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Blog do Desemprego Zero

Archive for 2008

Mangabeira defende pecuária intensiva em áreas devastadas

Postado em 22 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Coordenador do Plano Amazônia Sustentável, o ministro Mangabeira Unger, acredita na necessidade de um “plano estratégico” para a Amazônia, que englobe a intensificação da pecuária nas áreas que já sofreram desmatamento, a fim de incrementar a atividade produtiva na região, e o emprego de financiamentos externos para projetos de preservação e desenvolvimento locais.

Segundo Mangabeira, é preciso gerar oportunidades econômicas para a população local e não olhar a Amazônia apenas como uma “coleção de árvores”. Sem tais oportunidades, a população tende à prática de atividades econômicas ambientalmente degradantes. Promover o crescimento econômico da região é fundamental nesse sentido. Isso exige a promoção de atividades econômicas sustentáveis para cerca de 25 milhões de pessoas que habitam a região amazônica…

* Por Elizabeth Cardoso, editora e coordenadora de conteúdo

Publicado originalmente na Folha de São Paulo (restrito a assinantes)

Folha de S. Paulo – 21/05/2008

Por Rodrigo Vargas, da Agência Folha, em Cuiabá

Mangabeira se diz favorável à ampliação de mecanismos de fundos internacionais para financiar preservação e ações de desenvolvimento

Ministro elogia governador mato-grossense e diz que “Amazônia não é apenas coleção de árvores”, mas grupo de 25 mi de pessoas

O ministro Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos), responsável pela coordenação do PAS (Plano Amazônia Sustentável), defendeu ontem a necessidade de um “plano estratégico” para a Amazônia que incluiria a “intensificação da pecuária” nas áreas já desmatadas da região e o uso de financiamentos internacionais para a preservação. A manifestação do ministro foi feita logo após seu encontro, em Cuiabá, com o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR).

“A Amazônia não é apenas uma coleção de árvores, mas um grupo de pessoas. Nela vivem mais de 25 milhões de brasileiros. Se essas pessoas não tiverem oportunidades econômicas, serão impelidas a uma atividade desordenada que levará ao desmatamento”, disse o ministro, cuja nomeação para o PAS foi apontada como um dos motivos da saída de Marina Silva da pasta do Meio Ambiente.

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Semelhanças e diferenças entre os governos Lula e FHC

Postado em 22 dEurope/London maio dEurope/London 2008

“Para Márcio Pochmann, há similitudes nas políticas sociais e econômicas adotadas pelos dois governos, mas diferenças de ênfase e objetivos. “Os programas de transferência de renda ganharam uma dimensão que não estava estabelecida pelo governo Fernando Henrique Cardoso”, exemplifica. “

Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Agência Carta Maior

Por: Antonio Biondi

Na terceira e última parte de sua entrevista à Carta Maior, o presidente do Ipea, Márcio Pochmann, analisa algumas políticas econômicas e sociais do governo Lula em comparação às de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso. Pochmann vê “similitudes” entre as duas gestões, mas rebate com facilidade as críticas que classificam o atual governo como “mais do mesmo” em termos de objetivos e ênfase nas transformações buscadas para o Brasil.

Pochmann fecha a entrevista com uma análise sobre a situação dos EUA, que, no seu entender, viveria hoje um ponto de inflexão em sua hegemonia mundial.

Carta Maior – Muitas, vezes, há críticos que dizem que as tendências da diminuição da pobreza e da desigualdade verificadas no governo Lula já vinham se estabelecendo desde o governo Fernando Henrique e que, portanto, o governo Lula seria somente mais do mesmo. Você concorda com essas avaliações, ou há diferenças marcantes entre as duas adminsitrações nestes pontos?

Pochmann – Nós tivemos experimentos diferenciados, como por exemplo a aposta no crédito, que tem sido um elemento importante na ampliação do consumo dos segmentos de menor renda, dos assalariados, dos aposentados. Isso certamente foi uma novidade. Como também foi a unificação dos programas de transferência de renda. O governo anterior, embora não tivesse o Bolsa Família, possuía um conjunto mais fragmentado de políticas, de forma que, sob o governo Lula, houve a unificação – e não apenas uma unificação que deu racionalidade e maior foco neste tipo de política, como também houve a ampliação do número de beneficiados e elevação da remuneração, de elevação do valor pago. Leia o resto do artigo »

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A ópera, a guerra e a ressurreição russa

Postado em 22 dEurope/London maio dEurope/London 2008

A Rússia volta a se erguer e dá claros sinais de que almeja retomar seu lugar como uma potência econômica e militar mundial, começando a amedrontar novamente seus antigos e eternos adversários.

