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Blog do Desemprego Zero

Archive for 2008

Estado Emigrante é o 6º- maior do País

Postado em 27 dEurope/London maio dEurope/London 2008

“O livro “O Estado dos Emigrantes”, de autoria de Bellino e Meihy que está sendo lançado pela editora Elsevier, registra diversos casos dos emigrantes brasileiros, mais ou menos dramáticos. O historiador e professor titular da Universidade de São Paulo (USP) José Carlos Meihy, profundo pesquisador do êxodo dos brasileiros afirma que os cinco milhões de brasileiros que vivem lá fora podem passar aperto, mas o dinheiro da família é sagrado. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) informa que os emigrantes brasileiros enviam mais de s U$ 7 bilhões por ano aos seus familiares que ficaram no País”

*Por Katia Alves

Publicado originalmente na Gazeta Mercantil

Marcello D‘Angelo

Os emigrantes brasileiros já são mais de 5 milhões mundo afora. Ao final deste ano terão gerado, com o trabalho que realizam, um Produto Interno Bruto (PIB) avaliado em R$ 109 bilhões. Se todos esses conterrâneos formassem um estado, o 28º nacional, este ocuparia a 6ª posição no ranking em tamanho da economia. A pujança econômica não pára por aí. Os habitantes do “estado” dos emigrantes detêm hoje a maior renda per capita do País: R$ 20.400,00. Este valor é superior à renda média dos paulistas, rankeados em 3º lugar, com R$ 11.383; dos fluminenses, em 2º lugar, com R$ 11.459,00; e dos domiciliados no Distrito Federal, no topo da lista até agora, com R$ 16.361,00, segundo os dados de 2005 disponíveis no IBGE.

Este Brasil distante, mas absolutamente vitorioso, deve sair do anonimato. No próximo dia 17 de junho, em sessão solene no Congresso Nacional, convocada pelo presidente da Câmara Federal, deputado Arlindo Chinaglia, o emigrante brasileiro finalmente será reconhecido e homenageado. O fórum parlamentar mais importante do País será palco do lançamento “oficial” do Estado dos Emigrantes, uma organização não-governamental fundada pelo empre endedor Ricardo Bellino. Na ocasião, o maestro João Carlos Martins vai reger a orquestra Bachiana Filarmônica na interpretação do hino oficial do Estado Emigrante com letra de Ives Gandra Martins (irmão do regente) e música do maestro Mateus Araújo.

O economista e professor Stephen Kanitz, mestre pela Universidade de Harvard, nos Estado Unidos, não poupa elogios ao empreendedor: “Ricardo Bellino entrará na história do Brasil junto com Pedro Alvarez Cabral, por ter descoberto o 28 Estado Brasileiro, que é maior do que Bahia, Santa Catarina, Pernambuco e praticamentente do mesmo tamanho do Paraná. O que é impressionante é que nenhuma empresa, agência de propaganda ou economista que calcula o PIB deste país percebeu o potencial de consumo e de renda do Estado Emigrante”. Leia o resto do artigo »

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RESUMO DO DIA – 27/05/2008

Postado em 27 dEurope/London maio dEurope/London 2008

MANCHETES dos principais veículos de notícias do Brasil e do mundo

*Por Elizabeth Cardoso, Kátia Alves e Luciana Sergeiro

Política

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), que geraria uma arrecadação R$ 40 bilhões neste ano para os cofres públicos. Sem citar nomes ou setores da economia, Lula disse que o fim da cobrança do tributo não foi repassado para os preços dos produtos, que não ficaram mais baratos por conta da extinção da CPMF…

Folha Online: Lula critica fim da CPMF e diz que fim do tributo não baixou preços de produtos

Economia

O balanço de pagamentos brasileiro apresentou em abril déficit em conta corrente de US$ 3,31 bilhões. Um ano atrás, a conta corrente foi superavitária em US$ 1,806 bilhão. Em 12 meses, déficit foi de US$ 14,655 bilhões, ou 1,08% na relação com o Produto Interno Bruto (PIB) para aquele período…

