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Blog do Desemprego Zero

Archive for 2008

Chegou o tempo dos idealistas

Postado em 28 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Rodrigo Loureiro Medeiros** & Gustavo Santos *

Todas as sociedades vivem embates internos parecidos com os descritos por José Ingenieros em ‘O homem medíocre’, cuja primeira edição data de 1913 [i]. Ingenieros analisa como duas forças se chocam nas sociedades e definem os rumos da sua evolução. Idealismo e mediocridade são essas forças.

Os idealistas podem ser divididos em dois grupos: românticos (paixão) e estóicos (virtude). A maturidade e o acúmulo de experiências são caminhos que levam os românticos ao estágio dos estóicos. Medíocres são pessoas sem ideais. Possuem idéias que se baseiam no senso comum; são pragmáticas, intransigentes e rejeitam o bom senso.

José Ingenieros argumenta ao longo do seu clássico ser a mediocracia perigosa para as sociedades, pois ela trava os respectivos progressos sociocultural, institucional, econômico e tecnológico. Uma das faces do projeto mediocrático no Brasil é a seguinte: “O custo da mão-de-obra é caro neste país e, por isso, não se tem competitividade global”.

Não é preciso muito esforço para se demonstrar que os custos do fator trabalho nos EUA, no Japão e na União Européia, por exemplo, são mais elevados do que os praticados no Brasil [ii]. A questão górdia do processo evolucionário das organizações está na busca pelo desenvolvimento de sistemas produtivos mais eficientes (grau de utilização dos fatores de produção) e eficazes (alcance dos objetivos a partir da utilização dos fatores de produção). Dificilmente o Brasil se viabilizará como nação a partir do padrão asiático. O enorme giro da mão-de-obra nas empresas traduz a opção tardia pela internalização do fordismo no Brasil. De 1980 a 2005, houve perdas de 20% do poder aquisitivo dos trabalhadores, ao passo que a produtividade permaneceu estagnada [iii]. Como se pode esperar debater seriamente competitividade sistêmica, produtividade e inovação no século XXI a partir da perspectiva mediocrática? Leia o resto do artigo »

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Soberania alimentar e o flagelo da fome

Postado em 27 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Publicado no: Correio Cidadania

Por Egon Heck

A noite já ia avançada em Brasília, quando no Palácio Itamarati se encerrava a Conferência Especial pela Soberania Alimentar, pelos Direitos e pela Vida. Depois de quatro dias de muita informação e debates, os 120 participantes, de 33 países da América Latina e Caribe, expressaram suas posições para os governos e a FAO, que começa hoje, no mesmo espaço a 30 Assembléia Regional.

O documento deixa claro que “A soberania alimentar é um principio, um direito e um legado das mulheres rurais, Povos Indígenas e Pescadores, que foi adotada pelos movimentos sociais para a construção de um mundo, de uma nova sociedade, de uma nova forma de compreender as relações políticas, o desenvolvimento, os direitos humanos, a democracia, e a forma de produzir e manter os alimentos e os sistemas alimentares, de um mundo que sangra dia a dia pela vergonha que significam 79 milhões de pessoas com fome na região e 854 milhões no mundo inteiro”.  

Depois de muita partilha de experiências, informações e busca das causas, analisando os efeitos perversos desse sistema para o mundo de hoje, o documento afirma que “a fome e a pobreza não são produto da casualidade, senão de um sistema deliberado que viola o direito à alimentação e a vida digna das pessoas e dos povos. Apesar da evidencia em todo o mundo dos nefastos efeitos do neoliberalismo, o sistema internacional, os governos e as corporações industriais insistem em submeter o planeta a um desenvolvimento que esgota as possibilidades da própria vida… O planeta, a terra, os oceanos, e os ecossistemas que mantém a vida estão em risco como nunca antes na história da humanidade”.   Leia o resto do artigo »

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A caminho de Basiléia 1¹/2?

Postado em 27 dEurope/London abril dEurope/London 2008

A caminho de Basiléia 1½?

“É cedo para dizer até onde irão as reformas, que não devem ser tão radicais como sugere o debate atual, em parte por conta da competição jurisdiciona.”l

*Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Valor Online (restrito a assinantes)

Por: Armando Castelar Pinheiro

A provocação de Lou Reed, cantada com seu sotaque sulista, mexe com quem a ouve. Ainda assim, poucos pareciam menos propensos a segui-la do que os banqueiros, ou pelo menos era o que se imaginava até alguns deles gerarem perdas multibilionárias em operações que, olhando retrospectivamente, revelaram-se incrivelmente arriscadas. O passeio pelo lado selvagem das finanças mostrou-se tão desconcertante que há uma semana o Citibank reportou prejuízo trimestral de US$ 5 bilhões e suas ações subiram 4,5%!

