prozac 40mg popliteal celexa 20mg cardiac concurrent clonidine 0.1mg test recovery buy exelon Healthy stories buyneurontinonlinehere.com buying abilify online school lipitor online no rx deoxyribonucleic

Blog do Desemprego Zero

Archive for dezembro, 2008

Melancólico desfecho neoliberal

Postado em 31 dEurope/London dezembro dEurope/London 2008

Por Eduardo Graça

Fonte: CartaCapital

Madison Square Garden lotado, quase terça-feira de uma noite gélida em Manhattan, e Neil Young interrompe subitamente a série de clássicos de seu repertório para encarar o público com uma pergunta direta: “Gente, para onde foi todo o dinheiro?” Pasma, a audiência, que vinha cantando alegre os refrões de Hey, Hey, My My e Cinnamon Girl, cala-se para ouvir o compositor de 63 anos apresentar sua nova melodia, composta em cima de temas como Onde está o dinheiro?/ E o lucro, com quem ficou? A nova música de Young – Cough Up The Bucks – traduz com exatidão o sentimento de milhares de nova-iorquinos, ainda em estado de choque com a revelação do que deve ser o maior esquema em pirâmide da história do capitalismo, um rombo de 50 bilhões de dólares, orquestrado nas barbas do governo Bush, em meio a uma crise financeira de proporções gigantescas.

O que nem os velhos hippies poderiam imaginar é que na semana em que mais um nome graúdo de Wall Street, o administrador de fundos Bernard Madoff, entraria para a lista de vilões de uma era com fim oficial marcado para o dia 20 de janeiro, um jornalista iraquiano de uma das mais pobres comunidades de Bagdá seria tratado como herói.

Muntadar Al-Zaidi, de 29 anos, ficou mundialmente famoso ao atirar seus sapatos número 44 no presidente George Bush e chamá-lo de cachorro, uma das mais graves ofensas no mundo árabe. Preso em seguida, tornou-se um símbolo do antiamericanismo e seu gesto inspirou protestos nos quatro cantos do planeta. A visita de Bush ao Iraque, que o expôs às sapatadas de Al-Zaidi, fazia parte do que os meios de comunicação americanos apelidaram de “Turnê do Legado”, ou, em versão mais maldosa, “Magical Lagacy Tour” (uma referência ao famoso álbum Magical Mistery Tour, dos Beatles), uma iniciativa da administração republicana para destacar o que consideram os aspectos positivos dos oito anos em Washington. Nos últimos dias, o presidente e o vice, Dick Cheney, deram seguidas entrevistas às redes de tevê aberta mais importantes dos EUA, justificando a invasão do Iraque, batendo na tecla de que a segurança interna do país foi fortalecida, celebrando a redução de impostos para os mais ricos, os 52 meses seguidos de criação de empregos e até mesmo assumindo o uso de métodos de tortura, como o afogamento simulado contra prisioneiros de guerra, em nome da proteção dos americanos.

O equívoco de fazer este balanço de oito anos de governo, prática comum na democracia americana, é gritante no caso de Bush, de acordo com Howard Fineman, colunista do semanário Newsweek, porque “ele simplesmente não tem uma grande história para contar”. “Sua herança, na narrativa dos próprios republicanos, reduz-se ao fato de que os EUA não foram atacados em solo americano uma segunda vez”, acrescenta. O jornalista lembrou ser no mínimo contraditório o presidente vangloriar-se pelo fato de ter levado a guerra contra o terror para o Oriente Médio, bem longe da terra do Tio Sam. Quando confrontado pelo entrevistador da ABC com o fato de a Al-Qaeda somente ter entrado em território iraquiano após a invasão americana, Bush, ar habitual de Alfred E. Newman, devolveu: “E daí?”

Em uma semana de imagens fortes e pouco edificantes, nada se comparou ao gesto catártico de Al-Zaidi, a sapatada “em nome das viúvas iraquianas”. Depois de levar uma surra dos seguranças do primeiro-ministro Nuri al-Maliki, o repórter televisivo foi detido e pode ser condenado à pena de até oito anos por agressão física contra um líder estrangeiro em visita oficial ao país. Tratado como herói nacional em todo o mundo árabe, o jornalista e seus sapatos jogados contra Bush foram mais ou menos discretamente saudados até mesmo nos órgãos de imprensa dos EUA, com a ressalva de que “não se deve cair na tentação de comemorar um ato desrespeitoso contra o primeiro-mandatário do país”. Além das piadas nos talk shows, da proliferação de jogos pela internet em que o usuário, ao contrário do jornalista, de fato acerta os sapatos no presidente, a imagem transformou-se na “mais icônica da era Bush, pois captura como nenhuma outra o sentimento do mundo em relação ao nosso presidente”, de acordo com o editor-associado do Washington Post, Eugene Robinson.

