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Blog do Desemprego Zero

Archive for 2008

Fundo vai garantir crédito a pequena empresa

Postado em 28 dEurope/London abril dEurope/London 2008

“Com a onda de liquidez de crédito no mercado brasileiro, devido a estabilidade econômica, o SEBRAE planeja lançar as Sociedades de Garantia de Crédito, ou seja, um grupo de micros e pequenas empresários se une, deposita recursos em uma instituição bancária para que o dinheiro sirva de lastro para financiamentos contraídos para projetos econômicos desenvolvidos pelo grupo.”

*Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Valor Online (restrito a assinantes)

Por: Paulo de Tarso Lyra

Aproveitando a onda de liquidez de crédito no mercado brasileiro – decorrente da estabilidade econômica – o Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae) planeja lançar, neste ano, as Sociedades de Garantia de Crédito. Por meio delas, um grupo de micros e pequenos empresários se une, deposita recursos em uma instituição bancária – normalmente pública – para que o dinheiro sirva de lastro para financiamentos contraídos para projetos econômicos desenvolvidos pelo grupo.

A expectativa é que, dessa forma, o acesso ao crédito fique mais barato e os bancos se sintam seguros a emprestar os recursos, sem temer prejuízos decorrentes de eventuais inadimplências.

Segundo o  Sebrae, Carlos Alberto Santos, a mecânica das sociedades de garantia de crédito assemelha-se ao crédito consignado para a pessoa física. Nesse último caso, o banco se sente seguro, pois em uma parceria entre ele, a empresa e o empregado fica acertado que o desconto será feito diretamente na folha de pagamentos. “No caso da associação, se houver alguma inadimplência, o banco poderá utilizar o fundo depositado pelos empresários. Além disso, toda aquela burocracia de levantar a papelada com o histórico dos interessados é feito pela sociedade, livrando o banco dessa trabalheira.” Leia o resto do artigo »

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Agricultura familiar + agronegócio

Postado em 28 dEurope/London abril dEurope/London 2008

“A agricultura familiar segura o homem no campo e garante renda ou de sobrevivência ou para o consumo e pode ser uma excelente alavanca para grandes empreendimentos, quando organizada em torno de cadeias produtivas.”

*Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Blog do Nassif

Por: Luis Nassif

Desdobramento da grande revolução demográfica mundial, a crise de alimentos/energia vai trazer algumas mudanças relevantes.

Primeiro, nas relações norte-sul.

Não será possível resolver a crise de alimentos sem um amplo estímulo à agricultura tropical e uma redução nos subsídios dos países avançados.

Depois, nas relações agronegócios-agricultura familiar.

Nos países emergentes-avançados – como o Brasil – não será possível resolver a crise dos alimentos sem um estímulo forte à agricultura familiar.

É um paradoxo interessantíssimo. O agronegócio critica a falta de eficiência da agricultura familiar; os defensores da agricultura familiar criticam o caráter concentrador do agronegócio.

Só que um depende do outro. O agronegócio gera divisas, empregos, riqueza. Mas expõe os preços internos aos preços internacionais, provoca êxodo no campo (substituído por emprego de melhor qualidade, mas em menor número e pegando um público distinto daquele da agricultura familiar). Leia o resto do artigo »

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Taxa de juro lá e cá

Postado em 28 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Por Márcia Pinheiro

Publicado na: Carta Capital

O Copom do Federal Reserve reúne-se na quarta-feira 30. Há grande expectativa sobre a decisão da equipe comandada por Ben Bernanke. A maioria das previsões aponta para mais uma queda do juro, de 0,25 ponto porcentual, para 2% ao ano. A taxa básica brasileira está em 11,75%. O diferencial é imenso.

Daí porque não vai ser estranho o País registrar um novo déficit em conta corrente, que será divulgado na segunda 28. Há um consenso de que o entra e-sai da moeda americana no País terá um saldo negativo de 2,8 bilhões de dólares. O rombo está em ascensão, pelo evidente fato de as exportações se tornarem menos competitivas (vide resultado da Vale) e é vantajoso para as multinacionais remeterem lucros e dividendos às matrizes, com o dólar a 1,65 real. Barbada.

