Resumo Diário – 04/08/2008
Escrito por Imprensa, postado em 4 dEurope/London agosto dEurope/London 2008
MANCHETES dos principais veículos de notícias do Brasil e do mundo

*Por Katia Alves e Luciana Sergeiro
Economia
A disputa pelo controle de sete municípios fluminenses da Bacia de Campos, beneficiados pelos royalties do petróleo, leva a campanhas milionárias. Os candidatos a prefeito dessas cidades, onde vivem 570 mil eleitores, estimam um gasto total de R$42 milhões – R$2 milhões a mais do que a previsão no município do Rio, com 6 milhões de eleitores.
O Globo: Royalties turbinam campanhas
O Brasil pode estar fadado a limitar seu crescimento econômico no longo prazo a até 4%, por causa da dicotomia entre as políticas fiscal e monetária. Enquanto os gastos públicos com aumentos salariais para o funcionalismo, reajustes reais para o salário mínimo e para o Bolsa Família injetam na economia combustível que mantém a demanda aquecida, o Banco Central eleva a taxa de juros para esfriar essa mesma demanda. O custo pode ser traduzido em arrefecimento da atividade em proporções maiores do que poderia ser se houvesse mais contribuição do governo em relação a corte de gastos.
Gazeta Mercantil: Ajuste fiscal de má qualidade pode limitar crescimento a 4%
Planejamento conclui, depois de oito meses, o mapa indicando onde estão os trabalhadores terceirizados que serão trocados por pessoal concursado até 2010. Em 2008, 10,2 mil vagas devem ser autorizadas
Correio Braziliense: A distribuição dos irregulares
A nova secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira, 57, diz em sua primeira entrevista no cargo que considera necessário aumentar o número de alíquotas do Imposto de Renda das pessoas físicas. Hoje existem duas: 15% e 27,5%. O aumento do número de alíquotas sempre foi defendido pelo PT, mas encontrava resistência de Jorge Rachid, demitido na quinta-feira.
Folha de S. Paulo: Nova secretária da receita quer maior número de alíquotas no IR
Política
Um dos principais programas sociais do governo Lula, com alto potencial de capitalização por parte dos prefeitos no interior do país, o Luz para Todos teve calendário de inauguração de obras direcionado a municípios administrados pelo PT desde 2004, quando foi criado pela então ministra de Minas e Energia e hoje chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Folha de S. Paulo: Luz para Todos é direcionado a cidades do PT e de aliados
O ex-governador Geraldo Alckmin admitiu ontem que até agora, a 62 dias da eleição, não concluiu o programa de governo. “Faremos isso até o próximo dia 19.” Mas o candidato oficial tucano antecipou pontos do programa de segurança: “Embora o policiamento da cidade seja atribuição do Estado, atuaremos em conjunto, implantando câmeras de vídeo nos cruzamentos, para evitar assaltos; fecharemos ferros-velhos e desmanches, para desestimular roubo de carro; e contrataremos guardas civis metropolitanos”.
Folha de S. Paulo: Alckmin diz que suas propostas saem até dia 19
Os militares decidiram dar o troco ao ministro da Justiça, Tarso Genro, por causa da audiência pública convocada por ele na semana passada para debater a punição de “agentes do Estado” que tenham praticado tortura, assassinatos e violações dos direitos humanos durante o regime militar. Revoltados com o que consideram “conduta revanchista” do ministro, oficiais da reserva, com o apoio de comandantes da ativa, patrocinarão uma espécie de anti-seminário no Clube Militar do Rio de Janeiro, na próxima quinta.
O Estado de S. Paulo: Militares reagem a Tarso e criticam “passado terrorista” do governo Lula
Internacional
Principais parceiros do Mercosul, Brasil e Argentina tentam recuperar sua relação depois do desgaste provocado pelas divergências em torno das fracassadas negociações da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou ontem em Buenos Aires e recebeu, na embaixada brasileira, a presidente Cristina Kirchner e seu marido, o ex-presidente Néstor Kirchner, para um jantar.
Correio Braziliense: Reatando os laços
Nas seis recessões dos Estados Unidos desde 1970, a produtividade do trabalhador, ou a produção por hora, cresceu meros 0,8%, em média. Mas, desde o fim do ano passado, mesmo com a fraqueza econômica, estima-se que a produtividade tenha crescido uma média anualizada de 2,5%.
Valor Econômico: Produtividade torna-se uma ‘faca de dois gumes’ nos EUA
O cenário de instabilidade política continuará na Bolívia qualquer que seja o resultado do referendo a ser realizado pelo governo no próximo domingo, analisa o ex-presidente boliviano Carlos Mesa. A consulta popular para confirmar o mandato do presidente, Evo Morales, de seu vice e de governadores não resolverá a questão de fundo da crise social do país: o debate sobre a Constituição e a reeleição do presidente, no qual governo e oposição não conseguem um entendimento. A crise institucional já surte efeitos na economia e os investidores, sem saber quem comandará o país no próximo mês, evitam aplicar recursos na Bolívia.
Valor Econômico:Constituição ainda é o maior fator da crise na Bolívia, diz ex-presidente
Desenvolvimento
O Banco do Brasil liberou sexta-feira R$ 1,433 bilhão em suas agências para serem aplicados este mês em operações de custeio no campo. O orçamento total da instituição voltado para esta modalidade no novo ciclo agrícola é de R$ 11,1 bilhões. Contrariando as afirmações da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o diretor de Agronegócio do BB, José Carlos Vaz, disse que a instituição emprestou em julho R$ 1,29 bilhão para custeio. Isso representa mais que o triplo dos R$ 380 milhões apurados em igual mês de 2007, disse em entrevista à Gazeta Mercantil.
Gazeta Mercantil: BB libera R$ 1,4 bi para custeio da safra
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, sexta-feira, que o Brasil irá “cumprir com suas obrigações” na área ambiental e criticou os países que não assumem a responsabilidade pela despoluição do planeta.
“Nem todo mundo cumpre com seu dever. O Protocolo de Kyoto está assinado há muito tempo e muitos países, que muitas vezes tentam dar lição, sequer assinaram o protocolo”, disse Lula ao discursar na cerimônia de assinatura, no Rio de Janeiro, do decreto que cria o Fundo Amazônia; do documento que revisa o Protocolo Verde; e do encaminhamento ao Congresso Nacional do projeto de lei sobre o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima.
Gazeta Mercantil:Lula assina decreto do Fundo Amazônia










