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Blog do Desemprego Zero

Por um mundo mais livre…

Escrito por heldojr, postado em 26 dEurope/London agosto dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

*Heldo Siqueira

O liberalismo, como concebido por alguns economistas, é representado pelo livre mercado, com mobilidade dos fatores de produção e eficiência na alocação de recursos. O cerne dessa argumentação reside na potência que a atuação individual, em sua natural busca pelo lucro, tem de lidar com a escassez. Do outro lado, o consumidor individual é o soberano que é o único ente que possui o direito natural de entender suas necessidades subjetivas utilizando seus recursos para satisfazê-las.

A questão complica-se se tentamos analisar esse ponto de vista em termos mais apurados. Afinal, se houver uma natureza imutável para cada ser humano, e ele responder da mesma forma sempre que lhe for dado o mesmo estímulo, o ser humano deixar de ter livre arbítrio. Se esse fosse o caso, seria tão inútil quanto desprezível fazer ciência, já que as decisões a serem tomadas corresponderiam à natureza humana, sem que o aprendizado pudesse modificá-la. Ou seja, para adotarmos o livre arbítrio como pressuposto (que é o caso dos liberais) é preciso que não haja natureza humana imutável (como uma mentalidade maximizadora utilitarista, por exemplo).

Mais que isso, as influências positivas ou negativas modificam o ser humano. Essa é a forma como os mercados operam. Na verdade, a eficiência das grandes marcas e das firmas bem sucedidas está justamente em influenciar as decisões das pessoas! Assim, pressupor que as empresas não podem influenciar os mercados, ao contrário de ser uma valorização do esforço individual, é desmerecer exatamente o que as grandes mentes do mundo dos negócios têm de melhor: sua influência.

Ao contrário de tudo isso, liberalismo significa que todos são aptos a tomar decisões e compreender se o que está vendo nos anúncios de TV é bom ou ruim. Significa que as pessoas não deveriam submeter suas condições mínimas de subsistência a trabalhos degradantes. Ou seja, educação, saúde, direito a transporte, segurança, são os principais instrumentos para um país onde o indivíduo possa realmente fazer opções livre de pressão ou influências erradas. O valor subjetivo desses ativos para o indivíduo não é mensurável em forma de receitas monetárias e, portanto, também não o é em forma de lucros. Assim, o Estado é o único (para não dizer o mais eficiente) agente na execução desses serviços. Logo, liberalismo não significa, nem pode significar diminuição da atuação estatal.

*Heldo Siqueira: gremista, economista graduado na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Trabalho na Assessoria de Planejamento do IDAF-ES (Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo). Meus Artigos



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11 Respostas para “Por um mundo mais livre…”

  1. Gustavo falou:

    Certamente!
    Mas ortodoxia econômica não é coisa séria.

  2. Hugo falou:

    Rapaz, isso é um desparate intelectual. Você nunca leu Buchanan, Hayek ou Friedman?

    Muito ruim o texto…

  3. heldojr falou:

    Hugo,

    respondendo a sua pergunta, o Buchanan eu nunca li. O Hayek me parece um carinha bem intencionado, mas a argumentação dele sobre o Estado é meio ingênua, quando ele diz que apenas o Estado aglomera pessoas capazes de influenciar as outras. Mas como ele falava mais do debate entre capitalismo (como liberalismo) e comunismo do que efetivamente de formas diferentes de capitalismo, acho que não é mais atual.

    Quanto ao Friedman, ele escreve coisas interessantes, mas nenhuma em contrário do que o que eu argumentei nesse texto(apesar de eu não concordar com muitas coisas ele fala, também).

    Por outro lado, como o ambiente é de discussão, acho interessante vc colocar os pontos que não gostou do texto. Isso contribuiria muito para o debate.

    Abraço

  4. Rodrigo L. Medeiros falou:

    Heldo

    Não compensa gastar muito tempo debatendo com os defensores da escola austríaca. Seus adeptos deveriam buscar se comportar racionalmente. No entanto, o que se observa é um comportamento ideológico em relação à ciência econômica. São intransigentes, alguns muito covardes nos refúgios garantidos pelos pseudônimos da internet, e buscam defender os interesses pecuniários estabelecidos de forma velada, supostamente científica.

    Em que país sério se aplica a escola austríaca e o equilíbrio involuntário à la Hayek? Não nos EUA, tampouco na União Européia e muito menos no Japão. Essa tríade é reponsável por 69% dos gastos globais em P&D. Esse blog vem citando exemplos e referências bibliográficas que desmontam qualquer argumentação ideológica da parte da idiotia neoliberal.

    Um abraço,

    Rodrigo

  5. Pseudônimo falou:

    “Ortodoxos não são sérios”
    “Ortodoxos não são racionais”
    “Ortodoxos são intransigentes”
    “Ortodoxos são covardes”
    “Ortodoxos fingem que fazem ciência quando estão defendendo interesses velados”
    “Ortodoxos são feios, bobos e chatos”

    Perdi alguma coisa? Ah: “ortodoxos trabalham com o pressuposto de que a natureza humana é imutável.” Essa é tão sem pé nem cabeça que ia me escapando.

