Alimentação: crise, outro sintoma da liberalização
Postado em 16 dEurope/London maio dEurope/London 2008
A crise provocada pela alta no preço dos alimentos não deveria surpreender ninguém. Trata-se apenas da mais recente de uma série de conseqüências da abertura das fronteiras praticada por muitos países em desenvolvimento, como parte de acordos com o FMI e o Banco Mundial.
Por Luciana Sergeiro
Publicado em: Agência Carta Maior
Por: Aileen Kwa (IPS)
O encarecimento dos alimentos desatou distúrbios em muitos países do Sul, da Indonésia a Camarões, da Índia à Costa do Marfim, de Bangladesh ao Haiti. Mas, isso não deveria surpreender ninguém. Trata-se apenas da mais recente de uma série de conseqüências da abertura das fronteiras praticada por muitos países em desenvolvimento, como parte de acordos com o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, medidas de ajuste estrutural que acabaram prejudicando o setor agrícola e minando sua capacidade de produzir alimento.
Em tempos de maior controle estatal, nos anos 70 e início dos 80, boa parte dos mercados de alimentos nacionais do Sul estava em mãos de juntas de comercialização estatais e de cooperativas. As juntas garantiam preços mínimos, forneciam sementes e fertilizantes, controlavam o volume importado, redistribuíam alimentos quando diminuía sua produção e compravam matérias-primas das cooperativas. Estes organismos nem sempre eram dirigidos da melhor maneira. Houve muitos casos de corrupção e ineficiência, mas, de todo modo, cumpriam certas funções críticas.
Os agricultores contavam, graças a esses mecanismos, com mercados para vender seus produtos e garantir seu sustento. Os preços eram estáveis mesmo quando eram menores do que desejavam os produtores. Essas políticas permitiam a muitos paises em desenvolvimento exportar alimentos ou, pelo menos, alcançar a auto-suficiência. Tudo isso mudou nos últimos 20 anos. O apoio estatal aos agricultores caiu. Aos pequenos camponeses foi aconselhado se dedicar ao mercado internacional, enquanto os mercados nacionais se abriam a produção estrangeira. Leia o resto do artigo »
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