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Blog do Desemprego Zero

Archive for outubro, 2008

A volta da política

Postado em 22 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Luiz Carlos Bresser-Pereira

Folha de S.Paulo, 20.10.2008

EM MEIO à crise financeira global, o presidente Lula, ao receber em Toledo o prêmio Dom Quixote, declarou que este é o momento da “volta da política e do Estado”. Tem razão o presidente.

Depois de 30 anos de irracionalidade neoliberal ou ultraliberal, os homens voltam a se dar conta de que a política é a expressão da liberdade humana, e o Estado, a projeção racional dessa liberdade. Durante 30 anos, uma classe de profissionais das finanças aliou-se a acionistas capitalistas e à classe média conservadora e, empunhando a bandeira do Estado mínimo e da desregulação, alcançou a dominância ideológica sob a liderança de Ronald Reagan nos Estados Unidos e de Margareth Thatcher no Reino Unido.

Inspirada por intelectuais neoliberais que desde os anos 1960 vinham reduzindo a política à lógica do mercado, a nova coalizão política declarou a “guerra do mercado contra o Estado”. Enfraquecia assim o Estado, colocado em pé de igualdade com o mercado, e aproveitava essa brecha para enriquecer enquanto os salários dos trabalhadores permaneciam quase estagnados.

A guerra era irracional porque, em vez de se limitar a eventuais excessos de intervenção do Estado na economia, atacou o próprio Estado. Porque ignorava que o Estado é a instituição maior de cada sociedade -que é o resultado do esforço secular de construção política de um sistema constitucional-legal e de uma administração pública que o garanta. Ignorava que é através do Estado que os homens e as mulheres, no exercício da política, coordenam sua vida social, estabelecendo suas instituições normativas e organizacionais fundamentais, entre as quais a democracia e o mercado.

O mercado apenas se torna realmente significativo como instituição complementar na coordenação da sociedade com a emergência do capitalismo. Por isso, o capitalismo será chamado de economia de mercado. A coordenação econômica de uma sociedade caracterizada por uma crescente divisão do trabalho e, portanto, por uma enorme complexidade só é possível se o Estado contar com a colaboração do mercado nessa tarefa. Por outro lado, durante o transcorrer do século 20, as nações mais desenvolvidas construíram um Estado democrático social. Leia o resto do artigo »

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ONU pede que China melhore seu sistema de controle de alimentos

Postado em 22 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Publicado em: Uol Economia

A China deve melhorar seu sistema de segurança alimentar para com uma só lei e autoridade poder detectar em que ponto da cadeia – do produtor ao consumidor – existem problemas e adotar as medidas necessárias, disseram hoje analistas da ONU em Pequim.

O gigante asiático deve obter um sistema de segurança alimentar em maior conformidade com os padrões internacionais, afirmaram estes analistas, autores do relatório intitulado “Avançando na Segurança Alimentar na China”.

O documento foi apresentado hoje em Pequim pelo representante da ONU na China, Khalid Malik, que disse que esta nação “é ainda um país em desenvolvimento” e a entidade internacional pode ajudá-lo a colocar em prática um novo sistema de controle de alimentos.

“A China deveria contar com uma lei única que legisle desde a produção ao consumo final ou pelo menos com regulações coordenadas”, declarou Anthony Hazzard, especialista em Segurança Alimentar da Organização Mundial de Saúde (OMS) e autor do relatório. Leia o resto do artigo »

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Análise Crítica do artigo “A questão energética” de Fábio Giambiagi

Postado em 21 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Roberto Pereira d’Araujo

O artigo do economista Fábio Gambiagi sobre a questão energética é bastante primário. Como não é da área, comete os mesmos erros da imprensa quando, nas crises, o setor passa a ser notícia. Sob essa limitada visão, basta dar uma olhada no nível dos reservatórios, outra nas nuvens e se tem um diagnóstico sobre a situação. Na realidade, a questão é bem mais complexa, pois poderíamos ter situações preocupantes mesmo com reservatórios cheios. Basta que o operador veja atrasos de obras e/ou crescimento de mercado para que o sistema fique estressado.

 

Hoje, a situação é semelhante a que ocorria em 1998. O sinal significativo não é o nível dos reservatórios, mas sim o custo marginal médio, que independe da hidrologia do momento. Segundo o ONS, hoje esse custo é aproximadamente o dobro do custo marginal de expansão. Ou seja, o sistema pede novas usinas. Isso não quer dizer que vá ocorrer racionamento, mas quer dizer que não existe a quantidade de energia segura para todos, pois a chamada “carga crítica” é calculada de tal modo que o custo marginal de operação médio fique no entorno do de expansão. Se hoje é o dobro é porque a carga é maior do que a crítica. Simples!

