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Blog do Desemprego Zero

A crise chega ao mundo do trabalho

Escrito por lucianasergeiro, postado em 14 dEurope/London novembro dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Publicado em: ANP

Por Fátima Lacerda

Diante da notícia de que seriam demitidos, cerca de mil trabalhadores espanhóis jogavam ovos, pedras e outros objetos nas paredes da fábrica de caminhões Nissan, na última terça, 11. Essa é a imagem da semana que ficou mais marcada. A montadora japonesa, instalada na cidade de Barcelona, na Espanha, anunciou a dispensa de 40% dos seus trabalhadores – 1288 ainda em dezembro e outros 392 no próximo ano – após a queda drástica nas vendas de seus caminhões leves e utilitários. Além da Renault-Nissan, a americana General Motors (GM) e a espanhola Seat, ligada ao grupo Volkswagen, também anunciaram cortes em sua folha de pagamento. A Espanha estaria à beira da recessão.

Se a General Motors quebrar, a taxa de desemprego nos Estados Unidos, estimada em 6,5% (índice de outubro de 2008) subirá para 9,5%, levando em conta a enorme cadeia de fornecedores e negócios que afundariam junto com a GM. Seca rapidamente o pote de recursos que o Congresso aprovou para socorrer bancos, seguradoras e agora montadoras. Um dado significativo é que a venda de automóveis nos Estados Unidos hoje está equiparada, numericamente, aos níveis de pós-guerra, na década de 1940.

Em Buenos Aires , o pacote de demissões da GM chegou com um telegrama, informando que 436 trabalhadores da fábrica estavam na rua, o que provocou a revolta dos metalúrgicos, que pararam as principais ruas da capital argentina, em protesto contra as demissões e a forma como foram anunciadas. Outras montadoras de automóveis e fabricantes de autopeças também começam a demitir, a cortar horas extras e a dar férias coletivas, em resposta à queda nas vendas. A redução das vendas está atingindo também os setores siderúrgico, têxtil e frigorífico.

No Brasil, a General Motors e a Fiat derem férias coletivas em outubro para mais de 10 mil funcionários. Aqui, embora as montadoras não registrem significativa queda nas vendas, o governo federal também ofereceu ajuda às empresas de São Paulo (no valor de R$ 4 bilhões) e de Minas. Apesar disso, os analistas asseguram que a situação brasileira é bem diferente da estadunidense. Em quatro anos o mercado brasileiro mais do que dobrou, as taxas de crescimento das vendas são de mais de 25% ao ano. Mas os prognósticos indicam que a era das vacas gordas está perto do fim. Em 2008, o setor automobilístico já  vai crescer menos do que no ano passado, mas as vendas ainda fecharão no positivo. De qualquer forma,  as exportações serão afetadas. O saldo comercial já caiu 40% este ano.

O alerta da Organização Mundial do Trabalho (OIT) prevê demissões em massa, em face da desaceleração das principais economias do mundo. Segundo a OIT, a atual crise econômica vai produzir 20 milhões de novos desempregados no mundo até o fim de 2009, revertendo avanços na área social e agravando a pobreza e a desigualdade. Portanto, os prognósticos são de que o desemprego se multiplique num ritmo muito mais corrido do que no auge do neoliberalismo, que produziram 34 milhões de desempregados na década de 1990.

O Brasil não estará imune à crise. Segundo publicou o jornal O Estado de São Paulo, um documento interno da OIT alerta para a queda da produção industrial e das exportações do país e adverte que o governo precisará rever seus gastos e focar suas atenções na luta contra o desemprego urbano. O relatório diz que “dificilmente o Brasil conseguirá repetir a marca de 2008, criando cerca de dois milhões de empregos”. Além disso, chama atenção para o alto índice de informalidade, que já atinge 70% da população considerada empregada.

A OIT calcula que, nos próximos dois anos, haverá um número recorde de desempregados no mundo, superando a marca de 200 milhões. Nesse sentido, faz um apelo para que os governos não se preocupem apenas em salvar bancos e empresas mas também desenvolvam políticas visando os interesses dos cidadãos e a manutenção de seus empregos. A constatação, bastante previsível, é de que os mais pobres e os jovens serão os mais prejudicados.

A situação do setor automotivo é apenas a ponta do iceberg, mostrando que a crise já chegou ao mundo do trabalho. Na Europa, em setembro a procura por carros novos caiu em 8%. Alguns fábricas optaram por fechar, momentaneamente, como a Opel e a BMW. Outras reduziram salários. Os trabalhadores organizados não podem ignorar que estamos beirando tempos sombrios. É hora de se unir em torno de suas entidades de classe e traçar estratégias, visando à defesa do salário e do emprego, para minimizar prováveis perdas.



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Uma Resposta para “A crise chega ao mundo do trabalho”

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