A Selic e as esperanças perdidas
Postado em 10 dEurope/London junho dEurope/London 2008
No artigo abaixo, Luis Nassif faz uma observação sobre a elevação da Selic, pois o Copom anunciou na semana passada o aumento de 0,5% na taxa básica de juros e isso vai contra o grande desafio do governo de diminuir a relação dívida pública/PIB. Com o objetivo de fechar as contas externas, o Banco Central pratica uma taxa de juros exorbitante.
Essa alta da taxa Selic vai fazer com a dívida pública do Brasil avance de 40,9% do PIB para 41,1%, ou seja, um aumento de 0,2 ponto percentual por conta dessa elevação dos juros. E para o próximo ano o resultado é desanimador, pois o ano logo começará com uma taxa elevada dos juros.
Para finalizar, o autor observa que acontece na economia um círculo vicioso, porque o aumento dos juros faz com que ocorra uma forte apreciação do câmbio, causando uma crise cambial e isso equilibra as contas externas, portanto há inflação o que leva a necessidade de se aumentar os juros…
E para Nassif, uma das possíveis alternativas para não elevar os juros poderia ser o aumento do depósito compulsório dos bancos.
*Por Katia Alves
Publicado originalmente na Coluna Econômica
Por Luis Nassif
Um dos grandes desafios econômicos brasileiros é reduzir a relação dívida pública/PIB – a pior herança do período de apreciação do real, no primeiro governo Fernando Henrique Cardoso.
A mudança do câmbio provocou um desequilíbrio rápido nas contas externas brasileiras. Para conseguir fechar as contas anualmente, o Banco Central passou a praticar políticas irrealistas de juros. Com isso gerou uma dívida pública imensa, sem contrapartida de ativos.
De lá para cá o país ficou prisioneiro dessa dívida. Ano após ano precisou acumular superávits fiscais cada vez maiores para impedir a deterioração ainda maior da dívida,
Alguns anos atrás, ainda na gestão Pallocci, foi feita uma conta otimista, pela qual em alguns anos o país conseguiria reduzir a relação dívida/PIB para a casa dos 30%.
Agora, com o retorno do movimento de alta da taxa Selic, essa ilusão se desfaz.
Na semana passada, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) anunciou um novo ajuste de 0,5% na taxa básica de juros, para 12,25% ao ano. Segundo o Guia Financeiro, da Agência Dinheiro Vivo, essa elevação da Selic provocará um aumento da dívida pública equivalente a 0,5% do PIB. Leia o resto do artigo »
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Por José Augusto Valente*
Léo Nunes – Paris – O diário francês Le Monde publicou uma matéria, cujo título é “M. Bernanke devrait s’inspirer de la Banque centrale du Brésil” (“Bernanke deveria se inspirar no Banco Central do Brasil”;