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Blog do Desemprego Zero

Archive for 2008

Investment grade ou Brasil atrás das grades?

Postado em 3 dEurope/London junho dEurope/London 2008

O Brasil agora tem baixo risco de inadimplência, segundo a avaliação feita pela Standard & Poors, umas das maiores agências internacionais de avaliação de crédito. Portanto, é interessante ressaltar que essas mesmas agências que atribuíram a mais alta nota a títulos derivados das hipotecas do mercado imobiliário dos EUA.

O artigo abaixo destaca que as agências de crédito destinam-se a servir os grandes bancos e fundos de investimento que comandam a finança mundial, beneficiários também das absurdas taxas de juros praticadas no Brasil. Aumenta a entrada de capital de curto prazo que auferem mais rendas de juros, contribuem para apreciar o câmbio entre outros ganhos.

E quando esse capital começar a diminuir sua entrada no Brasil, as saídas dos ganhos e o retorno de parte dos capitais causará déficits no movimento de capitais do balanço de pagamentos brasileiro, pressionando a dívida externa.

*Por Katia Alves

Por Adriano Benayon

Publicado originalmente no Correio da Cidadania

Os adeptos da dependência ao norte não cabem em si de alegria com o upgrade dado ao Brasil por uma das principais agências internacionais de avaliação de crédito, a Standard & Poors, para “investment grade”, ou seja, baixo risco de inadimplência.

Antes de discutir se a posição financeira do Brasil realmente melhorou, ou se está piorando, convém liberar-se da poluição cerebral dominante entre os associados e os satélites do capital estrangeiro. Ela os faz deslumbrar-se diante de avaliações e conselhos provindos de instituições financeiras, bancos, empresas e governos do “Primeiro Mundo”.

Para começar, qual é credibilidade das agências de crédito? Deveria ser nenhuma ou abaixo de zero. Que elas sejam reconhecidas e certificadas pelo governo dos EUA em nada altera os fatos: foram essas agências que atribuíram a mais alta nota (AAA) a títulos derivados das hipotecas do mercado imobiliário dos EUA, em valor nominal de dezenas de trilhões de dólares, os quais estão na raiz do colapso financeiro mundial e não passam hoje de junk bonds (lixo financeiro). Leia o resto do artigo »

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RESUMO DO DIA – 03/06/2008

Postado em 3 dEurope/London junho dEurope/London 2008

MANCHETES dos principais veículos de notícias do Brasil e do mundo

*Por Elizabeth Cardoso, Kátia Alves e Luciana Sergeiro

Política

O melancólico desfecho dos trabalhos da CPI dos Cartões Corporativos aponta uma tendência do Congresso de esfriar investigações desse tipo. Por conta do fracasso da CPI dos Cartões, que está prestes a encerrar suas investigações sem fazer nenhuma grande descoberta de irregularidade, representantes da oposição já admitem que devem abrir mão de propor investigações desse tipo dentro do Congresso por um longo período…

O Estadão: Oposição perde arma com fracasso de CPI

Inquérito da Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Federal contra o deputado peemedebista e ex-chefe da Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro, Álvaro Lins, pode pedir quebra de decoro parlamentar do deputado ao Conselho de Ética da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que pode cassar seu mandato em plenário se houver quorum majoritário de 36 votos. Segundo o corregedor-geral da Alerj, o deputado tucano Luiz Paulo, o inquérito aponta, através de várias horas gravadas de escutas telefônicas, fortes indícios de formação de quadrilha, facilitação de dinheiro e contrabando envolvendo Álvaro Lins e outros funcionários de seu gabinete. Amanhã, dia 4, Álvaro Lins prestará depoimento na Alerj. Contudo, Luiz Paulo acredita que os indícios pesam muito gravemente contra Lins e que, por isso, tal depoimento não deve livrar o peemedebista da quebra de decoro. Lins que fora preso em flagrante na última quinta-feira, dia 29, por agentes da Polícia Federal durante a operação Segurança Pública S/A, foi liberto no dia seguinte, após votação no plenário da Alerj que revogou a prisão do deputado por 40 votos a 15, em um mínimo de 36 votos que se exigia para que o decreto fosse aprovado…

Último Segundo: Corregedor-geral da Alerj diz que há provas fortíssimas para quebra de decoro de Álvaro Lins

Economia

O preço da cesta básica caiu apenas em duas das 16 capitais pesquisas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) mensalmente, segundo dados divulgados hoje na Pesquisa Nacional da Cesta Básica…

Folha Online: Preço da cesta básica cai em apenas duas de 16 capitais, diz Dieese

