Energia mais cara
Postado em 4 dEurope/London maio dEurope/London 2008
“Mesmo com a recuperação do nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas, governo e industriais encontram-se em lados opostos, devido a pressão para a alta dos preços.”
*Por Luciana Sergeiro
Publicado em: Carta Capital
Por: Roberto Rockmann
As preces a São Pedro foram atendidas. As chuvas de verão no Nordeste e Sudeste recuperaram o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas, responsáveis por 85% da energia gerada no País. A temperatura mais amena em março e abril, o aumento da autoprodução de empresas e o sinal verde para a operação de termoelétricas reduziram a pressão sobre o sistema. Resultado: o Brasil ingressa no período seco sem ameaça de cortes de energia neste ano e com risco menor de racionamento em 2009. Mas os preços da energia colocaram novamente governo e industriais em lados opostos.
Na segunda-feira 5, representantes do Ministério de Minas e Energia se reúnem para definir quanto o Brasil enviará de energia à Argentina, que atravessa dificuldades de suprimento, e bater o martelo sobre a criação de uma meta anual de segurança a ser perseguida pelos reservatórios. A idéia é evitar o que ocorreu no início do ano, quando a falta de chuvas em dezembro e janeiro obrigou o governo a acionar diversas usinas movidas a gás de uma só vez.
A partir deste ano será definido o volume a que os reservatórios deverão chegar até dezembro, quando o período úmido se inicia. Isso permitirá acionar as termoelétricas ao longo dos meses, corrigindo eventuais quedas bruscas nos reservatórios com maior rapidez. Na reunião, o governo deve também anunciar a manutenção do funcionamento de parte das térmicas acionadas no início do ano, o que reduziria os riscos de desabastecimento em 2009 e 2010, mas aumentaria os custos. Leia o resto do artigo »
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Léo Nunes – Paris