Os setores de armamentos e energia têm sido os propulsores da atual recuperação econômica do país. Vale ressaltar que tais setores estão hoje primordialmente sob controle estatal, pois o ex-presidente russo, Vladimir Putin, realizara em suas duas administrações um processo de nacionalização dos recursos energéticos, assim como refizera a planta industrial bélica do país.

Não precisava tanto para assustar o mundo, pois a Rússia ainda é a detentora do segundo maior arsenal atômico do planeta.

Após o declínio soviético, passados quinze anos, o país mais importante daquela União ressurge recuperado, apresentando altas taxas de crescimento no nível de atividade e que deve se expandir ainda mais nos próximos anos, superando o Produto de importantes economias européias, como a França.

Parece claro que o maior país do planeta em extensão territorial não pretende abdicar de sua relevância estratégica e demonstra isso com nitidez.

O “espírito russo”, já cantado na Ópera Guerra e Paz, em 1946, quando da vitória russa sobre a Alemanha na Segunda Guerra Mundial, ressurge e brada com força a eternidade de seu território, de seu povo, de seu país…

* Por Elizabeth Cardoso, editora e coordenadora de conteúdo

Publicado originalmente no Valor Online (restrito a assinantes)

Por José Luís Fiori*

Relembro porque causou profunda impressão – uma montagem russa da ópera Guerra e Paz, de Serguei Prokofiev, na Bastilha. Era 1998, a União Soviética havia desaparecido e a Rússia estava humilhada e destruída. A ópera Guerra e Paz, estreou no Teatro Maly, em Leningrado , no dia 12 de junho de 1946, pouco depois da invasão e expulsão das tropas alemãs e da vitória russa na Segunda Guerra Mundial, e conta a história da invasão e expulsão das tropas francesas, e da vitória russa, na guerra com Napoleão Bonaparte, em 1812. Na última cena, o povo e os soldados russos cantam juntos, uma peroração apoteótica, proclamando a eternidade do “espírito russo”. Com força, emoção, convencimento – inesquecível. E, de fato, depois da destruição de 1812, a Rússia se reconstruiu e se transformou numa das principais potências européias do século XIX; e, depois de 1945, a União Soviética, voltou a levantar e se transformou na segunda potência militar e econômica do mundo, na segunda metade do século XX. Como já havia acontecido antes, em 1709, depois da invasão e da expulsão das tropas suecas de Carlos XII por Pedro, o Grande, quando a Rússia começa sua fantástica modernização do século XVIII. Mas, em 1998, parecia impossível que isto pudesse acontecer de novo, depois da derrota soviética e da destruição liberal da economia russa. Dez anos depois, entretanto, no momento da posse do seu terceiro presidente republicano, Dmitri Medvedev, a Rússia está de novo de pé, e o “espírito russo” volta a assustar os europeus, e preocupar o mundo. O jornal “Financial Times” publicou recentemente um caderno especial sobre a Rússia onde afirma que “nem Bruxelas, nem Washington, estão sabendo como tratar com a Rússia depois de Vladimir Putin, porque a Rússia está cada vez mais disposta a retomar sua posição no mundo, em particular nos países da antiga União Soviética” (Financial Times, Rússia, Special Report, 18/04/08, p.3).

Liderado pelas empresas estatais do setor de energia e armamentos, o crescimento recente multiplicou seis vezes o produto interno da Rússia

Em 1991, imediatamente depois da dissolução da União Soviética, os Estados Unidos e a União Européia colocaram-se o problema e atribuíram-se a tarefa de “administrar” a desmontagem do “império russo”. Por causa de suas conseqüências econômicas, e por causa do problema geopolítico da Europa Central.

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Novo ministro não quer interferência para montar equipe

Postado em 22 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Carlos Minc afirmou ter recebido “carta verde” do presidente Lula para montar a sua equipe no Ministério do Meio Ambiente, o novo ministro deverá manter parte dos nomes que acompanhavam Marina Silva.

Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Agência Carta Maior

Por: Maurício Thuswohl

A posse está oficialmente marcada para o dia 27 de maio, mas o novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, já começa a montar sua equipe e a mover algumas peças no comando da política ambiental do governo. Com bom trânsito entre ambientalistas de diversas correntes do PT, o ex-deputado dialoga com o partido para alterar ao mínimo a condução da política estruturada na gestão de sua antecessora, a também petista Marina Silva. Alguns nomes da atual equipe devem continuar no Ministério do Meio Ambiente (MMA) ao lado de Minc, enquanto outros acompanharão Marina em seu retorno ao Senado.

Além da ex-ministra, pediram demissão o secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, e o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Bazileu Margarido. Figura destacada no movimento socioambientalista brasileiro antes de ir para o governo, Capobianco ainda não tem seu futuro definido, podendo tanto voltar para o “outro lado do balcão” quanto se tornar assessor de Marina Silva no Senado. Margarido, por sua vez, já recebeu da ex-ministra, de quem é homem de confiança, o convite para assessorá-la no Congresso.