Postado em Conjuntura, Internacional | Sem Comentários »

Artigo para reflexão: Where do we go from here?

Postado em 31 dEurope/London dezembro dEurope/London 2008

By Robert Skidelsky

The markets have ruled for a third of a century, but it has all ended in tears. A return to selfish nationalism is possible. If we are to avoid this sombre outcome, we must find ways to rub the rough edges off globalisation.

Any great failure should force us to rethink. The present economic crisis is a great failure of the market system. As George Soros has rightly pointed out, “the salient feature of the current financial crisis is that it was not caused by some external shock like Opec… the crisis was generated by the system itself.” It originated in the US, the heart of the world’s financial system and the source of much of its financial innovation. That is why the crisis is global, and is indeed a crisis of globalisation.

There were three kinds of failure. The first, discussed by John Kay in this issue, was institutional: banks mutated from utilities into casinos. However, they did so because they, their regulators and the policymakers sitting on top of the regulators all succumbed to something called the “efficient market hypothesis”: the view that financial markets could not consistently mis-price assets and therefore needed little regulation. So the second failure was intellectual. The most astonishing admission was that of former Federal Reserve chairman Alan Greenspan in autumn 2008 that the Fed’s regime of monetary management had been based on a “flaw.” The “whole intellectual edifice,” he said, “collapsed in the summer of last year.” Behind the efficient market idea lay the intellectual failure of mainstream economics. It could neither predict nor explain the meltdown because nearly all economists believed that markets were self-correcting. As a consequence, economics itself was marginalised.

Leia mais em Prospect Magazine

Postado em Conjuntura, Desenvolvimento, Destaques da Semana, Internacional, Política Econômica | Sem Comentários »

A Cooperação Internacional contra Dantas

Postado em 31 dEurope/London dezembro dEurope/London 2008

Por Luís Nassif

A entrevista do procurador Rodrigo De Grandis à Folha  trouxe uma informação relevante. A de que os Ministérios Públicos dos Estados Unidos, Inglaterra e Suiça estão avaliando abrir ações penais contra Daniel Dantas. Há informações de que essas equipes estavam no Brasil. É sinal de que já existiam processos nesses países, provavelmente por lavagem de dinheiro. O bloqueio de US$ 45 milhões de dinheiro de Dantas na Inglaterra está nesse contexto.

Se for aberto processo penal contra Dantas, em qualquer desses países, toda a estratégia de desqualificação das provas – com a ajuda do próprio presidente do Supremo Tribunal Federal e de parte da mídia – irá por água abaixo. Não haverá como Dantas ser condenado em país de primeiro mundo e as provas contra ele serem desqualificadas no Brasil.

Não há contemplação com a lavagem de dinheiro, hoje em dia. A prova é o que está ocorrendo com a UBS e outros bancos suiços, cujas contas estão sendo devassadas por autoridades nacionais em vários países de primeiro mundo. As autoridades policiais, nesses países, vão atrás até dos procuradores desses fundos.

Aparentemente, essa ação torna a Satiagraha ainda mais irreversível. Vai expor ao ridículo – de forma mais ampla, se é possível – os factóides criados pela mídia ligada a Dantas, pela CPI dos Grampos e a truculência de Gilmar Mendes.

Postado em Conjuntura, Política Brasileira | Sem Comentários »

A ditadura do Copom

Postado em 30 dEurope/London dezembro dEurope/London 2008

“Quando me convidaram eu disse que aceitava, mas que teria que ser do meu jeito. Todas as vezes em que foi necessário, recordei minhas palavras e mantive a mesma posição”  - Henrique Meirelles.

É muito comum ouvir que atualmente o mundo vive sobre a ditadura dos mercados financeiros. Mas, em nenhum lugar isso é tão verdadeiro quanto no Brasil do governo Lula. 