Uol Economia: Conta corrente do país tem déficit de US$ 3,31 bilhões em abril

O volume de recursos movimentado por intermédio de cartões cresceu 50% até março de 2008, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O saldo alcançou a marca de R$ 53,3 bilhões, contra R$ 35,7 bilhões de saldo registrado ao final de março de 2007. Ao final de março de 2006, o estoque somava R$ 27,9 bilhões

Folha Online: Crédito movimentado por cartões cresce 50% e supera R$ 53 bi

Internacional

Diante da nova realidade de alimentos mais caros, que é agora um problema estrutural e não mais uma mera questão de conjuntura, a comunidade internacional se vê às voltas com um grave dilema: o agravamento da situação de fome e insegurança alimentar de milhões de pessoas, principalmente nos países mais pobres e dependentes de importações de alimentos. Em reunião a ser realizada em Roma na próxima semana, líderes mundiais devem debater este tema e propor formas de enfrentamento para essa grave questão, segundo o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon…

Reuters Brasil: ENTREVISTA-Crise de alimentos muda luta contra pobreza, diz ONU

Desenvolvimento

O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) pode ser transformado em uma agência reguladora para o setor de mineração, se aprovada proposta que será encaminhada ao Congresso, como informa o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). À nova agência caberia maior atenção às políticas de desenvolvimento previstas para o setor e que carecem de impulso. Já existe um plano de desenvolvimento para o setor e que deve ser financiadas com recursos do Banco Mundial…

JB Online: Setor pode ter agência reguladora

O Consórcio Energia Sustentável do Brasil, vencedor do leilão da Usina de Jirau, pretende alterar o projeto que inicialmente apresentara para a construção da usina. O novo projeto traria modificações que visam reduzir custos e minorar impactos ambientais na região. O Consórcio prevê que o projeto seria concluído bem antes do inicialmente proposto, mas para isso é preciso que ele seja aprovado pela Aneel para apenas então ser encaminhado ao Ibama para a concessão da licença ambiental de instalação…

Reuters Brasil: Usina de Jirau pode ser antecipada para 2011 com novo projeto

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O que seria de nós sem o Bird e a Hewlett Foundation…

Postado em 27 dEurope/London maio dEurope/London 2008

O Banco Mundial selecionou um grupo com 21 economistas e concluiu que a atuação de um Estado Forte é primordial para se ter desenvolvimento econômico, desafiando as “leis de mercado”.

*Por Katia Alves

Publicado no Monitor Mercantil

O fim do Consenso de Washington?

Grupo De Notáveis Conclui: “Ação Visível” Do Estado É Que Permite O Desenvolvimento Econômico

Dois anos e US$ 4 milhões de dólares depois, um grupo de 21 economistas selecionados pelo Banco Mundial (Bird), incluindo alguns detentores do Nobel de Economia, concluiu que o desenvolvimento econômico é resultado do Estado forte, da mão visível que desafia as supostas “leis do mercado”. O estudo foi financiado pelo próprio Bird e pela Hewlett Foundation, além de ter recebido recursos de alguns países.

“É o fim do Consenso de Washington”, comenta Maurício Dias David, que integra o Conselho Editorial do MM. David estranha que a notícia não tenha sido veiculada pela chamada grande imprensa brasileira. 

