O PSDB e a crise
Escrito por Imprensa, postado em 11 dEurope/London novembro dEurope/London 2008
Recebo email de Luiz Paulo Velloso Lucas, presidente do Instituto Theotonio Vilela, o centro de estudos do PSDB. O Instituto acaba de produzir o primeiro documento de análise da crise financeira global e do papel do governo.
O resultado final foi objeto de muita discussão interna, já que o partido tem uma área mercadista ainda bastante influente. E, com os aliados na mídia – brandindo um neoliberalismo que foi enterrado pela crise – fica o receio de incomodar o pensamento ainda hegemônico.
Mas prevaleceu a crítica óbvia, aos erros do Banco Central – incensado por dez entre dez jornalistas ligados ao PSDB como a melhor parte do governo Lula.
Confirma o que escrevi no começo do ano aqui. Quando a crise viesse, os pontos de vulnerabilidade do governo Lula seriam o déficit em transações correntes, promovido pelo Banco Central, e a loucura do swap reverso.
Se o provável candidato tucano, José Serra, não estivesse tão envolvido com os novos aliados, e não fosse tão temeroso em assumir posições, estaria esbravejando desde o começo do ano contra essas loucuras, ajudando o PSDB a se posicionar, fortalecendo a posição dos desenvolvimentistas consistentes, e não passando a noção de oportunismo com a crise.
De qualquer modo, o jogo começa agora. As baixarias do jornalismo de esgoto, as forçadas de barra, os preconceitos prosseguirão porque o baixo nível ainda impera na política brasileira.
Mas agora há uma vulnerabilidade a ser explorada.