Qualquer estrangeiro que analisasse a situação de forma isenta veria a arrogância e o poder dos membros do Copom é completamente fora de propósito. Todos os servidores públicos estão sujeitos a questionamentos e têm que prestar contas de seus atos, seja de seus superiores hierárquicos, ou de instituições, como o TCU e o CGU, os da sociedade. Todos menos os membros do Copom. Ninguém nem o presidente da República, nem a sociedade pode criticar ou mesmo opinar sobre as decisões do Copom. Desde o início do governo Lula, o Copom ou seus defensores alegam que o BC sempre decide por uma política mais conservadora, quando são muito pressionados. Nesse cenário nonsense, a culpa pelos juros mais altos recai sobre os críticos. O BC teria que provar sua autonomia. Incrível que a sociedade tenha que pagar um enorme custo fiscal e menor crescimento da renda e do emprego apenas para a diretoria do BC fazer demonstração de poder. 

As regras de uma sociedade democrática não valem para os membros do Copom. É muito inusitado que decisões que irão definir o custo da dívida pública, o nível de emprego, de competitividade e de crescimento da economia não podem ser criticadas pelo presidente eleito, por sindicalistas, empresários e outros membros da sociedade civil. A explicação para a eliminação do debate democrático é que os membros do Copom e os defensores do juros mais altos do mundo seriam os únicos seres iluminados no Brasil. Não importa a evidência de que o Brasil foi a única economia importante no mundo que aumentou a taxa de juros reais em 2008. Não importa que o praticamente todos os países do mundo estão reduzindo os juros em doses cavalares, mesmo que a maioria dos países já estão com taxa de juros reais negativas. As únicas exceções são países que estão quebrados e tendo que recorrer ao FMI e o Brasil. Não importa que a FGV estima que a produção industrial caía 6% em novembro e as vendas de carros estão despencando. Não importa que os bancos vão utilizar a redução do compulsório para investir em títulos públicos. Mesmo com taxa de juros baixa, os bancos no mundo todo estão empoçando liquidez, imagine com uma taxa de juros tão alta quanto a do Brasil. A falta de qualquer argumento técnico para a manutenção fez com que eles se justificassem nas incertezas em relação ao futuro. Essa desculpa poderia ser justificada se houvesse dúvidas se a inflação e a atividade econômica iria se acelerar ou desacelerar. A inflação está caindo e vai cair mais. A FGV estima que a produção industrial caía 6% em novembro e as vendas de carros estão despencando. Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, O que deu na Imprensa, Política Brasileira, Política Econômica | Sem Comentários »

Previsões de investimentos das maiores empresas de telefonia do mercado

Postado em 29 dEurope/London dezembro dEurope/London 2008

Por: Mavine Monteiro

 As quatro operadoras de telefonia que, até agora, divulgaram seus planos para 2008 anunciaram a intenção de investir R$ 16,3 bilhões, segundo levantamento feito pelo Valor. A cifra a ser desembolsada pelas empresas Oi (ex-Telemar), TIM, Claro e Vivo já ultrapassa, com folga, os investimentos feitos por seis das maiores empresas de telefonia no ano passado. Em 2007, Oi, Brasil Telecom (BrT), Telesp (operadora de telefonia fixa da Telefônica), TIM, Vivo e Embratel investiram juntas um total de R$ 10,8 bilhões. O orçamento mais elevado para 2008, por enquanto, cabe à Vivo. A operadora aprovou ontem, em assembléia de acionistas, quase R$ 6,1 bilhões. Desse total, R$ 2,7 bilhões são para investimentos “em outras operadoras”, segundo a ata do encontro. Ou seja, o montante deverá ser destinado à Telemig Celular, empresa comprada por R$ 1 bilhão (Valor Econômico, Março de 2008).

Esta notícia revela que os investimentos em telecomunicações estão recuperando o vapor, mas de maneira distinta da ocorrida no período pós-privatizações. Agora a tendência não está relacionada a gigantescas aquisições e fusões por parte das empresas estrangeiras, os investimentos estão direcionados às inovações tecnológicas, para que as empresas atuais possam se manter competitiva num mercado globalizado cada vez mais dominado pelas novas tecnologias de comunicação. A principal inovação é a chegada da terceira geração da telefonia móvel (3G). As operadoras tiveram de reservar dinheiro para pagar pelas licenças de uso da nova tecnologia, adquiridas num leilão realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Além disso, terão de gastar mais do que nos últimos anos para construir as redes de 3G e cumprir as metas de cobertura que foram estabelecidas pelo órgão regulador do setor.

