Empresas brasileiras conseguem se consolidar no mercado, competindo com as multinacionais, tais empresas são denominadas de “dínamos”, como é o caso das Casas Bahia, Boticário, Positivo, Totys. E o sucesso de tais empresas é a combinação de “negócios com modelos muito bem montados do ponto de vista de geração de valor”.
Por Katia Alves
Publicado na: Gazeta Mercantil
Por Ana Carolina Saito
Com estratégias agressivas e modelos de negócios inovadores, nove empresas brasileiras defendem o seu território do ataque de multinacionais e novos concorrentes. B2W, Casas Bahia, Cosan, Gol Transportes Aéreos, Positivo, O Boticário, Totvs, TV Globo e Votorantim Finanças fazem parte de um grupo de 50 companhias de países emergentes que desafiam – e, em muitos casos, até superam – grandes corporações nos mercados locais. A seleção foi feita pelo Boston Consulting Group (BCG) no estudo intitulado The BCG 50 Local Dynamos, baseada no desempenho das companhias em 2006. Das 50 empresas de dez países emergentes relacionadas no estudo, 37 lideram o mercado local no seu setor. Em 2006, o grupo de companhias, denominadas “dínamos”, registrou receita combinada de US$ 60 bilhões, sendo que vinte delas atingiram pelo menos US$ 1 bilhão, e crescimento de 52%, superior ao do conjunto de companhias que compõem a S&P 500, da Standard & Poors, (10%) e a Fortune Global 500 (8%). Só no Brasil, as nove empresas tiveram expansão de 25% em relação a 2005.
O destaque, no entanto, é a rentabilidade das empresas dos mercados emergentes, o que mostra potencial de crescimento futuro. Segundo o estudo do BCG, 32 das 50 empresas apresentaram margem operacional, combinada, de 20%, contra 14% das S&P 500, 8% do índice Nikkei e 7% do índice DAX, da Bolsa de Frankfurt. Já a margem média das brasileiras foi de 15%. “São negócios com modelos muito bem montados do ponto de vista de geração de valor. Isso é um bom indicativo de que vamos ouvir falar mais dessas empresas no futuro”, ressalta o sócio diretor do BCG no País, Marcos Aguiar. O BCG identificou seis chaves para o sucesso dessas companhias. O primeiro deles é capacidade de adequar a sua oferta às necessidades do mercado local.
É o caso das Casas Bahia, que decidiu apostar no mercado de baixa renda. “O legado de inflação no Brasil faz as pessoas pensarem em prestação e não no valor total do bem. O consumidor também é muitas vezes intimidado pelas lojas tradicionais de shopping e ele quer ser bem tratado. Essa combinação faz com que a empresa tenha uma vantagem competitiva sustentável nesse segmento de baixa renda”, diz. Leia o resto do artigo »