Postado em 20 dEurope/London novembro dEurope/London 2008
*Heldo Siqueira
Quando Adam Smith escreveu sua “Riqueza das Nações” salientou, entre outras coisas, as vantagens da divisão do trabalho. O processo de particionamento e especialização da produção a tornava mais eficiente e rápida. Algum tempo depois, Karl Marx relembrava que o sistema capitalista levava a divisão do trabalho até as últimas conseqüências: praticamente nenhuma produção tem fim em si mesma. Geralmente, as empresas produzem para revender a outras utilizarão como insumos para a montagem de outras mercadorias. Em última instância, o sentido da produção com certeza é o consumo das famílias, mas um intrincado sistema de negociações entre empresas precede o destino final das mercadorias. Essa característica faz com que qualquer atividade de investimento seja uma atividade de especulação, já que a maioria das empresas depende da demanda de outras para escoar sua produção.
Por outro lado, ao decidir fazer um investimento, o empresário não pensa na demanda atual, mas na demanda que espera para quando sua firma estará em funcionamento. Afinal, há um espaço de tempo entre a decisão de investir e o efetivo funcionamento da firma. Além disso, como esses prazos variam entre os setores da economia, há, em via de regra, um descasamento entre a oferta potencial dos vários setores. Em um ambiente de prosperidade econômica, é natural que os empresários esperem a ampliação de suas vendas, de maneira que projetam suas plantas para anteciparem-se à demanda. Leia o resto do artigo »
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Postado em 20 dEurope/London novembro dEurope/London 2008
Fonte: Agência Carta Maior
A explosão das crises alimentar, econômica e financeira em 2007-2008 mostra o quão interligadas estão as economias do planeta. É preciso arrancar o mal pela raiz. As soluções para que elas sejam favoráveis aos povos e à natureza devem ser internacionais e sistêmicas. A humanidade não poderá contentar-se com meias medidas. A análise é de Éric Toussaint.
Em 2007-2008, mais de metade da população viu as suas condições de vida degradarem-se gravemente, pois foi confrontada pelo forte aumento do preço dos alimentos. Esta situação originou protestos massivos em pelo menos quinze países na primeira metade de 2008. O número de pessoas afetadas pele fome agravou-se em várias dezenas de milhões, e centenas de milhões viram o acesso aos alimentos restringir-se (e, conseqüentemente, a outros bens e serviços vitais).
Tudo isto seguido das decisões tomadas por um punhado de empresas de setor “agrobusiness” (produtores de agro-combustíveis) e do sector financeiro (investidores institucionais que contribuem para a manipulação do processo de produção agrícola), que se beneficiaram do apoio de Washigton e da Comissão Europeia. No entanto, a parte das exportações na produção mundial de alimentos continua débil. Apenas uma pequena parte do arroz, do trigo ou do milho produzida mundialmente é exportada, a esmagadora maioria da produção é consumida internamente. Mas são os preços dos mercados de exportação que determinam os preços nos mercados locais. Ora, os preços de exportação são fixados nos EUA, designadamente, em três bolsas (Chicago, Minneapolis, Kansas City). Conseqüentemente, o preço do arroz, do trigo e do milho em Timbuctu, no México, em Nairobi, em Islamabad é diretamente influenciado pela evolução do curso desses grãos nos mercados bolsistas americanos.
Em 2008, perante a urgência, e sob pena de serem derrubadas pelos motins nos quatro cantos do planeta, as autoridades dos países em desenvolvimento tomaram medidas para garantir o acesso da população aos elementos básicos. Leia o resto do artigo »
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