Outro motivo para os novos investimentos são os preparativos para a chamada portabilidade, mecanismo que permite aos clientes manter o número de telefone quando mudarem de operadora. A medida requer investimentos em softwares, centrais telefônicas e na área de atendimento. Leia o resto do artigo »

Postado em Desenvolvimento, política industrial | Sem Comentários »

“O neoliberalismo está morto nos EUA” – Michael Hardt.

Postado em 29 dEurope/London dezembro dEurope/London 2008

Michael Hardt é cauteloso com seus pensamentos e palavras. Usa pausas a seu favor para evitar falsos julgamentos. Filósofo político reconhecido em diferentes círculos, professor de Literatura pela Universidade de Duke (EUA) e autor, junto com o filósofo italiano Antonio Negri, de Império e Multidão – Guerra e democracia na era do império (ed. Record), participou no Rio de Janeiro, entre 15 e 17 de dezembro, do Fórum Livre de Direito Autoral – O Domínio do Comum, realizado pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Ministério da Cultura (MinC) e a Rede Universidade Nômade. Dos convidados mais ilustres do evento – sua apresentação sobre as relações entre o conceito de revolução e propriedade gerou comentários durante os três dias de debates -, vê com claridade o fim do unilateralismo e do neoliberalismo nos Estados Unidos. São afirmacões fortes, seguidas dos devidos motivos. Também celebra o fim dos anos Bush, e as novas oportunidades com a chegada de Barack Obama à Casa Branca. Sua maior vitória, diz Hardt, será estabelecer um modelo de governo semelhante ao dos líderes de esquerda da América Latina, capazes, segundo o filósofo, de abrir espaços para os movimentos sociais.

Fonte: CartaCapital

CartaCapital: Como definiria a vitória de Obama?

Michael Hardt: Ela representa muitas coisas, mas uma muito importante é a poderosa mudança simbólica nos Estados Unidos. De certa forma, é o mesmo de quando Lula foi eleito pela primeira vez: há um sentimento, uma identificação, por parte da população com o ‘alguém como eu’ [vitorioso nas eleições]. Para outra porção ainda maior da população norte-americana, e por causa da raça de Obama e de sua cor de pele, a vitória nas eleições opera como uma renovação da crença das pessoas no país. Para essa porção de norte-americanos, e depois de 20 ou 30 anos de incapacidade de se sentir orgulhosos de seu país, a vitória revive a sensação de que eles pertencem a uma grande nação. Além disso, o fato de um homem negro ocupar a Casa Branca é uma sinalização de que o país não é confiável apenas em questões de guerras, armas ou outros temas relacionados.

CC: O que dizer da prática?

MH: Ainda é impossível prever o quanto dessa mudança simbólica se revertirá em transformações práticas das estruturas de racismo do país. Alguns gostariam de dizer que não há mais racismo, uma vez que um homem negro ocupará a Casa Branca. Obviamente, não é verdade. A questão é que tipo de transformações e movimentos sociais serão possíveis com a presidência de Obama, tanto pelas suas ações quanto por essa mudança simbólica. A eleição de Obama resulta dos movimentos negros e de direitos civis de 40 anos atrás. Sem eles, a vitória não seria possível. É uma realização que abre uma nova luta social, e por isso é um momento decisivo na história do país.

CC: No Brasil, muitos consideraram – e ainda consideram – a vitória de Lula como uma revolução política e social para o país. O que diria de Obama?

MH: Definitivamente, não se trata de uma revolução. Obama terá muita dificuldade em mudar o que seja. Ele tem duas guerras e uma crise financeira. Apesar de suas intenções, e as de ordem política não estão claras para mim, Obama não possui um discurso específico sobre diferentes temas. Não sabemos exatamente o que fará uma vez ocupe a presidência. O mais prometedor serão os movimentos sociais que se tornarão possíveis com a vitória nas eleições. Muitas pessoas envolvidas em diferentes mobilizações sociais, como a globalização e o racismo, se mobilizaram em torno da eleição de Obama. A dúvida é o que elas farão a partir de agora. Voltarão para casas ou iniciarão uma cooperação? Leia o resto do artigo »

Postado em Conjuntura, Internacional | Sem Comentários »

Emergentes adotam controle de capitais

Postado em 29 dEurope/London dezembro dEurope/London 2008

Fonte: Valor Online, 29/12/08.

A falta de crédito em dólar e a crescente aversão ao risco, agravadas após a quebra da Lehman Brothers em 15 de setembro, provocam escassez de moeda americana nos países emergentes em todo o mundo e diversos deles têm optado por mecanismos de controle do fluxo internacional capitais, alguns inclusive com o aval ao menos temporário do Fundo Monetário Internacional. Há saída de recursos de portfólio dos emergentes, mas não só.