No lugar de Capobianco, Minc já anunciou que vai colocar Isabela Teixeira, que era subsecretária estadual do Ambiente do Rio de Janeiro na gestão do agora ministro. A confirmação do nome de Isabela, considerada um excelente quadro técnico, foi, segundo uma fonte próxima a Minc, uma maneira de o novo ministro sinalizar que não pretende lotear os cargos do ministério a partir de indicações meramente políticas. Leia o resto do artigo »

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Emergentes fortes

Postado em 21 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Em entrevista a Carta capital, Pascoal Lamy, Diretor Geral da Organização Mundial do Comércio, comenta que os países emergentes hoje têm a mesma igualdade dos países ricos quando se sentam à mesa para discutir seus interesses. Quanto aos países pobres, em sua opinião, deve haver  negociações na OIT para defender seus interesses. O atual governo americano quer que a Rodada do Doha termine antes de seu mandato e as eleições americanas influenciam bastante a rodada.  

Por Katia Alves

Por Márcia Pinheiro                                        

Publicado originalmente na Carta Capital

Pascoal Lamy é um dos homens mais importantes do mundo globalizado. Diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), comanda as negociações da Rodada de Doha, que pretende renovar os marcos regulatórios das transações internacionais. Ele recebeu, em Genebra, um pequeno grupo de jornalistas latino-americanos e caribenhos. Em uma conversa franca, criticou os subsídios dos países ricos aos agricultores, que provocam distorções de preços e escassez de comida, admitiu que as eleições nos Estados Unidos afetam as negociações e deixou claro que, hoje, os países em desenvolvimento sentam-se à mesa da plenária da OMC em condições de igualdade com os ricos. Insistiu, ainda, que a negociação é a única saída para resolver os conflitos comerciais que a globalização gerou. Disse que a instituição não dá conselhos, mas tenta ser um árbitro dos conflitos. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Pergunta: Quais são as perspectivas reais, do ponto de vista político, de que a Rodada de Doha se encerre nos próximos meses?

Pascal Lamy: É preciso entender uma coisa. Todos os negociadores na OMC têm um mandato e orgulho profissional, ao voltar para seus países, de ter feito o melhor possível. Existem dois aspectos: o político e o técnico. Do ponto de vista político, converso com presidentes e ministros duas a três vezes por dia. Todos de maior peso querem concluir a rodada até o fim deste ano. Há um consenso sobre isso. Claro que nem sempre Bush, Lula ou Singh (da Índia) têm a mesma visão do que seria uma rodada justa. Mas eles têm uma determinação coletiva para chegar a um acordo. Leia o resto do artigo »

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Juros e superávit altos

Postado em 21 dEurope/London maio dEurope/London 2008

O educador Dermeval Saviani, afirma que há necessidade de priorizar a qualidade do ensino, dar apoio financeiro às cidades com piores índices na educação. E também diz que o serviço da dívida aumentaria com os juros altos e se acrescentar a isso a elevação do superávit, não haverá aumento de arrecadação que resolva o problema da falta de recursos na saúde.

Por Katia Alves

Publicado originalmente no Zé Dirceu

Por José Dirceu

O educador Dermeval Saviani, professor da Faculdade de Educação da Universidade de Campinas (Unicamp) e especialista em políticas públicas da área, concedeu entrevista publicada ao Estadão onde analisa o primeiro ano do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE).

Entre os acertos, Saviani aponta a priorização da qualidade do ensino, do magistério e o apoio técnico, com incentivo financeiro, às cidades com piores índices na educação. Mas, ele observa que faltam plano de carreira para manter o educador e outras ações que, em resumo, necessitam de um investimento maior – e a longo prazo – na educação nacional.

A questão é como garantir recursos para as demandas da Educação, Saúde e Meio Ambiente – só para citar três áreas na ordem do dia – com a intenção de elevar o superávit para 5% e a boataria que emana do Banco Central (BC) de aumentar os juros em mais 2,5% até o final do ano, para levar em conta os “desejos e expectativas” do mercado.   Leia o resto do artigo »

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Juros, Câmbio e Inflação: dilemas para a retomada do desenvolvimento, por Franklin Serrano

Postado em 21 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Franklin Serrano – professor titular do Instituto de Economia da UFRJ e um dos melhores macroeconomistas da nossa história – fez um artigo esclarecedor que foi apresentado na Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap). Nesse artigo ele faz uma discussão da retomada do desenvolvimento a partir da política macroeconômica e concentra sua análise no sistema de metas de inflação. E expõe segundo sua visão, como funciona o sistema de metas e as dificuldades que a política econômica vai enfrentar para retomar uma trajetória de desenvolvimento sustentado. Quem se interessa por macroeconomia e política econõmica não deve deixar de visitar o site em que o professor coloca seus programas de cursos e textos (clique aqui). O site mostra apenas o programas dos cursos, mas como está disponível na rede, é uma grande oportunidade para ler bons artigos teóricos e conhecer a visão extremamente clara de alguém que será em breve uma das principais referências em política econômica no Brasil.