    Em matéria de inventar estereótipos, vcs não têm par.

  6. heldojr falou:

    Geralmente, um pseudônimo é alguém inventa um nome para proteger a identidade. Mas porquê alguém esconderia a identidade de sua opinião? Se não é o caso de todos os ortodoxos, parece ser o caso de alguns. O que nesse contexto, não faz nenhuma diferença, afinal o texto fala sobre pessoas que entendem o liberalismo como liberdade econômica via mercado (chamar de ortodoxos ou heterodoxos não faz a mínima diferença).

    Mas o sentido do texto não é falar mal ou bem de liberais. É simplesmente trazer a discussão sobre educação, saúde e segurança pública como formas de libertação do indivíduo. E colocar a discussão se deve ser papel do Estado ou não.

    Abraços

  7. Pseudônimo falou:

    Rapaz, cada um tem seus motivos para usar ou não pseudônimos. Das duas, uma: ou proibam o uso de pseudônimos, ou não amolem quem usa. Ridículo é permitir e depois agredir quem usa (“covarde”, “defensor de interesses velados” bla bla bla).

    Gostaria muito de conhecer alguém que trata liberalismo como “liberdade econômica via mercado”. Nunca vi ninguém tão estúpido – e olha que de estúpidos, o mundo está cheio. Achar que essa é a mensagem de “Capitalismo e Liberdade” é, para dizer o mínimo, uma interpretação absurdamente distorcida. Daqui a pouco, vcs vão inventar que Friedman defendia a privatização da polícia e do exército.

  8. heldojr falou:

    Rapaz (ou rapariga… vai saber),

    quem está usando pseudônimo não sou eu. E também não estou agredindo ninguém… Só disse que não vejo nenhum motivo para alguém esconder a identidade quando dá sua opinião. Essa é minha opinião e não preciso escondê-la de vc (quem quer que seja). Se vc acha que não há desmerecimento da sua opinião por vc não querer mostrar sua identidade, há quem ache que há. E quem é vc dizer que opinião é correta?? Se esse for o caso, certamente vc não é alguém que defende as liberdades individuais…

    O texto não tem nenhuma referência a “capitalismo e liberdade”, mas nada impede de discutirmos textos clássicos aqui. Ninguém fez nenhuma referência a Friedman, mas talvez fosse bom que alguém fizesse. Acontece que ninguém vai chegar aqui e dizer que determinado argumento é correto simplesmente pq foi dito por um ou outro autor. Se vc acha que o texto tem algum erro de lógica, discutimos a lógica.

    O espaço é para debates.

    Abraço

  9. Rodrigo L. Medeiros falou:

    Heldo

    Como é que você espera debater seriamente com alguém que se esconde atrás de pseudônimos? Nós oferecemos espaços para que alguns agressivos adeptos dos pseudônimos escrevessem textos, porém jamais recebemos qualquer coisa que possa ser chamada de artigo dessa gente. Por que será?

    Eles não querem debater seriamente. Não há nenhuma crítica séria ao seu artigo, apenas o argumento de que você não leu autores da escola do equilíbrio involuntário. Autores muito propagados pela turma dos grandes interesses pecuniários estabelecidos. Não identifiquei nada sério, somente a galhofa da parte de quem se esconde covardemente atrás de pseudônimos. Apenas gostaria de destacar que o e-mail cadastrado no blog pelo “Pseudônimo” é neoliberalcovarde@fmi.org. Bem sugestivo.

    Um abraço,

    Rodrigo

  10. Leandro falou:

    Para o pseudônimo,

    pseudo dá impressão que você só quer bagunçar com os comentários, na minha opinião se não tiver algo construtivo para que haja crescimento das idéias pense um pouco melhor esfria a cabeça e faça um comentário melhor da próxima.
    E quanto ao liberalismo, na minha opinião deve ser extinto para sempre e o FHC faço votos que nem vereador volte a ser.

  11. Rodrigo L. Medeiros falou:

    Leandro

    Em ‘A formação das almas’ (Companhia das Letras, 1990), José Murilo de Carvalho descreve como certas idéias darwinistas buscaram legitimar estruturas de poder no Brasil. (Um texto bem atual.) Aquelas idéias supostamente libertárias foram construídas antes mesmo da queda do Império no âmbito de grupos oligárquicos estaduais.

    Os fundamentalistas da “mão invisível”, expressão não muito utilizada por Adam Smith, querem efetivamente ocultar as mediações políticas que ocorrem frequentemente nos sistemas econômicos. Eles alegam que o equilíbrio involuntário é mais eficiente para o jogo econômico. A soma das partes não é maior do que o todo num sistema. Basta um pouco de estudo para verificar que a mudança econômica é resultante de um processo marcado pela intencionalidade dos jogadores (cf. NORTH, D. Understanding the process of economic change. Princeton University Press, 2005). Trata-se de um processo onde ocorrem problemas de coordenação & organização, além do salutar acúmulo de experiências.

    Um ambiente socioeconômico com custo de transação igual a zero seria tão fantasioso como se deixar de considerar na Física a existência de atrito. O conceito de eficiência não é estático e tampouco independente do contexto.

    Cordialmente,

    Rodrigo

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