 

Quanto a questão política, apesar do atual modelo ter corrigido as maiores barbeiragens, o modelo ainda é Leia o resto do artigo »

Postado em Desenvolvimento, Destaques da Semana, Haverá outro APAGÃO?, Roberto D'Araujo | 2 Comentários »

Entendendo as notícias

Postado em 21 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Luís Nassif

Fatos relevantes a serem acompanhados durante o dia:

1. A decisão de Ben Bernanke de começar a atuar sobre os mutuários inadimplentes. Deveria ter sido tomado desde o início da crise. Mas decidiu-se, inicialmente, privilegiar o setor financeiro. A perda de tempo vai custar caro mas, finalmente, entra-se no cerne da questão.

2. Os dados de desaquecimento mundial – China, Europa, montadoras reduzindo produção.

3. A decisão da China de criar uma espécei de subsídio para sua indústria textil. Se descambar para protecionismo, repetirá os EUA em 1929 e ampliará a crise global.

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Boletim Semanal do Desemprego Zero

Postado em 21 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

n.26, ano 1 -15/10/2008 a 21/10/2008

Destaques da Semana no Blog

Economia

Mudar o Modelo Econômico

Liquidez seca

A crise financeira chegará ao Brasil

Internacional

Depois de Berlim, Nova York

BOLHA NATIVA: Especulação gera “tombo” de US$ 30 a US$ 40 bi no Brasil

Desenvolvimento

FERNANDO CARDIM – “Será preciso repensar um projeto para o país”

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Hayek, Keynes e Baumol

Postado em 21 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Roberto d’Araújo 

Seja qual for seu desfecho, pelo menos a crise financeira parece ter recolocado em pauta a questão da intervenção do estado na economia. Afinal, parece ter ficado claro, pelo menos para alguns, que o “mercado”, quanto mais desregulado e livre, mais traiçoeiro. Com tanta desigualdade de oportunidades no mundo atual, a socialização do prejuízo chega a ser desumana. Ela vai atingir o Brasil, e o governo adotará, aos poucos, a mesma política de salvamento dos países desenvolvidos. A grande diferença é que, aqui temos diversas emergências muito mais graves do que ibovespas negativos. Apesar de soarem o alarme diariamente, são incapazes de despertar a mobilização de recursos públicos que agora se percebe. Insegurança pública, corrupção, desordem urbana, desemprego, cadeias e hospitais lotados, educação mais do que precária são apenas alguns sintomas da permanente política de omissão.

Mesmo sob esse cenário profundamente injusto, alguns ainda irão argumentar que não foi bem um defeito do mercado. No Brasil, esse fundamentalismo é tão forte que, a ação direta do estado, uma atividade que pode ser tão capitalista quanto se queira, é reiteradamente confundida com “socialismo”. Esse é um cacoete presente na nossa mídia e, infelizmente, domina algumas mentes de líderes empresariais. No que tange ao setor elétrico, fica quase impossível tratar de questões técnicas sem ser tachado de “ideológico”.

Aconteceu em 2006, mas ilustra bem essa distorção. Durante certo tempo fui colunista do portal Canal Energia[1], um espaço onde o setor elétrico discute seus problemas. Ali, o Instituto Acende Brasil[2] é um poderoso formador de opiniões. Afinal, representa pesos pesados, tais como AES, CPFL, Duke Energy, EDF, Endesa, Iberdrola, Suez/Tractebel, MPX, Grupo Rede entre outros. Leia o resto do artigo »

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BOLHA NATIVA: Especulação gera “tombo” de US$ 30 a US$ 40 bi no Brasil

Postado em 21 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Valéria Amorim

Economistas ouvidos por Carta Maior (www.cartamaior.com.br) avaliam que cerca de 150 empresas brasileiras estão atoladas em dívidas da ordem de US$ 30 bilhões a US$ 40 bilhões, atingidas pela implosão de investimentos especulativos feitos sob a cortina de fumaça de seguro exportador – conforme antecipou Bernardo Kuscinski, nesta página, em sua análise sobre as repercussões da crise no Brasil.