O câmbio deixou de ser manchete, em função da crise da oferta de alimentos mundial. Mas é o pano de fundo para as distorções da economia brasileira. Os exportadores podem se virar, aumentar a produtividade ou aproveitar o juro dos famosos ACCs (Adiantamento de Contrato de Câmbio). Mas é como dar nó em pingo d’água. Cedo ou tarde, o estrago estará feito. Leia o resto do artigo »

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Século 21 será de “penúria alimentar”

Postado em 28 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Em entrevista à Folha, o economista Bruno Parmentier, afirma que nesse século viveremos uma penúria alimentar, que estamos chegando aos limites dos recursos do planeta, tudo o que antes era abundante se torna limitado.

Assim, em meio à discussão do aumento dos preços dos alimentos e o impacto dos biocombustíveis no preço do alimento (que para alguns isso não passa de conversa fiada para colocar mais obstáculos na produção de biocombustível de países como o Brasil) se torna interessante acompanhar essa entrevista.

Por Katia Alves

Publicado na Folha de S. Paulo

Por Marcelo Ninio  – de Genebra

Economista diz que é preciso uma revolução para reverter crise mundial que eleva preço dos produtos

Crítico da produção de biocombustíveis de cereais e oleaginosas, ele afirma que continuidade da produção vai “converter-se em crime”

Autor de um livro que faz barulho na Europa por dizer que o século 21 será uma era de penúria alimentar, o economista Bruno Parmentier diz que vai ser necessária uma revolução para reverter a atual crise mundial: na agricultura, no comércio, nos hábitos. Diretor da Escola Superior de Agricultura de Angers (ESA), a mais importante do setor na França, Parmentier critica as organizações internacionais que passaram anos desestimulando a produção agrícola e os biocombustíveis, mas isenta o álcool do Brasil.

Em entrevista à Folha, o autor de “Nourrir l’humanité” (Alimentar a humanidade) defendeu os subsídios aos produtores, disse que foi um “erro histórico” confiar a negociação agrícola à OMC (Organização Mundial do Comércio) e questionou a “contradição” do Brasil, que se torna um grande exportador de alimentos, mas não consegue erradicar a fome.  Leia trechos da entrevista, concedida por e-mail.

FOLHA – Teria sido possível evitar a crise atual?

BRUNO PARMENTIER – Com certeza. Em meu livro, eu explico que o século 21 será de penúria alimentar. Por vários motivos. O esgotamento dos recursos naturais faz com que a revolução agrícola dos anos 1960, que usa muita terra, água e energia, não possa ser levada adiante num período de escassez. A química já deu à agricultura tudo o que podia no século 20, com os fertilizantes, os fungicidas, os inseticidas e os herbicidas. Hoje ela custa muito caro em termos de energia e acabou poluindo o solo e as águas. Em matéria agrícola, o século da química está chegando ao fim e é preciso deslanchar o da biologia.   Leia o resto do artigo »

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Política do menor preço inibe novas tecnologias

Postado em 28 dEurope/London abril dEurope/London 2008

Estudos apontam que nem sempre o menor preço nas compras públicas pode ser solução, mas, sim obstáculos para a inovação.

Por Katia Alves

Por Bruno Deiro

 Publicado no: DCI

 Segundo estudo realizado pelo Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (EIA/USP), um dos entraves ao desenvolvimento tecnológico na indústria nacional é o critério de priorizar o menor valor oferecido em licitações públicas.

 ”A política do menor preço inibe o uso de novas tecnologias, pois estimula as empresas a buscarem sempre os custos mais baixos. O mais barato nem sempre é o melhor para o desenvolvimento industrial”, afirma o professor Glauco Arbix, coordenador da pesquisa.

Com um decálogo de políticas de inovação que podem ser implementadas na indústria nacional, o documento sugere a eliminação da regra de aquisição de bens e serviços pelo menor preço. Para Arbix, o custo da inovação é bastante alto e demanda investimentos pesados em experimentação. Como exemplo, o professor cita a nanotecnologia, uma área promissora que depende de recursos e incentivos governamentais à pesquisa de empresas nacionais. Leia o resto do artigo »

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O rastro do Aedes

Postado em 28 dEurope/London abril dEurope/London 2008

A dengue realmente está assustando, já foram mais de 90 mortes no Estado do Rio de janeiro. E Outros Estados tiveram um crescimento do número de casos notificados bem maior como: Sergipe, Bahia, Rio Grande do Norte, Amazonas e Rondônia.