Por Katia Alves

Escrito por Franklin Serrano

VERSÃO PARA IMPRESSÃO

Pode parecer estranho começar uma discussão sobre a retomada do desenvolvimento a partir da discussão do regime de política macroeconômica. Para muitos, o regime de política macroeconômica importa apenas para a discussão da estabilidade (ou instabilidade) de curto prazo, o que só afeta de forma muito indireta e mediada o desenvolvimento da economia longo prazo. Não concordo com esta visão em geral e no caso do Brasil, em particular, não é difícil entender como o regime de política macroeconômica tem sido fator crucial, pelo menos para impedir o desenvolvimento nas últimas décadas.

No caso do Brasil, no período mais recente, especialmente a partir de 1999, o entendimento da relação entre regime de políticas macroeconômicas e desenvolvimento tem sido fortemente prejudicado pelo fato de que, tanto os defensores quanto a grande maioria dos críticos do regime de política macroeconômica adotado no país, compartilham de uma mesma visão idealizada de seu funcionamento. Por limitações de espaço, vamos nos concentrar apenas em um dos pilares do regime de política macroeconômica atual, qual seja, o sistema de metas de inflação, e deixar o outro pilar fundamental do regime a política fiscal de grandes superávits primários para outra ocasião.

A imensa maioria tanto dos defensores quanto dos críticos do sistema de metas de inflação brasileiro acredita que ele é operado da forma descrita pelo modelo do “novo consenso” ou “nova síntese neoclássica” de autores como J. Taylor, Blinder e P. Romer.

Neste artigo, eu gostaria de expor minha visão sobre como funciona de fato o sistema de metas de inflação e os difíceis dilemas de política econômica que surgirão caso haja interesse em que a economia brasileira retome uma trajetória de desenvolvimento sustentado, com taxas de crescimento elevadas, maior inclusão social e redução das desigualdades. Leia o resto do artigo »

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Primeiro leilão de energia de biomassa vai ter capacidade de um Madeira

Postado em 21 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Maurício Tolmasquim, presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), informou que o leilão para construir a usina de Jirau, localizado no rio Madeira, foi arrematado pelo consórcio franco-belga Suez Energy, formado pelas empresas Camargo Corrêa, Chesf e Eletrosul, com deságio de 22%, foi uma ótima surpresa, não era esperado ter no Brasil uma tarifa de R$ 71 por MWh (Megawatt por hora).

Em julho será realizado uma série de leilões de bioeletricidade, que é um leilão para contratar energia do bagaço da cana.

Por Katia Alves

Publicado originalmente no Conversa Afiada

Por Paulo Henrique Amorim

Leia a íntegra da entrevista com Maurício Tolmasquim:

Paulo Henrique Amorim – O consórcio multi-nacional franco-belga Suez Energy associado às empresas brasileiras Camargo Corrêa, Chesf e Eletrosul arrematou ontem o leilão para construir a usina de Jirau, que fica no rio Madeira, com um deságio de 22%. Eu vou conversar agora com Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética, subordinada ao Ministério das Minas e Energia. Maurício Tolmasquim, esse leilão com deságio de 22%, vocês esperavam mais ou menos, ou está de bom tamanho?

Maurício Tolmasquim – Foi uma ótima surpresa. A gente não podia imaginar que a gente tivesse no Brasil uma tarifa de R$ 71 por MWh (Megawatt por hora), com uma energia vinda da Amazônia. E nesses R$ 71 por MWh está incluído a transmissão. R$ 25 por MWh é só de transmissão. Então, na realidade, a energia é muito menos que R$ 71. Então é uma surpresa maravilhosa. Já foi uma surpresa muito boa Santo Antônio. Essa é uma surpresa melhor ainda porque indica que nós temos na região Norte uma energia viável para o Brasil. Viável e barata.

Paulo Henrique Amorim – Em relação a Santo Antônio, o deságio foi de quanto, para esclarecer o nosso leitor?

Maurício Tolmasquim – Olha, Santo Antônio o deságio foi maior, mas o preço inicial foi maior. Porque Santo Antônio o preço inicial foi de R$ 122 por MWh e a usina saiu por R$ 78. Essa o preço inicial, Jirau, foi de R$ 91 por MWh e o preço foi R$ 71. Então, em termos relativos, em termos de deságio, Santo Antônio foi menor, mas o que importa é que o preço final está mais barato, apesar de ser uma usina mais difícil porque gera menos energia Jirau do que Santo Antônio. Apesar disso, foi melhor o negócio. Leia o resto do artigo »

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