A balança comercial registrou em maio um superávit de US$ 4,077 bilhões, o maior valor mensal do ano e superior ao saldo de maio de 2007. As exportações totalizaram US$ 19,306 bilhões no mês, com saldo médio por dia útil de US$ 965,3 milhões, 55,6% maior que no ano anterior . As importações ficaram em US$ 15,229 milhões, com média de US$ 761,5 milhões e crescimento de 71%…

O Estadão: Balança tem saldo de US$ 4 bi em maio, maior valor do ano

Internacional

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, declarou hoje em seu discurso na conferência da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) que a solução para o problema da crise alimentar mundial é o desenvolvimento das agriculturas locais, que propicie aos países pobres atender às necessidades elementares de suas populações e lhes possibilite controlar o próprio desenvolvimento. Segundo Sarkozy, políticas de oferta de alimentos a preços mais baixos não funcionam mais, o desenvolvimento agrícola dos países é necessário. Sarkozy também anunciou que este ano a França elevará em até duas vezes os recursos que destina para a ajuda alimentar mundial, ampliando tal auxílio a uma cifra de 60 milhões de euros. O presidente francês ainda falou sobra a proposta de criação de um grupo internacional, formado por cientistas de todo o mundo, que tivesse como objetivo diagnosticar a problemática da segurança alimentar no planeta, assim como avaliar sua evolução e garantir o distanciamento das causas de crise através destas análises…

JB Online: Cúpula FAO: Sarkozy defende ação rápida contra a fome

Desenvolvimento

Encontro Nacional de Siderurgia, realizado nesta manhã, na Zona Sul do Rio, reuniu empresários e dirigentes de grandes empresas do setor. A legislação ambiental brasileira oferece empecilhos ao desenvolvimento desta indústria, pois possui “exigências exacerbadas que retardam a execução de novos projetos”, segundo palavras do presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia, Rinaldo Campos Soares. Outros industriais partilham dessa opinião e acreditam que a morosidade da tramitação dos processos também representa um grave problema, pois essas leis precisariam ser aplicadas de forma mais eficaz na prática, não retardando o processo de crescimento da indústria. Apesar de suas exigências quanto a uma legislação menos austera, mais nítida e pragmática, os industriais não sabiam responder o volume de carbono emitido na produção siderúrgica no país…

JB Online: Meio ambiente é desafio para expansão da siderurgia, dizem industriais

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Grau de endividamento cai e estimula fusões e aquisições

Postado em 3 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Empresas menos endividadas, em um ambiente de crescimento econômico, devem sustentar uma nova onda de fusões e aquisições (F&A) no Brasil. A queda no grau de endividamento das empresas de capital aberto está ligada a dois fatores: o melhor desempenho que eleva o patrimônio, e a própria ida à bolsa. Além do menor endividamento, outros dois fatores estimulam as F&A e, sobretudo, podem mudar o padrão da aquisições feitas. O grau de investimento, concedido ao Brasil, é um fator adicional a este movimento.

*Por Luciana Sergeiro, Editora 

Publicado em: Gazeta Online

Por: Jiane Carvalho

Empresas menos endividadas, em um ambiente de crescimento econômico, devem sustentar uma nova onda de fusões e aquisições (F&A) no Brasil. O grau de investimento concedido ao País por duas agências, a Standard & Poor’s e a Fitch Ratings, também estimula a compra de participação em empresas, principalmente atraindo estrangeiros para o mercado local. Desde 2005, segundo dados da consultoria Economatica, o grau de endividamento das companhias de capital aberto vem caindo sistematicamente.

Levantamento da Economatica, feito apenas com empresas listadas em bolsa – menos bancos e as que estão atrasadas com o envio de balanços – mostra queda de quase dez pontos percentuais no grau de endividamento das 283 companhias avaliadas. A relação patrimônio líquido versus dívida bruta (PL/DB) caiu de 67,1%, em 2005, para 58,8% no ano passado. Executivos das principais consultorias acreditam que este deve ser um fator adicional de estímulo às fusões e aquisições.

A queda no grau de endividamento das empresas de capital aberto está ligada a dois fatores: o melhor desempenho que eleva o patrimônio, e a própria ida à bolsa. “Antes, não havia muita opção, mas agora as empresas fazem seus IPOs e, com isso, reduzem a necessidade de contrair dívida para, em um segundo momento, ir ao mercado”, avalia Luis Motta, sócio de finanças corporativas da consultoria KPMG. “Esta maior liquidez das empresas pode levar à compra de participações via mercado de ações, com as chamadas ofertas hostis, que aqui ainda não é comum”, diz o executivo. Leia o resto do artigo »

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Nova taxa de juros começa a ser discutida nesta terça-feira

Postado em 3 dEurope/London junho dEurope/London 2008

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne por dois dias, a partir desta terça-feira (3), para discutir como ficará a taxa básica de juros que remunera os títulos depositados no Serviço Especial de Liquidação e Custódia (Selic).

