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Blog do Desemprego Zero

O calote saiu do armário

Escrito por beatriz, postado em 23 dEurope/London dezembro dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Fonte: Carta Capital

Aos poucos, o presidente equatoriano, Rafael Correa, diz a que veio. Após questionar em um tribunal internacional o empréstimo dado pelo BNDES para a construção de uma hidrelétrica pela Odebrecht, Correa anunciou o calote de 4 bilhões de dólares de sua dívida externa com bancos internacionais. O valor equivale a 40% da dívida externa total do país. O argumento é que o montante em default, conforme o jargão financeiro, foi considerado “irregular e ilegítimo”, segundo a auditoria realizada nos empréstimos contratados pelos governos que precederam Correa. 

O empréstimo do BNDES também foi enquadrado na mesma categoria. Durante a cúpula regional ocorrida na Bahia, encerrada na quinta-feira 18, o presidente do Equador garantiu, porém, pretender quitar a parcela que vence no dia 29 de dezembro. O empréstimo total foi de 239 milhões de dólares. 

O governo equatoriano aguardará até que o tribunal julgue o caso. Apesar de Correa ter baixado o tom de suas declarações, que têm oscilado conforme o público, o governo brasileiro manteve o embaixador brasileiro fora do Equador, em represália por ter sido pego de surpresa. 

Os próximos meses prometem ser agitados para Correa. Com a queda abrupta da receita do petróleo e de outras commodities, o Equador terá de desarmar a bomba-relógio da dolarização. Criada nos anos 90, a estratégia dá sinais inequívocos de esgotamento, especialmente após o estouro da crise global. Como bem sabem os argentinos, uma saída descontrolada do dólar pode facilmente descambar para o caos social.



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2 Respostas para “O calote saiu do armário”

  1. Roberto D'Araujo falou:

    Em setembro estive em um congresso internacional e pude conversar com alguns engenheiros equatorianos. O escândalo da usina ainda não havia saido na imprensa. Não conheço o caso em detalhes, mas o que me foi dito é que a usina, que tem tomada d’água escavada em rocha, estava apresentando detritos que emperraram a turbina. Segundo os equatorianos a Oderbrecht errou feio no estudo geológico do tunel. A usina tem 200 MW e, para o Equador isso é mais de 10% da capacidade do país. É como se, de repente, o Brasil ficasse sem Itaipu! Além disso, a Oderbrecht ainda tem a explicar o desmoronamento da galeria do metro de São Paulo, defeito muito semelhante ao da usina no Equador. Pode ser um pretexto para não pagar a dívida, mas é preciso esclarecer os detalhes, coisa que a imprensa não faz.

  2. Gustavo falou:

    Roberto,
    eu ouvi o mesmo de um engenheiro que já trabalho na Odebrecht. O túnel foi mal planejado, provalvemente para reduzir custos.
    O pior é que a dívida do Equador não é com a Odebrecht, mas com o BNDES, só que se for fato que a obra foi feita com problemas (o que parece ser verdade), é certo o Equador não pagar por ela, mas jamais o BNDES terá coragem de cobrar da Odebrecht pelo prejuízo…
    abraços

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