TVs mentem sobre “reformas” em Cuba
Postado em 8 dEurope/London maio dEurope/London 2008
“Após décadas do criminoso bloqueio dos EUA, Cuba vive hoje uma fase de expansão econômica, obtendo nos últimos anos crescimento de 10% ao ano, portanto, a mídia não publica essas notícias e há muitas mentiras repetidas por âncoras venais da TV”.
Por Katia Alves
Por Altamiro Borges
Publicado no Vermelho
Nas últimas semanas, as emissoras privadas de televisão têm feito enorme escarcéu com as ditas “reformas” em Cuba. Com sarcasmos e ironias, âncoras dos principais telejornais, como William Bonner (TV Globo) e Carlos Nascimento (SBT), apresentam a ilha rebelde como se ela fosse a expressão do atraso mundial. Com seus altos soldos e sua esnobe opulência, eles alardeiam o fato dos cubanos agora poderem usufruir de objetos de consumo “capitalistas”, como celulares, TVs de plasma, DVDs e hotéis de luxo. Tudo é divulgado para desqualificar e satanizar Cuba, numa propaganda grotesca grotesca que lembra os piores períodos da “guerra fria” e da cruzada anticomunista.
Reproduzindo servilmente as idéias da mídia estadunidense e dos gusanos (vermes) cubanos de Miami, os telejornais nativos encaram tais mudanças como símbolo do fim da “era Fidel Castro”. Nesta visão superficial e rastaqüera, seu irmão, Raúl Castro, hoje na presidência, teria se dobrado aos encantos do consumismo. A restauração capitalista seria inexorável nesta ilha revolucionária. Num passado recente, quando da desintegração do bloco soviético, a mídia hegemônica também apostou na débâcle do regime cubano. Mas, sem entender as conquistas sociais da revolução, o forte sentimento antiimperialista deste povo e seu elevado grau de organização, ela se deu mal.
Crescimento e debate de idéias
Agora, com base em dados manipulados, a mídia venal corre o risco de errar feio novamente. O fato é que Cuba, após décadas do criminoso bloqueio dos EUA, vive hoje uma fase de expansão econômica. Devido às mudanças na América Latina e na geopolítica mundial, ela intensificou as relações comerciais. Venezuela, China e até o Brasil, desafiando o “império do mal”, investem mais na ilha, o que explica as taxas anuais de crescimento de quase 10% nos últimos anos. Este crescimento permite ao país superar o duro “período especial”, imposto após a desintegração do Leste Europeu, que restringiu o consumo e exigiu heróica capacidade de resistência dos cubanos. Leia o resto do artigo »
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Léo Nunes – Paris - O líder dos Democratas no Senado, Agripino Maia (DEM-RN), fez insinuações em relação à conduta da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, na “áureos” tempos da ditadura. No depoimento da ministra, que deveria falar apenas sobre o PAC, o senador associou o caso do suposto dossiê da Casa Civil sobre contas do governo FHC ao fato da ministra ter mentido sob tortura. Frise-se bem: sob tortura.
O tema do preço da energia de Itaipu entre Brasil e Paraguai, independente das complexas questões de tratados bi-nacionais, é bastante didático. O assunto não é o tratado em si, mas é interessante lembrar alguns detalhes.