A reunião começa sempre depois das 15 horas e, inicialmente, o colegiado do BC ouvirá exposições dos chefes de departamento do banco sobre as perspectivas nos diferentes segmentos da economia, no Brasil e no exterior.

O economista do Núcleo de Negócios Internacionais da Trevisan Consultoria afirma que “o aumento da Selic é fato, devido ao cenário de pressão nos preços. O conselheiro econômico da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento também concorda, obviamente, com a elevação de 0,5 ponto percentual.

*Por Luciana Sergeiro, Editora

Publicado em: Portal VERMELHO

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne por dois dias, a partir desta terça-feira (3), para discutir como ficará a taxa básica de juros que remunera os títulos depositados no Serviço Especial de Liquidação e Custódia (Selic). Antes mesmo do anúncio oficial, os “analistas” de plantão já preparam o terreno para o segundo aumento consecutivo, “em nome do combate à inflação”.

A reunião começa sempre depois das 15 horas e, inicialmente, o colegiado do BC ouvirá exposições dos chefes de departamento do banco sobre as perspectivas nos diferentes segmentos da economia, no Brasil e no exterior, com enfoque especial para o acompanhamento de preços e possíveis pressões inflacionárias.

O economista do Núcleo de Negócios Internacionais da Trevisan Consultoria, Pedro Raffy Vartanian, é um dos analistas que antecipam o aumento dos juros. Ele afirma que “o aumento da Selic é fato, devido ao cenário de pressão nos preços. Resta saber qual o tamanho do aperto monetário”. Ele acredita que o aumento será de no mínimo 0,50 ponto percentual, mas admite que os diretores do BC podem discutir possibilidade maior de aperto, pois “o cenário inflacionário vem se deteriorando”. Leia o resto do artigo »

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Alencar reforça críticas a taxa de juros no país.

Postado em 3 dEurope/London junho dEurope/London 2008

O vice-presidente José Alencar, um dia antes de o Copom iniciar reunião que decidirá se eleva novamente a Selic, critica os juros adotados no país. Segundo Alencar a política de juros para combater a inflação no Brasil é inócua, pois não se trata de uma inflação de demanda e sim de custo das commodities e do petróleo.

A alta dos juros inibe o investimento, é necessário estimular o investimento e o consumo, segundo Alencar.

Alencar também falou sobre a criação da Contribuição Social da Saúde (CSS), que tramita no Congresso Nacional. Para ele, a saúde já possui orçamento mesmo sem o novo tributo. Mas Alencar defendeu que a área tenha mais dinheiro.

*Por Luciana Sergeiro, Editora

Publicado em: Portal VERMELHO

Um dia antes de o Comitê de Política Monetária (Copom) iniciar reunião em que decidirá se eleva novamente a taxa básica de juros (Selic), o presidente em exercício, José Alencar, voltou a criticar os juros adotados no país.

“A política de juros altos para combater a inflação no Brasil é inócua. Essa inflação não é de demanda, é de custo no campo das commodities e do petróleo. Não é com taxa de juros que vamos combatê-la”, disse.

Alencar destacou que a alta taxa de juros inibe o investimento. “O regime de juros no Brasil é um regime que não ajuda, não dá condições para o investimento. A taxa de juros alta é usada como instrumento de combate à inflação porque ela inibe o consumo e os investimentos. Precisamos estimular o investimento e o consumo porque o Brasil ainda é um país de subconsumo”, completou. Leia o resto do artigo »

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Unasul: a integração possível

Postado em 3 dEurope/London junho dEurope/London 2008

O processo de formação da Unasul apresenta duas novidades: a primeira é o nítido protagonismo do Brasil, que se transformou na locomotiva regional, que representa a metade do PIB e da população regional e que é, junto com Rússia, China e Índia, um dos principais emergentes do mundo. Mas, além disso, é o único em condições de liderar um processo que vai colocar a região como um dos cinco ou seis pólos de poder global.

A segunda é que a segurança regional substituiu a energia como mecanismo disparador da integração.

Para horror de Washington, e das direitas vernáculas, a região contará, de agora em diante, com quatro poderosas instâncias de integração: a UNASUL, o Conselho de Defesa e, segundo o anúncio de Lula, “um banco central e uma moeda única”.

*Por Luciana Sergeiro, Editora 

Publicado em: Agência Carta Maior

Por: Raúl Zibechi

O processo de formação da União de Nações Sul-Americanas tem duas novidades em relação aos anteriores. Uma delas é o nítido protagonismo do Brasil, que se transformou na locomotiva regional depois de estabelecer uma aliança estratégica com a Argentina. A outra é que a segurança regional substituiu a energia como mecanismo disparador da integração. A análise é do jornalista uruguaio Raúl Zibechi.

