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Blog do Desemprego Zero

Archive for setembro 28th, 2008

Reflexões crepusculares

Postado em 28 dEurope/London setembro dEurope/London 2008

RUBENS RICUPERO

Folha de S.Paulo (28/09/2008)

Para alguns, não há dúvida: este é o fim, ou o começo do fim do império americano; não tenho tanta certeza…

QUAL SERÁ o limite para que os custos de erros evitáveis do governo norte-americano provoquem processo irreversível de declínio dos Estados Unidos?

Três trilhões de dólares seriam o custo real da Guerra do Iraque, estima um livro de Joseph Stiglitz e Linda Birnes. O prejuízo ocasionado pela crise financeira pode chegar a mais de 30% do PIB (Produto Interno Bruto), entre US$ 3 trilhões e US$ 4 trilhões, segundo julgam certos analistas. Será possível que isso não passe de um piscar de olhos na alegre irresponsabilidade do país?

Pode-se discutir se essas são as cifras verdadeiras ou se parte do que se vai gastar para salvar o sistema financeiro não será recuperado. De qualquer forma, os números serão gigantescos e não representam mais do que uma pálida indicação das perdas humanas e morais: vidas sacrificadas, seres mutilados, esperanças desenganadas.

Para alguns, não há dúvida: este é o fim ou, ao menos, o começo do fim do império americano. Não tenho tanta certeza, pois vivi de perto episódio anterior, por alguns aspectos até mais grave do que o atual. Cheguei a Washington como conselheiro da Embaixada do Brasil em 1974, quando o processo de Watergate se encaminhava para seu inexorável desfecho. Em manhã de garoa cinzenta e triste, assisti ao discurso de renúncia de Nixon e confesso que me deixei tocar pela solene gravidade do momento.

Acompanhei pela TV as cenas dramáticas dos helicópteros partindo do terraço da Embaixada dos Estados Unidos, cachos humanos pendurados das rodas, enquanto as tropas do Vietcongue entravam em Saigon. A humilhação, a impotência, a frustração dos americanos eram patéticas: para que tinha servido o sacrifício de 55 mil de seus soldados e de 2 milhões de vietnamitas? Nem faltava o ingrediente econômico sob a forma dos choques do petróleo, a explosão de preços, as filas intermináveis nos postos de gasolina, a inflação, o abandono abrupto do sistema monetário do lastro ouro.

Comentei com meu chefe, o sempre pranteado embaixador Araujo Castro, que tudo aquilo me parecia um estrago irreparável no prestígio e no poderio dos Estados Unidos, a começar pela Ásia, onde tanto se temia o “efeito dominó” que se seguiria à derrota. “Engano seu”, disse-me o embaixador, “não se passará muito tempo antes que o Vietnã implore aos americanos a oportunidade de comerciar com eles.” Foi o que se deu. Os vietnamitas, que se converteram no mais recente e agressivo dos tigres asiáticos, assinaram com Washington um acordo duríssimo, no qual aceitaram tudo e algo mais, inclusive cláusulas ambientais e trabalhistas.

Explicou-me então sua teoria do “overdraft” ou “saque a descoberto”. “Como os indivíduos, os países têm limites diferentes para o que podem sacar a descoberto no banco da história. Para o Brasil, a margem em que pode errar sem conseqüências irreversíveis é estreita. O limite dos Estados Unidos é incomensurável.” Conto a conversa porque a imagem do “overdraft” se adapta às mil maravilhas a um colapso financeiro em que todo o mundo sacou o que não tinha. Daquela vez, deu certo: a crise levou ao poder Reagan, e todos conhecem o resto da história da recuperação do moral e do poder dos Estados Unidos. E agora, até quando os chineses, na euforia da Olimpíada, do saldo comercial e de sua estação espacial, deixarão que os americanos continuem a sacar das reservas deles para viver muito além dos próprios meios?

 

RUBENS RICUPERO, 71, diretor da Faculdade de Economia da Faap e do Instituto Fernand Braudel de São Paulo, foi secretário-geral da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento) e ministro da Fazenda (governo Itamar Franco).

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Anatomía de una crisis

Postado em 28 dEurope/London setembro dEurope/London 2008

by Barry Eichengreen

Texto em inglês

Salir de la debacle financiera en la que estamos inmersos actualmente requiere entender cómo caímos en ella en primer lugar. La causa fundamental, según personas como John McCain, fue la codicia y la corrupción en Wall Street. Aunque no soy nadie para negar la existencia de este tipo de motivos básicos, insistiría en que la crisis tiene sus raíces en decisiones políticas clave que se remontan a décadas atrás.

En Estados Unidos, hubo dos decisiones clave. La primera, en los años 1970, desreguló las comisiones que se les pagaban a los agentes de bolsa. La segunda, en los años 1990, eliminó las restricciones de la Ley Glass-Steagall a la combinación de banca comercial y banca de inversión. En los días de las comisiones fijas, los bancos de inversión podían llevar una vida confortable registrando operaciones de bolsa. La desregulación trajo aparejados competencia y menores márgenes. La eliminación de Glass-Steagall entonces les permitió a los bancos comerciales involucrarse en los otros cotos tradicionales de los bancos de inversión.

En respuesta, los bancos de inversión se lanzaron a nuevos negocios como la creación y distribución de complejos instrumentos derivados. Pidieron dinero prestado y lo pusieron a trabajar para sustentar su rentabilidad. Esto dio lugar a las primeras causas de la crisis: el modelo de creación y distribución de securitización y el uso extensivo del apalancamiento.

Es importante observar que estas fueron consecuencias no buscadas de decisiones políticas esencialmente sensatas. En igualdad de condiciones, la desregulación les permitió a los pequeños inversores comercializar acciones de manera más económica, lo que los volvió más ricos. Pero otras cosas no eran iguales. En particular, el hecho de que los bancos de inversión, que fueron lanzados a actividades más riesgosas por estos cambios de políticas, estuvieran completamente fuera de la red regulatoria fue una receta para el desastre.

De la misma manera, eliminar la Ley Glass-Steagall fue esencialmente sensato. Los conglomerados les permiten a las instituciones financieras diversificar sus negocios, y la asociación con bancos comerciales les permite a los bancos de inversión financiar sus operaciones utilizando depósitos relativamente estables en lugar de mercados de dinero volubles. Este modelo ha demostrado su viabilidad en Europa durante siglos y sus ventajas son evidentes en Estados Unidos, incluso ahora con la compra de Merrill Lynch por parte de Bank of America. Leia o resto do artigo »

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