Se as perdas afetassem só acionistas, credores e gestores dessas instituições, como ocorre com a maioria das empresas, elas pouco interessariam à população em geral. Mas os bancos são um caso a parte: o que ocorre com eles, especialmente na escala atual, importa a todos. Para lidar com as perdas, os bancos restringem e encarecem o crédito, provocando uma desaceleração econômica global. Para salvar aqueles em pior situação, remediar a de outros e impedir uma contração mais forte da economia, os bancos centrais estão injetando recursos no sistema financeiro, com o custo dessa intervenção recaindo sobre o contribuinte. É irritante arcar com o custo de riscos corridos por outros, especialmente porque os lucros não são igualmente socializados quando as coisas vão bem (nem seria bom que fossem). Essa irritação tem desaguado no clamor por reformas na regulação de incidentes sobre os bancos, alimentando o debate sobre como evitar uma repetição da crise atual.

O foco das propostas, como esperado, é como restringir o risco corrido pelos bancos. De um lado, se propõe ampliar o conjunto de instituições formalmente garantidas pelo setor público, mas em contrapartida mais intensamente reguladas e supervisionadas por ele; de outro, se defende controles mais rigorosos sobre a capacidade destas instituições correrem riscos. Além disso, se advoga mais transparência e supervisão. O dilema é como melhorar a regulação sem “jogar o bebê fora com a água do banho”. Ao contrário do que muitos imaginam, é bom para todos que os bancos assumam riscos, pois dessa forma promovem o desenvolvimento econômico. Três propostas ou linhas de argumentação têm concentrado o debate. Leia o resto do artigo »

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A Petrobrás sob pressão

Postado em 26 dEurope/London abril dEurope/London 2008

“Preços de energia reprimidos diminuem o crescimento potencial do País, porque dão sinais errados para usuários e investidores sobre o atual estado da escassez…”

*Por Luciana Sergeiro

Publicado em: O Estado de S. Paulo (restrito a assinantes)

Por: Dionísio Dias Carneiro

Há uma notável sobrecarga sobre a Petrobrás na atual conjuntura. Durante os longos anos de monopólio, a empresa mostrou mais deficiências do que petróleo, apesar de contar, desde sua fundação, com o apoio de tantos governos, políticos e da inegável simpatia da opinião pública a partir do slogan “o petróleo é nosso”. Foi um ex-presidente da empresa, militar de tradição nacionalista, Ernesto Geisel, que deu início aos contratos de risco, na pesquisa de novos campos, sob acusações generalizadas de crime de lesa-pátria. Os gastos estrangeiros em pesquisa permitiram que se conhecesse melhor o potencial brasileiro.

A exploração das primeiras jazidas na plataforma continental brasileira rendeu frutos e diminuiu a fragilidade energética que comprometia as possibilidades de crescimento de longo prazo do Brasil. A maior exposição internacional permitiu que frutificasse o mais importante investimento que a Petrobrás fez ao longo de sua trajetória: mostrou que havia uma elite de profissionais formada em casa, que adquiriu reputação internacional de qualidade técnica, além de equipar com especialistas os órgãos do governo que foram, ao longo do tempo, encarregados das questões nas quais os detalhes complexos do setor ultrapassavam a capacidade dos generalistas leigos.

As teorias conspiratórias sempre encontraram terreno fértil nas discussões em torno do petróleo. Onde vicejam a conspiração, o nacionalismo obtuso e o populismo, a racionalidade costuma ser expulsa de campo nos primeiros minutos. É natural que a Petrobrás tenha sido prejudicada, de tempos em tempos, por esses males. O importante, entretanto, é que prevaleceu a qualidade e a racionalidade empresarial, para a qual têm contribuído dirigentes de fora dos quadros da empresa, que arejam o espaço para a discussão livre, a inovação e a formação independente. As nomeações puramente políticas têm seus custos, mas esbarram numa cultura empresarial que se solidifica. Leia o resto do artigo »

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Paraguai não pode ser uma ilha entre as outras nações”

Postado em 26 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Publicado na: Carta Maior

Por Clarissa Pont

Em Assunção, Carta Maior conversou com Fernando Lugo, candidato apontado como favorito para vencer as eleições presidenciais no Paraguai. Para Lugo, é fundamental consolidar a identidade política e realizar um processo transformador dentro do país.

