prozac 40mg popliteal celexa 20mg cardiac concurrent clonidine 0.1mg test recovery buy exelon Healthy stories buyneurontinonlinehere.com buying abilify online school lipitor online no rx deoxyribonucleic

Blog do Desemprego Zero

O excesso de pró-atividade

Escrito por Imprensa, postado em 23 dEurope/London outubro dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Luís Nassif

Desde que começou a crise, Lula caiu de cabeça em um ritmo frenético de trabalho. Não passa dia sem que o governo tome decisões.

É bom? De um lado, sim: mostra capacidade de decisão. De outro lado, não. Não basta decidir. Nem basta tomar medidas consideradas corretas sem avaliar todos seus desdobramentos.

Tome-se o caso de ontem. Uma Medida Provisória permitindo aos bancos públicos adquirirem bancos privados. Segundo o governo, uma medida meramente defensiva visando aumentar a segurança do mercado. Segundo o mercado, uma medida que prenunciava uma crise bancária. Ou seja, o resultado foi o inverso do esperado.

Outro caso, a crise do subprime brasileiro. O Banco Central está feito barata tonta, sem ter conseguido ainda mapear os estragos. Enquanto não mapeia, permite toda sorte de boatos e um trancamento adicional do crédito – ninguém vai emprestar para uma empresa sem saber a totalidade da sua exposição nesse jogo.

Quando defendi, aqui, uma espécie de Sala de Situação, o objetivo era uma estrutura formal que organizasse as informações. Há um sem-número de desdobramentos da crise que exige discernimento e visão sistêmica do que está ocorrendo, assim como das implicações sobre os diversos setores de medidas tomadas.

Nessas horas, hiperatividade é tão ruim quanto a inação.

Nos tempos das vacas gordas, o Banco Central – através desse gênio da raça, o Alexandre Schwartsman – tomou a decisão de permitir ao exportador mais tempo com os dólares fora antes de interná-los.

A idéia seria reduzir o fluxo cambial para impedir uma maior apreciação do real. Era uma tolice completa, conforme foi alertado. Enquanto a situação estivesse calma e os juros internos muito acima do internacional, o exportador continuaria trazendo dólares normalmente. A medida seria inócua.  Quando o quadro invertesse, não traria mais dólares. A medida acentuaria a crise.

É o que está ocorrendo. Numa ponta saem dólares do mercado financeiro, na outra não entram os dólares dos exportadores.

A Fazenda não tem experiência de mercado. O Banco Central também não. O “banqueiro central do ano” Henrique Meirelles era bom na inércia, quando se tratava de manter juros elevados e garantir os lucros dos investidores internacionais ou aumentar os juros para mostrarf que tinha a força. Em fase de borrasca não tem domínio mínimo sobre os diversos desdobramentos da crise, definitivamente não é do ramo.

Lula precisa acordar enquanto é tempo. Menos pró-atividade, mais organização das informações e das ações. Monte-se uma Sala de Situação, uma Câmara de Combate à Crise, convoque Delfim Netto para tocar, reportando-se diretamente ao presidente.

O jogo ficou muito sério para deixar nas mãos de Henrique Meirelles a busca de respostas. Pelo menos que se coloque à frente do BC um funcionário de carreira com mais domínio sobre o tema. Um comandante do BC despreparado e vaidoso é tudo o que o país não precisa neste momento.



  Imprimir  Enviar para Amigo  Adicionar ao Rec6 Adicionar ao Ueba Adicionar ao Linkto Adicionar ao Dihitt Adicionar ao del.icio.us Adicionar ao Linkk Adicionar ao Digg Adicionar ao Link Loko  Adicionar ao Google Adicionar aos Bookmarks do Blogblogs 

« VOLTAR

Faça um comentário

XHTML: Você pode usar essas tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>