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Blog do Desemprego Zero

Archive for outubro 9th, 2008

O mito do colapso americano

Postado em 9 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Apesar da violência desta crise financeira, não deverá haver um vácuo nem uma ‘sucessão’ na liderança política e militar do sistema mundial. E, do ponto de vista econômico, o mais provável é que ocorra uma fusão financeira cada vez maior entre a China e os Estados Unidos.

José Luís Fiori

Artigo publicado originalmente no jornal Valor Econômico (08/10/2008)

“Como é meu intento escrever coisa útil para os que se interessarem, pareceu-me mais conveniente procurar a verdade pelo efeito das coisas, do que pelo que delas se possa imaginar” (N. Maquiavel, O Príncipe, 1513).

Na segunda feira, 6 de outubro de 2008, a crise financeira americana desembarcou na Europa, e repercutiu em todo mundo, de forma violenta. As principais Bolsas de Valor do mundo tiveram quedas expressivas, e governos e Bancos Centrais tiveram que intervir para manter a liquidez e o crédito de seus sistemas bancários. Neste momento, não cabem mais dúvidas: a crise financeira que começou pelo mercado imobiliário de alto risco dos EUA já se transformou numa crise profunda e global, destruiu uma quantidade fabulosa de riqueza, e deverá atingir de forma mais ou menos extensa, desigual e prolongada, a economia real dos EUA, e de todos os países do mundo.

Muitos bancos e empresas seguirão quebrando, nascerão rapidamente novas regras e instituições, e haverá nos próximos meses, uma gigantesca centralização do capital financeiro, sobretudo nos EUA e na Europa. Os bancos e organismos multinacionais seguem paralisados e impotentes e se aprofunda, por todo lado, a tendência à estatização de empresas, à regulação dos mercados, e ao aumento do protecionismo e do nacionalismo econômico.

De todos os pontos de vista, acabou a “era Tatcher/Reagan” e foi para o balaio da história o “modelo neoliberal” anglo-americano, junto com as idéias econômicas hegemônicas nos últimos 30 anos. Como contrapartida, mesmo sem fazer proselitismo explícito, deverá ganhar pontos, nos próximos meses e anos, em todas as latitudes, o “modelo chinês” nacional-estatista, centralizante e planejador.

No meio do tiroteio, é difícil de pensar. Talvez por isto, multiplicam-se, imprensa e na academia, os adjetivos, as exclamações e as profecias apocalípticas, anunciando o fim da supremacia mundial do dólar e do poder global dos EUA, ou, do próprio capitalismo americano. Na mesma hora em que os governos e investidores de todo mundo estão se refugiando no próprio dólar, e nos títulos do Tesouro americano, apesar de sua baixíssima rentabilidade, e apesar de que o epicentro da crise esteja nos EUA. E o que é mais interessante, é que são os governos dos estados que estariam ameaçando a supremacia americana, os primeiros a se refugiarem na moeda e nos títulos americanos. Para explicar este comportamento aparentemente paradoxal, é preciso deixar de lado as teorias econômicas convencionais sobre o “padrão ouro”e o “padrão-dólar”, e também, as teorias políticas convencionais sobre as crises e “sucessões hegemônicas”, dentro do sistema mundial. Leia o resto do artigo »

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‘O poder imensurável dos bancos e do capital acabou’

Postado em 9 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

“Economista alemão previu, em 2006, colapso da economia global até 2010. Para ele, Brasil está bem preparado”

Publicado em: O Globo
Por: Graça Magalhães-Ruether

BERLIM. Nas livrarias de Berlim, o best-seller hoje é um livro de 2006, “Der crash kommt” (“O crash vai chegar”), de Max Otte, da Universidade de Worms, na Alemanha, que prevê o colapso global da economia até 2010. Em entrevista exclusiva, o economista de 45 anos, que nos anos 90 foi aluno de doutorado de Ben Bernanke – o presidente do Federal Reserve, o Fed – afirma que o capitalismo como o conhecemos morreu. Em seu lugar virá uma economia regulamentada. Em sua opinião, o Brasil poderá ser afetado, mas está mais bem preparado que no passado.

No seu livro, o senhor adverte para os erros da economia americana e prevê a crise das hipotecas e a falência dos grandes bancos de investimento. Por que o governo dos EUA não agiu, se o perigo era conhecido?

MAX OTTE: Qualquer um podia ver, há cinco anos, o que havia de errado na economia dos EUA e na especulação global. Eu sou um professor da província e, embora tenha feito minhas advertências em livro, elas não foram registradas. Mesmo que um professor de Harvard tivesse advertido, ninguém teria ouvido. Enquanto os executivos lucravam milhões não tinham qualquer interesse em mudança. E o governo, que pregava o mercado livre, não queria interferir para não perder sua credibilidade de governo capitalista.

Quais foram os principais prenúncios da crise?

