Cuidado com a vulnerabilidade externa
Postado em 4 dEurope/London junho dEurope/London 2008
Apesar de tantos indicadores positivos na economia brasileira: um volume recorde em reservas cambiais, bastante ingresso de investimento estrangeiro e grau de investimento existe um fator que não pode ser esquecido, que é o déficit da conta transações correntes do balanço de pagamentos.
E o grande motivo para desse déficit é a valorização do câmbio, pois incentiva as importações e prejudica as exportações. O item que mais tem segurado a balança comercial são os produtos básicos, portanto demanda e preços no mercado internacional tendem a ser mais voláteis nesses produtos.
As remessas de lucros e dividendos também têm crescido bastante estimulados pelo câmbio valorizado e pressiona a balança de serviços. O governo já vem adotando medidas para incentivar as exportações e também é melhor se antecipar e corrigir a distorção cambial enquanto as condições são favoráveis…
Por Antonio Corrêa de Lacerda
Publicado originalmente no O Estado de São Paulo
A economia brasileira vem aumentando substancialmente a sua vulnerabilidade externa. Não deixa ser curiosa essa afirmação, diante do fato de o País contar com um volume recorde de US$ 200 bilhões em reservas cambiais, registrar expressivo ingresso de investimentos estrangeiros e de ter acabado de ser promovido ao grau de investimento por duas das três principais agências de classificação de risco internacionais.
Apesar desses indicadores positivos, no entanto, há um dado que tem preocupado. A conta de transações correntes do balanço de pagamentos está deficitária em US$ 14,7 bilhões, nos 12 meses acumulados até abril deste ano. Essa conta é o resultado dado pelo saldo da balança comercial (exportações e importações), mais o saldo do balanço de serviços (pagamentos de juros sobre endividamento externo, remessas de lucros e dividendos ao exterior, gastos de viagens internacionais, etc.). Mais do que o volume desse montante em si, chama a atenção a velocidade de deterioração do seu resultado. Há apenas um ano, esse mesmo dado era superavitário em US$ 13,9 bilhões. Ou seja, houve uma inversão de posição de credora para devedora da ordem de quase US$ 29 bilhões em apenas 12 meses, revelando uma trajetória preocupante.
A principal causa da deterioração do resultado em transações correntes tem sido a excessiva valorização do real ante as demais moedas. O câmbio baixo incentiva importações, ao mesmo tempo que desestimula as exportações, especialmente as de maior valor agregado. Os dados da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex) são, nesse ponto, elucidativos. O volume quantum (que não considera a variação de preços) de exportações de industrializados nos 12 meses acumulados até abril cresceu apenas 0,9%, enquanto as importações desse mesmo item cresceram 21,3%. O que continua assegurando um saldo comercial positivo na balança comercial são os produtos básicos, uma vez que, apesar de terem crescido apenas 1,6% em volume, os preços exportados cresceram 23,2%, no mesmo período. Leia o resto do artigo »
Postado em Assuntos, Desenvolvimento, O que deu na Imprensa, Política Econômica | Sem Comentários »



*
Léo Nunes – Paris – O senador Barack Obama garantiu na noite de ontem a vitória, considerando os votos diretos, nas primárias presidenciais do Partido Democrata. Segundo contagem da rede de televisão CNN, se somarmos a estes os superdelegados que já lhe declararam apoio, o senador já é matematicamente o candidato democrata para concorrer à Casa Branca. Mas o que há de novo no “fenômeno Obama”?
* Por