Não é a ALBA, nem o MERCOSUL ampliado, nem a integração energética que a Venezuela vinha trabalhando. A UNASUL, promovida pelo Brasil, tem vantagens e desvantagens: entre as primeiras, potencializa a autonomia regional com respeito aos Estados Unidos; mas é um tipo de integração feita sob medida para as grandes empresas brasileiras.

No dia 23 de maio, em Brasília, onze presidentes e um vice-presidente, representando os doze países da América do Sul, assinaram o Tratado Constitutivo da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL). O tempo dirá, mas tudo indica que se trata de um fato que fará história no longo e complexo processo de integração dos países da região e, muito especialmente, da afirmação de um projeto próprio que necessariamente toma distância de Washington.

O processo em curso apresenta duas novidades com respeito aos anteriores.

Uma delas é o nítido protagonismo do Brasil, que se transformou na locomotiva regional depois de estabelecer uma aliança estratégica com a Argentina. O resto dos países podem escolher seguir a corrente do país que representa a metade do PIB e da população regional e que é, junto com Rússia, China e Índia, um dos principais emergentes do mundo. Mas, além disso, é o único em condições de liderar um processo que vai colocar a região como um dos cinco ou seis pólos de poder global. Leia o resto do artigo »

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BOLETIM SEMANAL DO BLOG DO DESEMPREGO ZERO

Postado em 3 dEurope/London junho dEurope/London 2008

n.13, ano 1 – 28/05/2008 a 03/06/2008

Destaques da Semana no Blog

1. Economia

BC ignora superávit nominal das contas públicas

Hora de mudar a direção do Banco Central

2. Desenvolvimento

Rumos da Crise Energética Brasileira: saída emergencial e encaminhamento de longo prazo

Resistências ambientais às hidrelétricas e o futuro do setor elétrico brasileiro – apresentação de slides

3. Política

A construção política das instituições de mercado

Mantega teria privilegiado grandes bancos no BNDES, diz Tribuna da Imprensa

4. Internacional

Bird decreta fim do Consenso de Washington

Lições das duas décadas de União Européia

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Hora de mudar a direção do Banco Central

Postado em 3 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Indo totalmente na contramão da história desde abril subordinando-se ao mercado financeiro, o Copom do Banco Central vem elevando os juros, favorecendo a quem investe em títulos remunerados pela Taxa Selic e aumentando a dívida pública.

Entretanto é necessário garantir e ampliar o crescimento até agora conseguido, principalmente pela elevação dos investimentos públicos e privados, buscando viabilizar a geração de empregos e uma melhor distribuição da renda no país. E isso não se faz com o chamado capital volátil.

O aumento da Selic é uma ducha de água fria neste processo, pois desestimula os investimentos produtivos privados e eleva a dívida pública, reduzindo ainda mais a possibilidade dos investimentos públicos.

Assim, uma política econômica voltada para o crescimento com distribuição de renda e valorização do trabalho, exigiria, para ser conseqüente, uma nova e mais ousada atitude do governo Lula, visando superar a lógica hegemônica do mercado financeiro.

*Por Luciana Sergeiro, Editora

Publicado em: Portal VERMELHO

Por Luis Carlos Paes de Castro

A compreensão do momento que o país vive exige a demolição de alguns mitos relativos à sua política macroeconômica. Devemos entender o papel e a serventia da elevação da taxa básica de juros (Selic) e como o aumento da carga tributária corresponde perfeitamente às necessidades do Estado para arcar com o custo financeiro da dívida pública. Devemos, ainda, trocar a diretoria e a missão do Banco Central.

A posição da diretoria do BC (Banco Central do Brasil), a exemplo do que ocorre na grande maioria dos seus congêneres no mundo, não é uma posição neutra, pura e estritamente científica que paira, de forma olímpica e divina, sobre o conjunto dos pecadores e mortais da sociedade humana. Na realidade, ela corresponde às posições, opiniões e interesses econômicos, políticos e ideológicos, dos que detêm o poder de fato na sociedade. E, nos dias atuais é inegável que o chamado “mercado financeiro” (grandes bancos e grandes investidores/especuladores, incluindo-se aqui os fundos de pensão) exerce claramente este poder.

Este poder de fato (o “mercado financeiro”) encontrou até uma fórmula de qualificar e manter o sua força real, mesmo diante de eventuais governos adversos, eleitos democraticamente, mediante a blindagem dos bancos centrais. É a chamada “independência” ou, numa forma mais palatável, menos agressiva e mais conveniente, a “autonomia” do Banco Central. Leia o resto do artigo »

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