Postado em 18 dEurope/London setembro dEurope/London 2008
Por Eduardo Simas
Mas uma vez me sinto no dever manifestar o meu pensamento sobre os ultimos acontecimentos passados aqui na Bolivia. Para começar quero lembrar a todos que esotu aqui como voluntario permanente do Movimento internacional ATD Quarto Mundo, que atua em muitos paises lutando junto com as pessoas que vivem na extrema pobreza para que tenham reconhecidas sua dignidade humana. Não estou envolvido em politicas partidarias, com governo ou oposição. Apenas faço uma leitura a partir de informações que certamente não chegam até aí.
Para começar asseguro a todos que estamos muito bem e que não existe qualquer previsão de que os disturbios possam chegar aqui a La Paz. La Paz, fica no ocidente, o altiplano boliviano que tem uma população conformada majoritariamente por pessoas de origem Aymara e Quechua. Desde a chegada dos espanhóis os povos e as terras do altiplano foram exploradas a exaustão sustentando toda a Bolivia e, durante pelo menos um século, todo o império espanhol. Na era republicana os indigenas continuaram sendo explorados e discriminados pelas classes dominantes, descendentes de europeus. Até a eleição de Evo Morales, uma pessoa com sobrenome indígena não podia entrar em uma univesridade ou aceder a um posto no exército (exemplos basicos). Em Sucre (capital constitucional e um dos focos de disturbios) alguns restaurantes proibiam explicitamente a entrada de indigenas (continuam fazendo isso na prática).
O Oriente, cuja principal cidade é Santa Cruz começou a desenvolver-se com mais força a partir da década de 70 num modelo de latifundios agrícolas baseado na exploração e dominação dos povos indígenas dessa região (as maiores populações são de guaranís e chiquitanos). Até hoje são recorrentes os casos de trabalho escravos nesses latifundios. Leia o resto do artigo »
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Postado em 18 dEurope/London setembro dEurope/London 2008
Entrevista com Michael Hudson
Fonte: Agência Carta Maior
Alguns trechos selecionados:
“A explicação mais rápida para o fato dos Democratas não terem tributado a riqueza está no poder dos lobistas, mercenários de interesses particulares, e no poder dos think tanks, contratados por eles para promover uma teoria econômica lixo. A maior parte da riqueza é obtida, hoje, por meio de privilégios fiscais especiais, e o setor financeiro é o maior contribuinte das campanhas políticas, seguido pelo setor dos bens imobiliários. Os Democratas têm suas bases, tradicionalmente, nas grandes cidades. E, como disse Thorstein Veblen, em Absentee Ownership, a política urbana é, substancialmente, um projeto de promoção dos bens imobiliários. (…) o preço que a economia dos EUA tem que pagar, em seu conjunto, por ter sucumbido a um processo de financeirização e privatização completamente disfuncional. A idéia de que uma economia que vai mal pode curar-se por si mesma faz parte da ideologia hostil ao trabalho do FMI e da propaganda da Escola de Chicago”.
“A lição que se pode tirar disso é que a fortaleza econômica consiste na capacidade de criar crédito que alimente o crescimento econômico. Mas o setor bancário privatizado está, neste mesmo momento, destruindo essa fortaleza nos EUA. Em vez de criar crédito para financiar a formação de capital, o que faz o sistema bancário são empréstimos destinados a salvar a nefasta piramidalização financeira. (…) uma causa importante de que a poupança vá parar nesses bancos é que as leis tributárias tornam mais rentável esse endividamento do que o investimento em capital industrial. O sistema tributário formou um mercado em que compensa mais especular do que investir na formação de novos meios de produção. O setor financeiro foi desregulamentado, segundo a lógica de que o que gera mais dinheiro é sempre o mais eficiente. O produto que estão vendendo os bancos é dívida, e ajuda a tomar o controle de empresas, ajuda as fusões e aquisições. O crédito é um produto cuja criação sai praticamente de graça”.
“Em 1985, havia nos EUA apenas 13 bilionários. Agora há mais de 1.000. Em 2005, somaram-se 227.000 novos milionários. Um relatório mostrou que a riqueza de todos os milionários norte-americanos juntos chegava a 30 trilhões de dólares, mais do que a soma do PIB da China, Japão, Brasil e a União Européia. Os ricos criaram agora sua própria economia para satisfazer suas necessidades, em uma época em que os aumentos de salário do trabalhador médio só consegue acompanhar a inflação e em que 36 milhões de seres humanos vivem, nos EUA, abaixo da linha de pobreza.”
“O problema é que o sistema econômico como tal está falido. Ou seja, que vamos voltar ao começo desta entrevista: o que vai ser necessário é uma alternativa para a teoria econômica pós-clássica dos Chicago Boys e seus amiguinhos, os lobistas financeiros”.
Íntegra da entrevista: Leia o resto do artigo »
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Postado em 18 dEurope/London setembro dEurope/London 2008
Thomas Palley
The U.S. financial system is caught in a destructive liquidation trap that has falling asset prices cause financial distress, in turn compelling further asset sales and price declines. If unaddressed, it risks sending the economy into deep recession – or even depression.
Current conditions are the result of bursting of the house price bubble and the end of two decades of financial exuberance. That exuberance was fostered by a cocktail of forces.
First, economic policy replaced wages and productive investment as the engines of growth with debt and asset inflation. Second, greed and free market ideology combined to promote excessive risk-taking and restrain regulators. This was encouraged by audacious claims that mathematical economic models mapped reality and priced uncertainty, making old-fashioned precautions redundant.
Recognition of the scale of financial folly has created a rush for liquidity. This is causing huge losses, triggering margin calls and downgrades that cause more selling, damage confidence, and further squeeze credit. That is the paradox of deleveraging. One firm can, but the system as a whole cannot.
Having failed to prevent the bubble, regulatory policy is now amplifying its deflation. One reason is mark-to-market accounting rules that force companies to take losses as prices fall. A second reason is rigid capital standards.
Application of mark-to-market rules in an environment of asset price volatility can create a vicious cycle of accounting losses that drive further price declines and losses. Meanwhile, capital standards require firms to raise more capital when they suffer losses. That compels them to raise money in the midst of a liquidity squeeze, resulting in fresh equity sales that cause further asset price declines.
Bad debts will have to be written down, but it is better to write them down in orderly fashion rather than through panicked deleveraging that pulls down good assets too. Leia o resto do artigo »
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