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Blog do Desemprego Zero

BOLHA NATIVA: Especulação gera “tombo” de US$ 30 a US$ 40 bi no Brasil

Escrito por Imprensa, postado em 21 dEurope/London outubro dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Valéria Amorim

Economistas ouvidos por Carta Maior (www.cartamaior.com.br) avaliam que cerca de 150 empresas brasileiras estão atoladas em dívidas da ordem de US$ 30 bilhões a US$ 40 bilhões, atingidas pela implosão de investimentos especulativos feitos sob a cortina de fumaça de seguro exportador – conforme antecipou Bernardo Kuscinski, nesta página, em sua análise sobre as repercussões da crise no Brasil.

Na realidade, essas empresas são protagonistas locais da mesma “ganância infecciosa”, termo usado por economistas para a febre especulativa que contaminou todo o planeta. Agora se vê que nenhum setor – empresas, bancos, fundos e mesmo pessoas físicas – escapou da compulsão em busca de resultados muito acima daqueles propiciados pela atividade produtiva. “É uma imposição da concorrência capitalista exacerbada pela desregulamentação dos mercados financeiros”, diz um dos economistas ouvidos por Carta Maior.

Significa que a jogatina dita o padrão de retorno dos investimentos no planeta. Dita também o ritmo de trabalho; a redução dos benefícios sociais; o grau de exploração da mão-de-obra (tomando por paradigma a nova fronteira da mais-valia planetária, a China). Os acionistas, por sua vez, exigem que as indústrias atinjam taxas de retorno equivalentes e em prazo competitivo com o padrão oferecido pelo cassino planetário. Caso contrário, acionam a fuga de capitais ou simplesmente desviam seus investimentos e excluem os retardatários de seu portfólio.

A versão brasileira da “ganância infecciosa” é pedagógica para se entender a mecânica do fenômeno, uma vez que arrastou mesmo os tops de linha do empresariado produtivo nacional.

Gigantes como a Sadia, do ex-ministro da Indústria e do Desenvolvimento, Fernando Furlan, e a Votorantim, do empresário Antonio Ermírio de Moraes, conhecido por sua defesa da produção contra o ganho fácil da atividade financeira, já admitiram prejuízos. No caso, são grupos grandes. Dispõem de reservas em caixa para absorver o baque em seus balanços. Não vão quebrar. O mesmo não se pode dizer de muitos – empresas e bancos de porte menor – que ainda permanecem na penumbra de uma teia de prazos vencidos, prejuízos crescentes, telefonemas e contatos ansiosos com credores e autoridades.

Exportadores em sua maioria, as empresas tomaram recursos no exterior em dólar, a juros baixos (0,5% no Japão, por exemplo) investindo em diferentes modalidades de arbitragem de juros, de modo obter ganhos graças à diferença propiciada por taxas reais superiores a 8% no mercado brasileiro (acima da inflação).

Por precaução – mas também por “ganância”- fizeram simultaneamente um hedge cambial, um seguro que supostamente as protegeria de oscilações na paridade entre o Real e o dólar na hora de saldar o empréstimo tomado lá fora. Na realidade era uma forma de ganhar nas duas pontas: com a diferença entre as taxas de juros e com a valorização do Real que anteviam como longa e inevitável, sem atentar para o risco de estouro da bolha mundial. Fé cega na auto-regulação dos mercados…

O silêncio dos exportadores

Agora se entende, dizem alguns economistas, o silêncio dos exportadores. Apesar da valorização absurda da moeda brasileira, nos últimos tempos baixou o tom das reclamações com a perda de competitividade nacional no exterior. O que era uma exceção disseminou-se: todos foram para o cassino. A perda de competitividade tornou-se mais que compensada pelo jogo especulativo que assumiu vida própria, libertando-se da motivação original (a busca de mecanismos de proteção para recursos captados na forma de adiantamentos de contratos de exportações, os chamadas ACCS).

Hipnotizados pela lucratividade fácil os jogadores erraram a aposta na evolução do câmbio e foram atropelados pelo timming da crise externa. O preço da ganância: US$ 30 bi a US$ 40 bilhões que estão sendo cobrados agora.

A corrida desabalada de algumas dessas empresas para adquirir dólar e zerar posições explica, em parte, a explosão das cotações da moeda norte-americana. A desmontagem de carteiras especulativas na Bovespa contribui, em certa medida também, para a derrocada das ações brasileiras. Este ano a Bovespa já se desvalorizou em mais de 50%.

Para muitos economistas enquanto não for resolvido o impasse que envolve empresas e bancos que mediaram a jogatina, a taxa de câmbio continuará a oscilar fortemente.

Esse efeito errático não prejudica apenas os protagonistas do cassino financeiro, razão pela qual há tensão na economia e urgência em se resolver o problema.

O comportamento errático do dólar impede fechamentos de contratos de importação de insumos para a atividade interna, além de dificultar o cálculo dos exportadores – afinal, quanto vale de fato o dólar? Ademais, tende a agravar o congelamento do crédito bancário e do crédito interbancário (que instituição vai emprestar a outra sem saber se ela foi ou não atingida pelo impasse da bolha nativa?). Por isso mesmo, na opinião de economistas, embora o registro das operações especulativas seja nebuloso – elas proliferaram no ambiente desregulado do sistema financeiro paralelo que interliga o planeta – seria necessário buscar uma saída urgente.

A opção mais rápida, cogita-se, seria de natureza política. O governo deveria convocar as partes envolvidas – bancos e empresas – e arbitrar uma taxa média de câmbio para zerar os contratos, dividindo o prejuízo entre os dois lados. A alternativa, pior, seria manter um gasto desmesurado de reservas para devolver a alguma estabilidade ao câmbio, enquanto a especulação e a incerteza crescem por conta da disseminação de boatos envolvendo vítimas e vencedores da roleta tupiniquim.



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