Na realidade, essas empresas são protagonistas locais da mesma “ganância infecciosa”, termo usado por economistas para a febre especulativa que contaminou todo o planeta. Agora se vê que nenhum setor – empresas, bancos, fundos e mesmo pessoas físicas – escapou da compulsão em busca de resultados muito acima daqueles propiciados pela atividade produtiva. “É uma imposição da concorrência capitalista exacerbada pela desregulamentação dos mercados financeiros”, diz um dos economistas ouvidos por Carta Maior.

Significa que a jogatina dita o padrão de retorno dos investimentos no planeta. Dita também o ritmo de trabalho; a redução dos benefícios sociais; o grau de exploração da mão-de-obra (tomando por paradigma a nova fronteira da mais-valia planetária, a China). Os acionistas, por sua vez, exigem que as indústrias atinjam taxas de retorno equivalentes e em prazo competitivo com o padrão oferecido pelo cassino planetário. Caso contrário, acionam a fuga de capitais ou simplesmente desviam seus investimentos e excluem os retardatários de seu portfólio.

A versão brasileira da “ganância infecciosa” é pedagógica para se entender a mecânica do fenômeno, uma vez que arrastou mesmo os tops de linha do empresariado produtivo nacional.

Gigantes como a Sadia, do ex-ministro da Indústria e do Desenvolvimento, Fernando Furlan, e a Votorantim, do empresário Antonio Ermírio de Moraes, conhecido por sua defesa da produção contra o ganho fácil da atividade financeira, já admitiram prejuízos. No caso, são grupos grandes. Dispõem de reservas em caixa para absorver o baque em seus balanços. Não vão quebrar. O mesmo não se pode dizer de muitos – empresas e bancos de porte menor – que ainda permanecem na penumbra de uma teia de prazos vencidos, prejuízos crescentes, telefonemas e contatos ansiosos com credores e autoridades.

Exportadores em sua maioria, as empresas tomaram recursos no exterior em dólar, a juros baixos (0,5% no Japão, por exemplo) investindo em diferentes modalidades de arbitragem de juros, de modo obter ganhos graças à diferença propiciada por taxas reais superiores a 8% no mercado brasileiro (acima da inflação).

Por precaução – mas também por “ganância”- fizeram simultaneamente um hedge cambial, um seguro que supostamente as protegeria de oscilações na paridade entre o Real e o dólar na hora de saldar o empréstimo tomado lá fora. Na realidade era uma forma de ganhar nas duas pontas: com a diferença entre as taxas de juros e com a valorização do Real que anteviam como longa e inevitável, sem atentar para o risco de estouro da bolha mundial. Fé cega na auto-regulação dos mercados… Leia o resto do artigo »

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Semana Nacional de Ciência e Tecnologia começa em cerca de 400 municípios

Postado em 21 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Jornal da Ciência    

“Educação brasileira é deficiente e queremos mostrar que ela pode ser diferente”, afirma Ildeu de Castro Moreira, coordenador da Semana.

A 5ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, coordenada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), começa nesta segunda (20) em aproximadamente 400 municípios. A mostra segue até o dia 26 deste mês e tem como tema Evolução e Diversidade.

Como os seres vivos do planeta evoluíram até nossos dias? Por que a diversidade da vida na Terra é tão fantástica?. Essas questões poderão ser respondidas durante o evento, o maior da área de ciência no país. No total, 585 instituições ligadas ao setor participam da edição deste ano.

O objetivo da semana é mobilizar a população, especialmente crianças e jovens, em torno de temas e atividades de ciência e tecnologia, mostrando sua importância para a vida de cada um e para o desenvolvimento do país.

Em Brasília, a mostra ficará no gramado central da Esplanada dos Ministérios, onde são esperadas cerca de 70 mil pessoas nos seis dias do evento. Serão abordados temas como a evolução da vida, a seleção natural, a evolução social e a diversidade biológica, ambiental, étnica e cultural, a partir dos conhecimentos diversificados da ciência.

As escolas terão prioridade na mostra deste ano na capital. De acordo com o secretário de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis) do MCT, Joe Carlo Viana Valle, a semana será importante para discutir políticas públicas de inclusão. “Este ano, pretendemos envolver todas as escolas do Distrito Federal. Queremos fazer um trabalho para que as pessoas entendam a importância da ciência e tecnologia na vida delas”.

O coordenador nacional do evento, desde a sua primeira edição, é o físico Ildeu de Castro Moreira, diretor do Departamento de Popularização e Difusão da Ciência e Tecnologia do ministério. Para ele, a proposta é aproximar a comunidade científica, mostrando que a ciência é relevante, influenciando principalmente professores e escolas. Leia o resto do artigo »

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