OTTE: Um deles podia ser visto nos anos 90: a explosão dos preços dos imóveis nos EUA, associada a um crédito descontrolado. Além disso, o setor especulativo da economia cresceu muito mais do que o produtivo. Em 2005, era possível ver que essa bolha especulativa romperia. Leia o resto do artigo »

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“Entupiu o sistema circulatório do capitalismo. É preciso agir rápido, antes que ocorra a trombose” (Maria da Conceição Tavares).

Postado em 9 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Em entrevista à Carta Maior, a economista Maria da Conceição Tavares fala sobre a crise. “As autoridades monetárias de todo o mundo têm que intervir rápido, antes que se forme a pior das bolhas, a de pânico, que é essa que está em curso”, adverte. Para ela, o Brasil tem algumas vantagens importantes para enfrentar a crise, entre elas a existência de três fortes bancos estatais e pelo menos três grandes empresas públicas de peso, salvas do ciclo de privatizações desfechado pelo governo anterior. Isso dá ao governo instrumentos para intervir fortemente no mercado.

Carta Maior

Decana dos economistas brasileiros, uma espécie de banco de reflexão de última instância ao qual se socorrem economistas quando o horizonte do mercado exibe mais interrogações que cifrões, a professora Maria da Conceição Tavares, 78 anos, quase não dormiu na noite de terça para quarta-feira. E voltou a fumar, muito, o que não deveria, por orientação médica. Motivo: os abalos seguidos nos alicerces do sistema capitalista norte-americano e seus efeitos sísmicos no mundo, inclusive no Brasil.

Conhecida pela rara capacidade de equilibrar razão e paixão – não necessariamente nessa ordem – , costuradas em frases contundentes e metáforas esmagadoras sobre os desafios da economia e do desenvolvimento, Conceição falou à Carta Maior sobre a crise em curso no sistema capitalista. A voz rouca e o cansaço de uma noite insone não impedirem que reafirmasse a reputação construída a partir de uma lucidez corajosa, que mesmo os adversários respeitam – e temem.

A seguir trechos de sua conversa com a Carta Maior:

“A questão central é que o crédito está congelado: entupiu o sistema circulatório do capitalismo. Sem crédito uma economia capitalista não funciona. Agora é torcer para que o entupimento não se transforme em trombose”.

“O Martin Wolf foi lento (NR: editor do Financial Times, conhecido pelas convicções neoliberais que, em artigo transcrito hoje pelos jornais brasileiros, pede um resgate estatal urgente, e amplo, do sistema bancário). Assim como ele, as autoridades norte-americanas também foram lentas. Demasiado lentas. Vão dizer que não sabiam o tamanho do estrago? Ignoravam a gravidade da bolha especulativa feita de hipotecas podres e derivativos, cuja soma vai além de US$ 6 trilhões, sem falar do resto? Como não sabiam? Eles são gente de Wall Street. São escolhidos entre os “piranhões” do mercado. Não podem dizer que não sabiam. O problema não é esse. O problema é que eles acreditam no mercado. Essa é a tragédia. Esperaram até o limite da irresponsabilidade para intervir. Aí perderam o controle e estão diante do pânico: ninguém empresta a ninguém, entupiu o sistema circulatório do capitalismo”. Leia o resto do artigo »

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O Rubicão de Lula

Postado em 9 dEurope/London outubro dEurope/London 2008

Luís Nassif

Não fora poucas as vezes que alertei aqui que o câmbio seria a desgraça do governo Lula, como foi no de FHC.

Lembro-me dois anos atrás, na reunião de fechamento do ano do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social), Lula se dirigindo aos grandes empresários presentes e ironizando. Dizia que eles reclamavam dos lucros dos bancos, mas as empresas do setor industrial tinham tido lucros até maiores. Não havia mais porque reclamar.

Parte dos lucros decorria do início do ciclo de alta das commodities. Mas parte relevante de operações artificiais, bancadas pelo Tesouro a um custo altíssimo. Só no ano passado o Banco Central transferiu mais de US$ 10 bilhões às grandes empresas através dessa imoralidade chamada “swap reverso”.

E parte devido a uma explosão mundial da liquidez, que permitia o crescimento exponencial do crédito e os IPOs no mercado.

Criou-se um mundo do faz-de-conta, em que o contribuinte pagava a conta de várias maneiras. O modelo exigia juros altos, para derrubar o câmbio. Pagava-se uma conta aí, na forma de cortes em gastos essenciais para bancar os juros. Depois, no câmbio apreciado, permitindo a invasão chinesa e tirando empregos. Criou-se um período de falsa bonança com a oferta global de crédito, que ajudou a driblar a crise – mas a conta veio agora. Finalmente no custo direto do tal “swap reverso”.

Na outra ponta, uma mídia com críticas preconceituosas, macartistas contra o governo, mas deixando passar em branco o grande erro que era cometido na política monetária, dando espaço a economistas incapazes de enxergar uma linha além da planilha que trouxeram pronta de seus cursos de graduação. Leia o resto do artigo »

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