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Blog do Desemprego Zero

Crise financeira nos EUA (para entender as notícias)

Escrito por Imprensa, postado em 11 dEurope/London outubro dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Luís Nassif

1. Não dê muita atenção a entrevistas com economistas. Quem tem informações a dar são os operadores, os tesoureiros, os financistas especialistas em sistema financeiro. No tiroteio atual, modelos macro-econômicos não servem para nada.

2. Dentre os economistas, dê atenção aos que têm pensamento sistêmico e conhecimento histórico. Vale muito mais a visão de conjunto de Delfim Netto, Nakano. Quando ler um economista falando sobre inflação e Selic (Schwartsman) ou contas públicas (Velloso), pode passar batido: é falta do que falar, porque é falta de entender.

3. Conforme alertei no último post sobre “como entender”, o ponto central era a capitalização (isto é, a nacionalização) do sistema bancário mundial (particularmente EUA e Europa). Essa discussão já está vencida. Você precisa prestar atenção, agora, ao noticiário sobre o tamanho do rombo comparado com a capacidade dos Tesouros nacionais. Se o rombo for muito maior, a saída será emissão desenfreada e inflação mundial.

4. No caso brasileiro, o ponto imediato a ser analisado é a conversa que o BC terá com bancos e empresas que entraram na aventura do swap reverso. Se Henrique Meirelles fosse minimamente pró-ativo e responsável, em vez de ir aos EUA receber prêmios inexpressivos, estaria em reunião direta com esses atores, buscando saídas para o impasse. Na próxima semana, se não houver essa concatenação promovida pelo Banco Central, vão pipocar ações judiciais de empresas não querendo pagar e bancos sem recursos. E mais pólvora no noticiário.

5. Fique atento também aos leilões de dólares por parte do BC. Se começar a gastar as reservas por aí, trate você também de comprar dólares, porque o piloto sumiu.

6. Nos próximos dias, caso o BC não atue rapidamente, o travamento da liquidez começará a afetar as empresas da economia real. Haverá uma sucessão de notícias ruins. O papel do BC será o de garantir linhas de financiamento do comércio exterior e prover crédito direto para as empresas. Se se limitar a soltar o compulsório, não vai destravar o crédito. Dinheiro que cair no caixa do banco, o banco não passará para frente. Possivelmente, cairá lentamente a ficha das autoridades monetárias, que logo à frente acionarão os bancos públicos para prover essa liquidez.

7. No médio prazo, começará uma discussão forte sobre a necessidade ou não de centralização de câmbio. Se o crédito internacional não destravar, se o comércio internacional não se abrir, o rombo nas transações correntes obrigará o BC a atitudes defensivas drásticas. Os países que menos sofreram com a crise internacional, até agora, são aqueles com controles mais rígidos sobre o câmbio. Se o BC continuar permitindo essa volatilidade do câmbio, em dois tempos trará a crise internacional para cá.

8. O maior risco da economia é o amadorismo do BC. Prepare-se para acompanhar um coro de críticas cada vez maior à atuação do BC. É só analisar seus últimos passos. Ontem, em pleno tiroteio com a descoberta do “subprime” brasileiro, o BC promove uma reunião entre chefes de departamento e tesoureiros de instituições. Cadê a diretoria dente-de-leite?

9. Não embarque nessa discussão sobre redução de gastos públicos. Com o tamanho da crise, todo investimento privado será travado. Se o Estado não entrar aumentando seus gastos e seus investimentos, haverá uma recessão interna que fará a de 29 parecer refresco.



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