianos e os desenvolvimentistas se unam no combate à doutrina neoliberal, há diferenças importantes entre si. Um economista pós-keynesiano pode ser definido, segundo Sicsú, como aquele que percebe que existem relações claras e bem definidas entre o lado monetário e financeiro da economia e o lado real, principalmente, o investimento. Já um economista desenvolvimentista é aquele que estabelece ligações entre a economia monetária, financeira e real com os processos sociais, políticos e históricos específicos. Era dessa forma que o maior economista brasileiro de todos os tempos, Celso Furtado, organizava suas idéias. Leia o resto do artigo »

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CRISE MUNDIAL: MINISTRA DA ECONOMIA DA FRANÇA NÃO VAI AO PONTO

Postado em 15 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Léo Nunes – Paris – A ministra da Economia da França, Christine Lagarde, concedeu uma entrevista ao diário francês Le Figaro, publicada na edição de hoje (clique aqui para ler a entrevista). Lagarde ressalta a necessidade de uma intervenção coordenada dos países membros do G7 com vistas a minimizar os impactos da crise econômica iniciada no mercado imobiliário subprime dos EUA.

A ministra também destaca a importância no que se refere à criação de regras de governança e transparência nas transações financeiras e no balanço das instituições financeiras. Entretanto, Lagarde não considera o fato de que a crise é um produto inevitável do capitalismo.

Mais do que isso. Na etapa da globalização financeira, das finanças desregulamentadas, em que imperam os regimes de câmbio flexível, a livre mobilidade dos fluxos de capitais e o desenvolvimento de sofisticados produtos derivativos, que potencializam sobremaneira a capacidade de alavancagem financeira dos agentes, a crise torna-se ainda mais presente e suas conseqüências mais cruéis. Basta olhar a História recente (clique aqui para ler mais sobre esta discussão).

Portanto, talvez seja a hora de repensar o arranjo monetário internacional. A adoção de medidas como regimes cambiais administrados, restrições aos fluxos de capitais de curto prazo, limitação na criação e disseminação de produtos derivativos, poderiam trazer mais estabilidade ao sistema financeiro, privilegiando a “economia real” e aumentando as taxas de crescimento e de emprego das economias.

Clique aqui para ler nosso manifesto.

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Balanço do Neoliberalismo

Postado em 14 dEurope/London abril dEurope/London 2008

“…Um balanço de neoliberalismo desde sua origem até os dias de hoje: um movimento ainda inacabado, mas que já fracassou economicamente…”

Postado por Luciana Sergeiro

Publicado em: Agência Brasil de Fato

Por: Perry Anderson*

um movimento ainda inacabado, mas que já fracassou economicamenteComecemos com as origens do que se pode definir do neoliberalismo como fenômeno distinto do simples liberalismo clássico, do século passado. O neoliberalismo nasceu logo depois da II Guerra Mundial, na região da Europa e da América do Norte onde imperava o capitalismo. Foi uma reação teórica e política veemente contra o Estado intervencionista e de bem-estar. Seu texto de origem é O Caminho da Servidão, de Friedrich Hayek, escrito já em 1944. Trata-se de um ataque apaixonado contra qualquer limitação dos mecanismos de mercado por parte do Estado, denunciadas como uma ameaça letal à liberdade, não somente econômica, mas também política. O alvo imediato de Hayek, naquele momento, era o Partido Trabalhista inglês, às vésperas da eleição geral de 1945 na Inglaterra, que este partido efetivamente venceria. A mensagem de Hayek é drástica: “Apesar de suas boas intenções, a social-democracia moderada inglesa conduz ao mesmo desastre que o nazismo alemão – uma servidão moderna”.

Três anos depois, em 1947, enquanto as bases do Estado de bem-estar na Europa do pós-guerra efetivamente se construíam, não somente na Inglaterra, mas também em outros países, neste momento Hayek convocou aqueles que compartilhavam sua orientação ideológica para uma reunião na pequena estação de Mont Pèlerin, na Suíça. Entre os célebres participantes estavam não somente adversários firmes do Estado de bem-estar europeu, mas também inimigos férreos do New Deal norte-americano. Na seleta assistência encontravam-se Milton Friedman, Karl Popper, Lionel Robbins, Ludwig Von Mises, Walter Eupken, Walter Lipman, Michael Polanyi, Salvador de Madariaga, entre outros. Aí se fundou a Sociedade de Mont Pèlerin, uma espécie de franco-maçonaria neoliberal, altamente dedicada e organizada, com reuniões internacionais a cada dois anos. Seu propósito era combater o keynesianismo e o solidarismo reinantes e preparar as bases de um outro tipo de capitalismo, duro e livre de regras para o futuro. As condições para este trabalho não eram de todo favoráveis, uma vez que o capitalismo avançado estava entrando numa longa fase de auge sem precedentes – sua idade de ouro -, apresentando o crescimento mais rápido da história, durante as décadas de 50 e 60. Por esta razão, não pareciam muito verossímeis os avisos neoliberais dos perigos que representavam qualquer regulação do mercado por parte do Estado. A polêmica contra a regulação social, no entanto, tem uma repercussão um pouco maior. Hayek e seus companheiros argumentavam que o novo igualitarismo (muito relativo, bem entendido) deste período, promovido pelo Estado de bem-estar, destruía a liberdade dos cidadãos e a vitalidade da concorrência, da qual dependia a prosperidade de todos. Desafiando o consenso oficial da época, eles argumentavam que a desigualdade era um valor positivo – na realidade imprescindível em si -, pois disso precisavam as sociedades ocidentais. Esta mensagem permaneceu na teoria por mais ou menos 20 anos. Leia o resto do artigo »