ASSUNÇÃO – Em um país onde a filiação ao Partido Colorado parecia ser sinônimo exclusivo de participação política, a coligação criada em torno do candidato Fernando Lugo garantiu, pela primeira vez em 60 anos, a dúvida sobre quem ganhará as eleições presidenciais deste ano. A Aliança Patriótica para a Mudança reúne sob uma mesma legenda nove partidos políticos e diversos movimentos sociais, sindicais e indígenas. O Partido Liberal Radical Autêntico, a segunda força partidária paraguaia depois da tradição colorada, forma esta frente com Federico Franco, candidato a vice-presidente.

As contradições entre a base popular que impulsionou a candidatura de Lugo e o partido do vice-presidente, para alguns, são capazes de inviabilizar um governo. De qualquer forma, Lugo e Franco estiveram juntos durante toda campanha e, em discursos, têm apoiado que a Aliança é uma força não apenas eleitoral, também política. Os dois candidatos seguem em primeiro lugar nas pesquisas de boca de urna realizadas esta manhã no Paraguai. Nesta entrevista, Lugo explica como se estabeleceriam as relações entre Brasil e Paraguai caso vença as eleições deste domingo e afirma que “pela primeira vez o país vive uma etapa importante da vida política, com características quase atípicas”. Leia o resto do artigo »

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Novo Capítulo do Dossiê do Nassif x Veja: As relações incestuosas na mídia

Postado em 26 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Publicado no Blog do Nassif

O modelo de assassinato de reputações, como arma de disputas comerciais, alcançou seu auge na recente fase da revista Veja, especialmente através do colunista Diogo Mainardi.

O último capítulo dessa novela foram colunas e podcasts de Mainardi, a respeito de um dossiê que continha trechos de um inquérito sigiloso do Ministério Público Italiano.

Conforme demonstrado em dois capítulos da série (O post-it de Mainardi e Lula é meu álibi), ao contráriodo que Mainardi afirmava em sua coluna, o dossiê foi escaneado no Brasil, rearrumando papéis do inquérito original da Itália. E a prova maior é que seu conteúdo foi divulgado no mesmo dia em que o arquivo foi gravado, no site de uma ex-jornalista da “Folha”, Janaína Leite.

Tempos depois, a revista Carta Capital entrevistou Angelo Jannone, ex-chefe de Segurança da Telecom Italia, nos tempos de Tronchetti Provera. A entrevista de Jannone foi aproveitada por ambos para tentar demonstrar que os inocentava.

Sobre o caso italiano dedicarei um capítulo especial, dada à sua aparente complexidade e por demonstrar o jogo complicado do qual Mainardi tornou-se participante, sabe-se lá com que propósitos.

O que interessa, neste capítulo, é a explicitação das relações de Mainardi com Janaína, e de ambos com Daniel Dantas.

Vamos entender melhor quem é a parceira de Mainardi nesse jogo.

No seu blog, Janaína Leite se apresenta como “consultora”. Não há nenhuma indicação sobre quem são seus clientes. No seu período na “Folha” atuou em uma série de matérias francamente suspeitas, conforme se demonstrará a seguir. Todas elas seguiam a mesma linha de denúncias utilizada por Mainardi quando trata do tema telefonia.

Vamos à análise de quatro casos.

O caso Cecília Melo

Conforme explicado no capítulo “O post-it de Mainardi”, há dois inquéritos em andamento, um no Brasil, outro na Itália.

O do Brasil é conduzido pela Polícia Federal e Ministério Público Federal em São Paulo, sobre grampos, quebras de sigilo, a partir do dossiê Kroll, divulgado pela “Folha” anos atrás. O da Italia pelo MP italiano, originalmente era sobre as estripulias da Parmalat italiana. Depois, graças a uma manobra engenhosa, foram incluídas as as operações da Telecom Italia no Brasil. No inquérito italiano há grampos ilegais e outras particularidades que poderiam provocar a anulação do inquérito brasileiro – caso fossem juntadas as peças.

Há uma tentativa de misturar os dois inquéritos. Por isso mesmo, toda a luta da PF e do MP é para impedir essa contaminação.

Essa tentativa ficou clara em matéria de Janaína Leite de 24 de julho de 2007 (clique aqui) com o próprio Daniel Dantas, preocupado com a possibilidade dos fundos de pensão fecharem um acordo com o Citigroup que estreitaria sua margem de manobra na Brasil Telecom.

Dois trechos merecem destaque. O primeiro, demonstrando que Dantas atuou pessoalmente para que a atuação da Telecom Italia no Brasil fosse incluída no inquérito italiano.

O banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity, enviou à Procuradoria Geral da República um pedido para que o Ministério Público investigue supostos atos ilegais praticados no âmbito da disputa entre os sócios da Brasil Telecom, operadora de telefonia fixa que atende três regiões do país.

A segunda, ao mencionar uma testemunha-chave importante:

A principal testemunha dos procuradores italianos, Marco Bernardini, confirmou à Folha ilegalidades no Brasil.

Guarde essas duas informações, ambas obtidas da mesma fonte: a atuação de Dantas e o nome da tal testemunha-chave. Facilitará bastante para entender o próximo capítulo, especialmente quando Mainardi menciona suas misteriosas “fontes italianas”.

O jogo jornalístico em torno do processo italiano consistiu dos seguintes lances.

Lance 1 – no dia 21 de setembro de 2006, matéria da Janaina Leite na Folha: “Polícia italiana prende 20 ligados à Telecom Itália” (clique aqui), a primeira matéria que saiu por aqui, da operação dos promotores italianos, e tentando mostrar correlação entre o escândalo da Parmalat e o dossiê Kroll, divulgado no Brasil.

Três grandes dúvidas ficam em aberto sobre as implicações da ação do Ministério Público italiano, que teria encontrado ligações de organizações que serviram a pagamentos de propinas no “Laziogate” –escândalo de compra de políticos envolvendo empresas privadas– com os implicados na suposta rede de espionagem italiana.

No dia 22 de setembro de 2006, nova matéria: “Crise com tele leva Prodi a depor no Senado” (clique aqui). Nela, Janaína afirma o seguinte:

Anteontem, 20 pessoas foram presas na Itália acusadas de fazer parte do esquema de arapongagem. Segundo a Folha apurou, é possível que o escândalo respingue no Brasil. Isso porque o encarregado da segurança da Telecom Italia na América Latina, Angelo Janonne, está sendo investigado na esteira de seu chefe, Giuliano Tavaroli, tido como braço direito de Tronchetti Provera.

Em 2004, Janonne veio ao Brasil para entregar à Polícia Federal documentos mostrando que a Telecom Italia e integrantes do governo brasileiro vinham sendo espionada pela Kroll, contratada pela Brasil Telecom, então administrada pelo grupo Opportunity, do empresário Daniel Dantas.

À época, Janonne disse que as informações que repassava tinham sido entregues anonimamente à Telecom Italia. Mas a desconfiança dos promotores italianos, que têm poder de polícia em seu país, é a de que os dados foram obtidos a partir da atuação de espiões que atuavam, supostamente, com anuência da operadora de telefonia italiana.

Não informava como obteve informações dos promotores italianos.

Lance 2 – a desembargadora Cecília Melo dá sentença ordenando a anexação de um inquérito no outro. O argumento da desembargadora é justamente a reportagem de Janaína.

Lance 3 – outra matéria da Janaína, agora em reforço à decisão da desembargadora. É de 11 de dezembro de 2006: “Justiça pede dados sobre Telecom Italia” (clique aqui).

A 2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região decidiu ontem, por unanimidade, requisitar oficialmente da Justiça italiana documentos relativos às investigações de suposta espionagem e supostos pagamentos ilegais feitos pela Telecom Italia no Brasil. Os magistrados, baseados em reportagens da Folha, também determinaram que o Ministério Público Federal tome providências para apurar possíveis ilegalidades promovidas pela tele no Brasil. Procurada, a Telecom Italia preferiu não comentar o assunto.

Lance 4 – Este ano, o Ministério Público e a Polícia Federal convocaram o executivo Rodrigo Bhering Andrade, que trabalha para o Opportunity. Pressionado, Andrade admitiu que Janaína o mantinha informado sobre as fontes que alimentavam o jornal de matérias contrárias ao Opportunity. Essas informações constam do inquérito.

A matéria de Janaína traz duas dicas importantes.

A primeira, a reiteração do nome da testemunha-chave:

Uma das principais testemunhas do Ministério Público italiano é o ex-investigador Mario Bernardini, que concordou em relatar detalhes dos esquemas engendrados dentro da Telecom Italia em troca de não ser preso. Em entrevista à Folha, ele sustentou o que havia dito aos procuradores: no Brasil, o chefe de segurança da tele ordenou a espionagem de ministros, banqueiros, jornalistas, executivos e concorrentes da Pirelli. Disse ainda que a tele italiana mantinha um esquema de pagamentos a políticos e servidores públicos por meio de advogados e consultores.

A segunda, a conexão com o senador Heráclito Fortes, reconhecido publicamente como sendo aliado incondicional de Dantas:

O assunto não deverá ficar restrito ao Judiciário. A Folha apurou que parlamentares brasileiros também pediram a remessa das informações, inclusive a íntegra dos depoimentos, à Italia. Na semana passada, o senador Heráclito Fortes (PFL-PI) viajou ao país para pedir ajuda a parlamentares.

