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	<title>Comentários sobre: PAUL KRUGMAN &#8211; Nobel de Economia defende aumento de gastos públicos contra a crise</title>
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		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
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		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Oct 2008 17:29:57 +0000</pubDate>
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		<description>Já li alguns livros do Paul Krugman. Ele é considerado “liberal”, ou seja, um acadêmico de esquerda nos EUA. Lá, diferentemente do Brasil, os liberais são de esquerda. Algo próximo aos social-democratas, porém mais perto ainda do liberalismo-social à la John Stuart Mill: 

“That the only purpose for which power can be rightfully exercised over any member of a civilized community, against his will, is to prevent harm to others. Those who are still in a state to require being taken care of by others, must be protected against their own actions as well as against external injury. Liberty, as a principle, has no application to any state of things anterior to the time when mankind have become capable of being improved by free and equal discussion” (In: ‘On liberty’, 1859, Chapter 1). 

A direita norte-americana se refugia no conservadorismo, que, por sua vez, acaba constantemente apelando para os tradicionais valores morais.

Ainda no universo do pensamento anglo-saxônico, não se deve esquecer do fato de que Keynes era liberal. No entanto, ele compreendia os limites de uma ordem centrada no mercado. Vejamos uma afirmação categórica: “Os dois principais defeitos da sociedade em que vivemos são sua incapacidade para proporcionar o pleno emprego e a sua arbitrária e desigual distribuição da riqueza e das rendas” (Teoria geral. Cap. 24, I). Algo muito atual. Ele não sugeriu que abraçássemos o neoliberalismo, um fundamentalismo de mercado, ou mesmo um Estado onipresente e onipotente.

Gosto muito de um livro chamado ‘A grande transformação’ (Campus, 2000), do Karl Polanyi: “Não podemos atingir a liberdade que procuramos, a menos que compreendamos o verdadeiro significado da liberdade numa sociedade complexa” (p.294). Sua tese central baseia-se na insustentabilidade do mercado auto-regulável.

Conforme afirma Polanyi, “uma tal instituição não poderia existir em qualquer tempo sem aniquilar a substância humana e natural da sociedade; ela teria destruído fisicamente o homem e transformado seu ambiente num deserto” (p.18) . Nesse sentido, “inevitavelmente, a sociedade teria que tomar medidas para se proteger” (idem). O liberalismo econômico, com destaque para os seus adeptos mais ortodoxos, caminhou numa falsa direção. Não há sociedade sem poder e compulsão, tampouco um mundo onde a força, incluindo a persuasão e o condicionamento no campo intelectual, não tenha qualquer função. Tratou-se de uma ilusão a visão de um mercado auto-regulável capaz de igualar a economia a relações contratuais e, essas últimas, com a liberdade.


Um abraço,

Rodrigo</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Já li alguns livros do Paul Krugman. Ele é considerado “liberal”, ou seja, um acadêmico de esquerda nos EUA. Lá, diferentemente do Brasil, os liberais são de esquerda. Algo próximo aos social-democratas, porém mais perto ainda do liberalismo-social à la John Stuart Mill: </p>
<p>“That the only purpose for which power can be rightfully exercised over any member of a civilized community, against his will, is to prevent harm to others. Those who are still in a state to require being taken care of by others, must be protected against their own actions as well as against external injury. Liberty, as a principle, has no application to any state of things anterior to the time when mankind have become capable of being improved by free and equal discussion” (In: ‘On liberty’, 1859, Chapter 1). </p>
<p>A direita norte-americana se refugia no conservadorismo, que, por sua vez, acaba constantemente apelando para os tradicionais valores morais.</p>
<p>Ainda no universo do pensamento anglo-saxônico, não se deve esquecer do fato de que Keynes era liberal. No entanto, ele compreendia os limites de uma ordem centrada no mercado. Vejamos uma afirmação categórica: “Os dois principais defeitos da sociedade em que vivemos são sua incapacidade para proporcionar o pleno emprego e a sua arbitrária e desigual distribuição da riqueza e das rendas” (Teoria geral. Cap. 24, I). Algo muito atual. Ele não sugeriu que abraçássemos o neoliberalismo, um fundamentalismo de mercado, ou mesmo um Estado onipresente e onipotente.</p>
<p>Gosto muito de um livro chamado ‘A grande transformação’ (Campus, 2000), do Karl Polanyi: “Não podemos atingir a liberdade que procuramos, a menos que compreendamos o verdadeiro significado da liberdade numa sociedade complexa” (p.294). Sua tese central baseia-se na insustentabilidade do mercado auto-regulável.</p>
<p>Conforme afirma Polanyi, “uma tal instituição não poderia existir em qualquer tempo sem aniquilar a substância humana e natural da sociedade; ela teria destruído fisicamente o homem e transformado seu ambiente num deserto” (p.18) . Nesse sentido, “inevitavelmente, a sociedade teria que tomar medidas para se proteger” (idem). O liberalismo econômico, com destaque para os seus adeptos mais ortodoxos, caminhou numa falsa direção. Não há sociedade sem poder e compulsão, tampouco um mundo onde a força, incluindo a persuasão e o condicionamento no campo intelectual, não tenha qualquer função. Tratou-se de uma ilusão a visão de um mercado auto-regulável capaz de igualar a economia a relações contratuais e, essas últimas, com a liberdade.</p>
<p>Um abraço,</p>
<p>Rodrigo</p>
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		<title>Por: Heldo Siqueira</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/10/paul-krugman-nobel-de-economia-defende-aumento-de-gastos-publicos-contra-a-crise/comment-page-1/#comment-5978</link>
		<dc:creator>Heldo Siqueira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Oct 2008 15:12:04 +0000</pubDate>
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		<description>Sempre achei que o Paul Krugman fosse um daqueles liberais de carteirinha, ideologicamente voltados para pregar a lógica &quot;de mercado&quot;. Entretanto, nos seus últimos artigos tem se mostrado um keynesiano da velha guarda. Talvez o prêmio nobel conferido a ele simbolize uma guinada no pensamento econômico hegemônico. 

O que vcs acham??

Abraço</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre achei que o Paul Krugman fosse um daqueles liberais de carteirinha, ideologicamente voltados para pregar a lógica &#8220;de mercado&#8221;. Entretanto, nos seus últimos artigos tem se mostrado um keynesiano da velha guarda. Talvez o prêmio nobel conferido a ele simbolize uma guinada no pensamento econômico hegemônico. </p>
<p>O que vcs acham??</p>
<p>Abraço</p>
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