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Cultura brasileira…

Postado em 14 dEurope/London abril dEurope/London 2008

O que é mesmo cultura?

*Postado por Luciana Sergeiro

Publicado em: Blog do @creucho

Por Jorge Nascimento

De cara, gostaria de prevenir a quem ler este artigo, que, não sou nem reacionário, nem retrógrada, nem moralista, sou eclético em questões como música, leitura e outros tipos de cultura. Vejo tudo, analiso e gosto de dar minha opinião.

O que será cultura? Isso que passa na TV? Deus me livre.

Infelizmente nossos “artistas”, estão unicamente interessados em galgar “fama e ganhar dinheiro”. Raros são os que se interessam por “cultura”.

Não há um só programa de Rádio ou TV, que esteja interessado em cultura, o interesse é unicamente faturar. Até mesmo a TV Cultura, dita TV Pública, veicula comerciais.

Muitos artistas são até bem intencionados, alguns até com certo exagero, o artista atualmente deixou de ser um idealista, para quem tanto fazia ganhar dinheiro ou não, o que interessava era a divulgação da arte e a realização pessoal, haja vista, que muitos artistas de antigamente, estão ou morreram pobres.

Hoje, os artistas se profissionalizaram, são profissionais de mídia, com o objetivo único e exclusivo de ganhar dinheiro. Fazem faculdade e têm sindicato. A cultura ficou um pouco de lado, embora, ainda existam alguns que escrevam, façam música ou artes plásticas e cênicas com um pouco de idealismo. Leia o resto do artigo »

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Crivella lidera com folga a primeira pesquisa do Gerp

Postado em 14 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Marcelo Crivella lidera a primeira pesquisa do Instituto Gerp sobre a sucessão no Rio, seguido de Gabeira, Jandira Feghali e outros…

*Postado por Luciana Sergeiro

Publicado em: O DIA Online

Por Jan Theophilo

Marcelo Crivella lidera com folga a primeira pesquisa do Instituto Gerp sobre a sucessão no Rio.

Se as eleições fossem hoje, Crivella chegaria em primeiro com 30% das intenções de voto. Fernando Gabeira ficaria em segundo com 22%, Jandira Feghali em terceiro com 10%, mas empatada tecnicamente com Alessandro Molon, com 9%. Solange Amaral teria 4% e Chico Alencar, 3%.

Além da liderança de Crivella, a pesquisa tem duas surpresas: a ascensão de Molon que não saía do traço tempos atrás e o resultado muito ruim de Solange, que continua sem deslanchar.

A pesquisa ouviu 800 pessoas entre os dias 8 e 11 e foi registrada no TRE sob o número 007/2008. A margem de erro é de 3,54%.

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Ipea contra os juros de Meirelles

Postado em 14 dEurope/London abril dEurope/London 2008

O Ipea reiterou ontem, através de Nota Técnica, seus argumentos contra as ameaças do BC de voltar a elevar a já estratosférica taxa básica de juros. A fraquíssima cobertura da imprensa na divulgação da última Carta de Conjuntura deve ter motivado a publicação da Nota, pois alguns jornais chegaram a colocar manchetes afirmando que o Ipea estava preocupado com a inflação.

Para ver o documento na íntegra basta clicar: http://www.ipea.gov.br

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O sol se põe em Brasília e, a cada dia, novas formas nos emocionam

Postado em 14 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Publicado em: Portal do meu mundo

Por: José Augusto Valente*

O planalto central é conhecido, entre outras coisas, pelos seus pores-de-sol (será que é assim mesmo?).

Cada vez que registrarmos um que valha a pena mostrar, fa-lo-emos (como diria o Jânio).

Esta imagem foi feita pela Valéria, minha companheira, com a câmera do seu celular.

Se fosse registrada com uma Nikon, com certeza concorreria ao prêmio Pulitzer de fotografia.

*José Augusto Valente: engenheiro e trabalho há 35 anos na área de transportes. Fui Presidente do DER-RJ em 2002 e titular da Secretaria de Política Nacional de Transportes, do Ministério dos Transportes, no período de maio/2004 a junho/2007. Atualmente atuo como Consultor em Logística e Transporte.

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