A batalha das expectativas
Postado em 14 dEurope/London novembro dEurope/London 2008
Afinal, a economia brasileira entrará em pane, crescerá pouco ou continuará mantendo um bom desempenho no próximo ano? A resposta dependerá da maneira como os agentes econômicos – empresários e consumidores – agirem.
Se o consumidor achar que a crise será inevitável, que seu emprego poderá estar ameaçado, tratará de consumir menos, haverá queda de vendas, redução da produção e desemprego – dependendo da intensidade da “dieta” do consumidor.
O mesmo acontece com os empresários. Não há elementos, hoje em dia, para saber como será a economia em 2009. Mas se o empresário se assustar com as notícias do momento, não tiver confiança na recuperação da economia, tratará de suspender investimentos, reduzir gastos, reduzir pessoal. E seu estado de ânimo definirá o resultado do jogo.
Esse movimento desmente a história da economia como uma ciência exata. O mega-investidor George Soros descreveu bem esse movimento. De um lado, se tem a realidade, a tentativa de analisar a economia sem torcida. É um processo incompleto e muito difícil. Poderia, agora, apresentar dez razões para apostar que o país crescerá no ano que vem; e dez razões para apostar na recessão. É quase impossível se ter uma avaliação clara, especialmente em momentos de terremoto, como os atuais. De outro lado se tem o que Soros chama de visão manipulativa dos fatos. Digamos que o investidor quer que os preços caiam. Ele irá selecionar os fatos que favoreçam a sua aposta. Leia o resto do artigo »
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