Sobre Bernardini analisaremos no capítulo específico sobre o caso Jannone.

O Caso Márcia Cunha

Dois magistrados foram fundamentais para apear o Opportunity do controle da Brasil Telecom. Um, a desembargadora Márcia Cunha, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que deu a primeira sentença séria desfavorável a Daniel Dantas. O segundo, o Ministro Edson Vidigal, presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Como se recorda, Edson Vidigal foi vítima de um assassinato de reputação praticado pela revista Veja (capítulo O caso Edson Vidigal).

Vamos entender a participação de Janaína Leite no “assassinato de reputação” de Márcia Cunha, aproveitando o bom levantamento feito pelo jornalista Fábio Carvalho, em resposta a uma discussão entre blogs sobre um dos capítulos da série.

É uma série de matérias envolvendo a questão do acordo “guarda-chuva”, que garantia ao Opportunity o controle da Brasil Telecom. Leia o resto do artigo »

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Desequilíbrio no FAT

Postado em 26 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Publicado no: O Estado de São Paulo

Editorial

Criado para proteger o trabalhador demitido sem justa causa, assegurando-lhe um seguro-desemprego por determinado período, apoiar programas de preparação e treinamento de mão-de-obra e estimular investimentos que gerem emprego e renda, o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) pode ficar sem dinheiro para tudo isso. As projeções de suas despesas e receitas feitas pelo Ministério do Trabalho apontam para o surgimento de um déficit já em 2010. Daí em diante, o déficit tenderá a crescer rapidamente.

Entre 2000 e 2007, as despesas do FAT aumentaram 90,3% e suas receitas subiram 43%. Estudo do Ministério do Trabalho prevê que, entre 2008 e 2010, as receitas aumentarão 42%, mas as despesas crescerão 72%, o que provocará o surgimento de um déficit dentro de dois anos.

O valor dos benefícios pagos pelo FAT é vinculado ao salário mínimo, que nos últimos anos teve aumentos reais consideráveis. Por isso, os gastos com abono salarial, que correspondiam a 17,2% das despesas totais em 2000, passaram para 29,5% em 2007. Os pagamentos do seguro-desemprego, por sua vez, aumentaram de 1% para 4% dos gastos totais. Leia o resto do artigo »

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“Quem são esses brasileiros?” Como a Vale muda a mineração mundial

Postado em 26 dEurope/London abril dEurope/London 2008

“Para diversificar-se além do minério de ferro, a Vale resolveu crescer fora do Brasil…”

*Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Valor Online (restrito a assinantes)

Por: Antonio Regalado

Quando a Companhia Vale do Rio Doce chegou à pequena cidade mineradora de Sudbury, no Canadá, um ano e meio atrás, o prefeito John Rodriguez se lembra de ter se perguntado: “Quem são esses brasileiros?”

Agora que a gigante da mineração abre caminho para a linha de frente do mundo internacional dos negócios, mais e mais pessoas fora do Brasil estão descobrindo. Em 2006, a Vale absorveu a maior empregadora de Sudbury, a produtora de níquel Inco, por US$ 17,8 bilhões. A Vale é hoje a segunda maior mineradora do mundo, e a maior produtora de minério de ferro, um insumo básico do aço.

Graças a uma alta de seis anos nos preços das commodities, a Vale gerou o maior retorno total aos acionistas, entre 2002 e 2006, de um grupo de 5.000 empresas do mundo consideradas pela Boston Consulting Group. Os investidores tomaram nota: a ação da Vale foi a terceira mais negociada de uma empresa estrangeira na Bolsa de Nova York no primeiro trimestre deste ano. A Vale anunciou ontem um lucro líquido de US$ 2 bilhões para o primeiro trimestre, uma queda de 8,8% em relação ao mesmo período do ano passado que atribuiu à fraqueza do dólar e a uma queda no preço do níquel.

A alta dos preços do minério de ferro está começando a se tornar uma grande preocupação estratégica para empresas e governos ao redor do mundo. Na Índia, autoridades do governo têm discutido a adoção de novos impostos sobre as exportações do minério para ajudar a controlar a disparada nos preços do aço. Este mês, a maior siderúrgica do mundo, a ArcelorMittal SA, que tem sede em Luxemburgo, informou que queria aumentar seu “controle” sobre a matéria-prima ao suprir 70% de suas próprias necessidades dentro de cinco anos. Leia o resto do artigo »

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