Por Katia Alves

Por Rodrigo Martins 

Publicado na: Carta Capital

A epidemia de dengue no Rio de Janeiro já é a mais letal da história do estado. Na terça-feira 22, a Secretaria Estadual de Saúde confirmou a 93ª morte atribuída à doença desde o início do ano. Há outros 96 óbitos em investigação. O número é superior ao verificado no último grande surto da doença no estado, quando foram registradas 91 mortes para um universo de 250 mil infectados. Nas contas das autoridades de saúde do Rio, até a penúltima semana de abril, foram contabilizados mais de 110 mil casos de dengue, um terço do total registrado no Brasil em 2008. Como se não bastasse, novos focos da moléstia começaram a aparecer e a trazer preocupação em outras unidades da federação.

Apesar desse quadro grave, um relatório do Ministério da Saúde identifica uma redução de 27% na incidência da doença em todo o País nos três primeiros meses de 2008, demonstrando um retrocesso considerável em relação aos dois primeiros meses do ano. Em janeiro e fevereiro, a queda em relação a 2007 era superior a 40%.

Os números são expressivos, mas o Rio de Janeiro não é o estado que protagonizou o maior aumento da incidência de dengue neste ano. Sergipe, Bahia, Rio Grande do Norte, Amazonas e Rondônia tiveram um crescimento do número de casos notificados bem maior. Leia o resto do artigo »

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Governador comilão

Postado em 28 dEurope/London abril dEurope/London 2008

José Roberto Arruda, governador do Distrito Federal, consumiu nada menos que “(…) 2,1 toneladas de camarão, 1,5 tonelada de filé mignon e 165 quilos de lagosta. De queijo, foram 4,2 toneladas (…)” Leia mais abaixo.

Por Katia Alves

Por Lendro fortes

Publicado na: Carta Capital

No Congresso, parlamentares da oposição e da base governista continuam a gincana para saber quem fez maiores e mais supérfluos gastos com as verbas do Palácio, se o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ou se o atual, Luiz Inácio Lula da Silva. É uma disputa nonsense, útil para alimentar a indignação de uma meia dúzia e justificar o adiamento de discussões relevantes ao País. E que fica sem sentido quando se percebe que sempre é possível extrair um “escândalo” da análise de dados do tipo, sejam federais ou estaduais.

Basta ver os dados oficiais sobre o consumo do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, filiado ao ex-PFL. Em 2007, a residência oficial de Águas Claras registrou compras de alimentos de fazer inveja a qualquer batalhão. Foram consumidos 2,1 toneladas de camarão, 1,5 tonelada de filé mignon e 165 quilos de lagosta. De queijo, foram 4,2 toneladas, sendo mil quilos do tipo Minas, certamente uma homenagem às origens do governador, natural da cidade de Itajubá. Há, em Águas Claras, uma forte preferência por pescados. Além dos camarões e das lagostas, 765 quilos de bacalhau e 114 quilos de carne de siri também fizeram parte do cardápio oficial. Os gastos somam cerca de 700 mil reais.

No papel de oposição no Distrito Federal, coube ao PT levantar as informações sobre os gastos da residência oficial. O responsável pelo levantamento foi Cabo Patrício, líder do partido na Câmara Legislativa do DF. As notas de empenho das despesas foram acessadas por meio do Sistema Integrado de Gestão Governamental (Siggo), de registro de movimentação orçamentária e financeira do governo local, disponível apenas aos deputados distritais. É um expediente semelhante ao Siaf, acessado por deputados federais e senadores, no qual ficam registradas as despesas da administração direta federal. Leia o resto do artigo »

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FRANÇA TEM O MAIOR DÉFICIT FISCAL DA ZONA DO EURO

Postado em 28 dEurope/London abril dEurope/London 2008

RIVE GAUCHE

 

Léo Nunes – Paris – O déficit fiscal francês deve atingir a marca de 3% do PIB no próximo ano, segundo o diário francês Le Figaro (clique aqui para ler a reportagem). Bruxelas ameaça acionar mecanismos de punição, caso Paris não reaja frente à questão.

O Elysée, por sua vez, não sinaliza mudanças significativas na sua política fiscal. Talvez porque o conservador Nicolas Sarkozy detenha o pior índice de popularidade da história da V República (clique aqui para ler reportagem sobre a decadência conservadora). As organizações classistas e estudantis têm colocado o conservador Sarkozy na beira do penhasco. Como o instinto de sobrevivência política fala mais alto, o presidente francês jogou no lixo a cartilha neoliberal para tratar de sua sobrevivência.

Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos

Clique aqui para ler nosso manifesto.

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