A agência de notícias ” Markets Internacional News ” chegou a relatar que até as reservas internacionais gigantescas da China começam a apresentar redução em dezembro pela primeira vez em cinco anos. Em setembro, as reservas chinesas chegaram ao recorde de US$ 1,9 trilhão. A China já tinha o câmbio controlado.

Mas a Ucrânia, a Islândia, a Argentina, a Indonésia e a Rússia, entre outros países, adotaram desde setembro algum novo tipo de controle da saída de dólares. Para os analistas do Citigroup, no entanto, embora essas medidas sejam freqüentemente implementadas em crises cambiais, ” há um risco de que controles de capital se tornem uma parte integrante das ferramentas usadas pelas autoridades monetárias em situações que vão bem além das estritas necessidades de emergência “.

Na Ucrânia, o banco central determinou que os investidores que querem tirar recursos do país tenham de colocar sua moeda em contas específicas com uma antecedência de no mínimo cinco dias. Apesar disso, o FMI emprestou US$ 16,4 bilhões à Ucrânia. Mas, no dia 19 último, determinou que o país procurasse flexibilizar os controles e não sangrasse demais suas reservas em moedas internacionais então de US$ 32,8 bilhões. Permitiu que fossem gastos não mais do que 4% dessas reservas. Já a Islândia implementou regras restringindo transações de saída de dólares depois da falência dos três maiores bancos comerciais do país e de um tombo no valor de sua moeda, a coroa. Recebeu um socorro de US$ 2,1 bilhões do FMI e outros US$ 2,5 bilhões dos países vizinhos Finlândia, Suécia, Noruega e Dinamarca. O artigo VI do ” Articles of Agreement ” do FMI deixa claro que seus países membros ” podem exercer tais controles quando necessário para regular movimentos de capitais internacionais ” . Segundo analistas, o Fundo ficou mais complacente com essa prática após a crise da Ásia no final nos anos 90 e dos resultados positivos em países como a Malásia, China e Índia. Além disso, há a percepção de que a séria crise atual causa desequilíbrios graves no mercado cambial.

Postado em Conjuntura, Internacional, Política Econômica | Sem Comentários »

O discurso da oposição para 2010 e as pré-candidaturas de Serra e Aécio

Postado em 26 dEurope/London dezembro dEurope/London 2008

Do Blog do Jefferson Marinho 

A oposição baseada no discurso de quanto pior melhor tem tudo para não emplacar, pois a população é esclarecida o suficiente para entender que a crise não é responsabilidade do governo Lula. As medidas que o governo vem tomando podem não debelar os efeitos da crise sobre o Brasil, mas é do reconhecimento da maioria que elas estão na direção correta. Ou seja, o governo está cumprindo seu papel de governar, fazendo aquilo que está ao seu alcance. A economia provavelmente não conseguirá sustentar o ritmo atual de crescimento, mas nada catastrófico. Na crise atual, o país tem tudo para sair dela mais fortalecido no cenário econômico mundial. Não adianta pensar que a população colocará a culpa no governo Lula, pois sabe que não é o culpado. Para vencer as eleições de 2010, não basta para a oposição a torcida do quanto pior melhor. O eleitor vota em liderança não em algozes. Se a oposição não for capaz de convencer o eleitor que pode conduzir o país melhor que um candidato de continuidade (governista) pode acabar morrendo na praia. Um escorregão da oposição pode consagrar o triunfo lulista.

Os operadores políticos dos principais postulantes oposicionistas (Serra e Aécio) já entenderam o sinal, e dificilmente embarcarão no discurso tosco do aprofundamento da crise buscando colá-la no governo Lula. A tendência é pouparem o governo Lula, que seguirá popular, apostando num discurso em direção ao futuro, pois o passado recente não é bom para a oposição política. O discurso pós-Lula de Aécio e a incessante tentativa de Serra de mostrar-se próximo a Lula em temas importantes é prova de que os únicos políticos da oposição com chances de chegar ao Planalto preferem aproximação com o eleitorado lulista que bater de frente com um presidente popular. Não é por acaso que são líderes da oposição. Afinal, uma dose de inteligência política nunca é demais. Leia o resto do artigo »

Postado em Destaques da Semana, ELEIÇÕES, projetos e estratégias: 2008 e 2010, Jefferson Milton Marinho, Política Brasileira | 3 Comentários »