Por sua vez, Marcos Coimbra, membro do Centro Brasileiros de Estudos Estratégicos (Cebres), destacou que, além do papel de regulador, cabem ao Estado as importantes funções de produtor de bens serviços estratégicos, “como o beneficiamento de urânio”; administrador dos gastos com o bem-estar social (“as contribuições sociais foram criadas para isso”) e provedor de infra estrutura logística, além das tradicionais funções de defesa, segurança etc. Leia o resto do artigo »

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Nações latino-americanas redefinem papel de suas petroleiras

Postado em 27 dEurope/London maio dEurope/London 2008

As estatais de petróleo do México (Pemex), da Venezuela (PDVSA) e do Equador (Petroecuador) estão sofrendo graves problemas de queda da produção, enquanto os governos desses países tentam achar uma saída trilhando caminhos diametralmente opostos. No México, o presidente Felipe Calderón está tentando aprovar a abertura do capital e a queda do monopólio da Pemex; no Equador e na Venezuela, os presidentes Rafael Correa e Hugo Chávez adotam medidas para aumentar o controle estatal sobre o setor.

Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Portal VERMELHO

A situação das empresas está se tornando cada vez mais difícil. A companhia Pemex informou na semana passada que em abril sua produção sofreu a maior queda em mais de 12 anos, devido ao declínio mais rápido que o previsto pela companhia na extração em seu maior campo.

A produção de petróleo caiu 13%, para 2,767 milhões de barris por dia em abril. A produção 12 meses atrás era de 3,182 milhões de barris/dia. A queda foi a maior desde outubro de 1995, quando a produção caiu 29%.

Em julho do ano passado, o executivo-chefe da Pemex, Jesus Reyes Heroles, definiu uma meta de produção de 3,1 milhões de barris de petróleo/dia. A companhia cumpriu essa meta apenas uma vez desde que foi estabelecida. A produção vem caindo desde quando atingiu um pico em dezembro de 2003. A partir de 1999, as reservas comprovadas diminuíram para menos da metade, chegando a 14,7 bilhões de barris equivalentes de petróleo. Leia o resto do artigo »

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Mantega diz que juros já afetam ritmo de atividade

Postado em 27 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Guido Mantega, ministro da Fazenda, declarou que a expansão econômica passa no momento por um “ajuste sazonal de desaleração” e algumas razões para isso está o aumento dos juros de longo prazo negociados no mercado futuro, inflação mundial e a elevação da taxa Selic.

Mantega ressaltou também que apesar da preocupação com a inflação ela não sairá de controle.

*Por Katia Alves

Por Bianca Ribeiro

Publicado originalmente no Valor

Embora considere o ritmo de crescimento da economia brasileira neste ano “satisfatório”, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem a empresários, em São Paulo, que a expansão vista até agora está passando por um “ajuste sazonal de desaceleração”.

De acordo com ele, ainda assim o governo conta com um crescimento em torno de 5% para o Produto Interno Bruto (PIB) este ano. Mesmo com os dados mostrando um arrefecimento do ritmo da atividade nos primeiros meses do ano, Mantega acredita que haverá uma “reaceleração” a partir do meio do ano.

Segundo o ministro, entre as razões para a perda de fôlego da atividade está o aumento dos juros de longo prazo negociados no mercado futuro, que estão acima de 14% ao ano, gerado pela crise global de crédito. Citou ainda a inflação mundial e a elevação da taxa Selic. “Mas o crescimento econômico é qualificado e vem sendo impulsionado pelo mercado interno.” Leia o resto do artigo »

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Redução da jornada trará 2 milhões de vagas, estima Dieese

Postado em 27 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Geração de 2.252.600 postos de trabalho no país. Para o Dieese [Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos], esse é o saldo positivo que a diminuição da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas traria para a economia brasileira.

Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Portal VERMELHO

O centro de pesquisas chegou a esse número com a seguinte conta. O Brasil tinha 22.526.000 pessoas com contrato de 44 horas de trabalho, em 2005, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego. Se cada um desses trabalhadores deixar de trabalhar quatro horas semanais, serão necessários mais dois milhões de funcionários para manter a produção.

A pesquisa também mostra o impacto no bolso do empregador com a diminuição. “O custo da força de trabalho no Brasil é baixa se comparado a outros países. Se reduzirmos a jornada, mantendo os salários, o custo aumenta apenas 1,99%, incluindo as despesas trabalhistas. Um percentual muito pequeno”, diz Suzanna Sochaczewski, membro da equipe de educação e coordenadora de projeto do Dieese. Esse valor baixo, para ela, derruba o argumento dos empregadores de que a redução diminuiria a competitividade da economia brasileira no cenário internacional.

A pesquisadora afirma ainda que os empresários também terão vantagens: os trabalhadores terão mais tempo para se qualificar, estarão mais descansados e trabalharão com mais prazer. Essa combinação, segundo ela, trará mais produtividade e redução dos acidentes de trabalho. Leia o resto do artigo »

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“Os Movimentos Sociais na América Latina. Passado, presente e perspectivas”

Postado em 27 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Nos dias 25, 26 e 27 de setembro de 2008 acontecerá um Simpósio sobre Movimentos Sociais, partidos políticos e sindicatos na Facultad de Humanidades, Universidad Nacional de Mar del Plata, Argentina.

Pretende-se com esse encontro debater, melhorar e atualizar as interpretações sobre a dinâmica das ações coletivas dos setores subalternos na história da América Latina, por isso o objetivo principal desse Simpósio será encontrar respostas sobre os encontros e desencontros entre os movimentos sociais populares, os partidos políticos e as organizações sindicais.

*Por Katia Alves

Facultad de Humanidades, Universidad Nacional de Mar del Plata, Argentina

25, 26 y 27 Septiembre de 2008

Simposio 14. Movimientos sociales, partidos políticos y sindicatos.

La primera circular de estas jornadas finalizaba afirmando que la intención principal de éstas es debatir, mejorar y actualizar las interpretaciones acerca la dinámica de las acciones colectivas de los sectores subalternos en la historia de América Latina; interpelados por este objetivo proponemos un Simposio en el cual nos interroguemos acerca de los encuentros y desencuentros entre los movimientos sociales populares, los partidos políticos y las organizaciones sindicales.

Sabemos que éste es uno de los nudos interpretativos que ha generado y genera múltiples intersecciones por un lado, pero también fuertes brechas. Es claro el peso de estas tres instancias en la dinámica social latinoamericana, aunque las relaciones entre ellas han sufrido transformaciones en distintos momentos históricos. Leia o resto do artigo »

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MST quer muito mais que a reforma agrária

Postado em 27 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Ao longo dos seus 24 anos o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – o MST – se estruturou, “passou por mudanças significativas” e já não luta apenas pela reforma agrária. É o que afirma João Pedro Stédile ao repórter Daniel Santini, da Folha Universal. Aos 54 anos, esse gaúcho – o coordenador nacional mais conhecido do MST – anuncia parceria com Greenpeace e adota discurso ecológico.

* Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Portal VERMELHO

Na entrevista a seguir, Stédile comenta a evolução e as perspectivas da luta dos camponeses no Brasil. Com um discurso baseado em responsabilidade social e preocupação com o meio ambiente, ele defende que, se a produção de alimentos seguir a lógica capitalista, a vida no planeta não resistirá. Também diz ser favorável à agroindústria e ao agrocombustível – mas questiona a monocultura e o impacto ambiental resultante dela

O MST passa por um processo de mudança em que a luta não é mais somente por terras?
O movimento mudou porque a realidade mudou. Mudaram os inimigos da reforma agrária e dos pobres do campo. Antes, era o latifundiário que andava com as botas sujas de estrume. Hoje, quem concentra as terras e controla a agricultura no Brasil são as empresas transnacionais.

No início do movimento, uns 25 anos atrás, havia um simplismo em que achávamos que bastaria conquistar terra que as pessoas sairiam da pobreza. Não é suficiente. Não adianta um camponês ter terra, se não tiver conhecimento. De uns 15 anos para cá, o MST tem feito um esforço muito grande para educar. Todas as crianças do MST estudam. Em todos os assentamentos há uma escola. Leia o resto do artigo »

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