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Blog do Desemprego Zero

Archive for agosto, 2008

Despudoradamente, Dantas

Postado em 18 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Ana Paula Scinocca,

Publicado no O Estado de São Paulo

BRASÍLIA – A CPI dos Grampos, na Câmara, quer uma acareação entre o banqueiro Daniel Dantas e o ex-chefe do inquérito da Satiagraha, o delegado da Polícia Federal (PF), Protógenes Queiroz. O requerimento solicitando o confronto de versões dos dois foi protocolado nesta quinta-feira, 14, na secretaria da comissão, pelo deputado Raul Jungmann (PPS-PE). “Dantas fez acusações gravíssimas ao Protógenes e só tem um jeito de descobrirmos quem está falando a verdade. Temos que colocar um frente a frente do outro, defendeu Jungmann.

Comentário

Uma pessoa, ré em um inquérito, acusada de montar dossiês falsos, dá declarações em uma CPI sem apresentar uma prova sequer, e Jungman me sai com essa? Aonde se pretende chegar com esse jogo, Raul Jungman, Heráclito Fortes, Gilmar Mendes? É uma posição despudorada. Esse pessoal joga história, passado, convicções, tudo pelo ralo. E pior: sendo assistidos de camarote pela opinião pública.

O curioso nessa história é que revistas, parlamentares que faziam esse jogo de Dantas, usavam o álibi do anti-lulismo para cometer todas as atrocidades.Tudo era permitido desde que fosse para atingir Lula. Agora se tem uma oportunidade única: uma operação que está ameaçando pessoas próximas a Lula. De repente, os oposicionistas radicais recuam e se recusam a alimentar o ataque que pode atingir o governo.

O que tem em comum nas duas posições: no ataque inclemente contra Lula no primeiro tempo; no ataque pesado contra a operação que ameaça pessoas próximas a Lula, no segundo tempo? Simples: a defesa de Dantas.

Veja não perdoou nenhuma informação, da mais consistente à mais falsa, para atacar Lula. De repente, Páginas Amarelas com Gilberto Carvalho, ataques ao delegado que ameaça a República. Leia o resto do artigo »

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Ditadura mineira: o governo Aécio, a mordaça e o fechamento do Novo Jornal

Postado em 17 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Jefferson Milton Marinho do Blog do Jefferson Marinho

Já algum tempo fatos lamentáveis acontecem na república mineira do governador Aécio Neves (PSDB). Protegido por uma mídia submissa e remunerada por polpudos gastos com publicidade e patrocínio de estatais, o governo Aécio tem-se notabilizado não apenas pelo controle incontestável do Legislativo Estadual, bem como da Justiça, do Ministério Púbico Estadual e do Tribunal de Contas do Estado. Ou seja, está tudo dominado, a república mineira transformou-se de fato na ditadura do Aecinho. A oposição política está proibida nas terras mineiras.  A mordaça mineira está em plena atividade.

Antes de entrar no recente episódio do fechamento do Novo Jornal, o único a fazer oposição ao governo no Estado, é importante lembrar outros fatos igualmente preocupantes que ocorreram nas terras mineiras. O primeiro sinal do modo Aécio de governar foram o recorde de leis delegadas de seu governo. De um lado mostra o incontestável controle do governador mineiro sobre o Poder Legislativo, que abdica completamente do seu papel de legislar, por outro lado identifica o caráter pouco democrático de seu governo. O espaço para o contraditório e a discussão de propostas simplesmente é suprimido.

A justificativa para realizar as reformas de cunho liberal sem passar pelo crivo do Legislativo gira em torno de uma suposta morosidade daquele poder, enquanto que a gestão eficiente exigiria maior agilidade do administrador público. Tal discurso entra em choque com as constantes críticas do seu partido, inclusive do próprio Aécio Neves, a um suposto excesso de medidas provisórias pelo Executivo Federal. Estas últimas, ao contrário das primeiras, não suprimem o poder revisório do Legislativo. As reformas administrativas do governo Aécio no primeiro e segundo mandato foram feitas usando esse instrumento, num claro choque entre o discurso e a prática política. Leia o resto do artigo »

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PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DO DESENVOLVIMENTO E AS POLÍTICAS MACROECONÔMICAS

Postado em 17 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por João Sicsú

Resumo: Este artigo busca apresentar as bases de uma estratégia de desenvolvimento para o Brasil. Para tanto, parte de algumas premissas básicas. A primeira é a de que não haverá desenvolvimento sem mobilização social. A segunda é que o desenvolvimento é fruto do planejamento, no qual o Estado tem papel fundamental. Ademais, uma estratégia de desenvolvimento deve conter pelo menos três partes: a descrição do Brasil que queremos, a definição de uma política macroeconômica para atingi-lo, e um conjunto de políticas públicas para realizar objetivos sociais abrangentes. Por fim, o texto destaca algumas intervenções macroeconômicas necessárias para atingir os objetivos propostos: política monetária de juros baixos, política cambial de taxas competitivas e política fiscal de tipo keynesiana.

Leia na íntegra.

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Si busca crecimiento, gire a la izquierda

Postado em 17 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

by Joseph E. Stiglitz

Versão em inglês

Tanto la izquierda como la derecha dicen defender el crecimiento económico. ¿Esto quiere decir que los votantes que intentan decidirse entre ambas no tendrían más que pensar que se trata de algo así como elegir equipos de gestión alternativos?

¡Ojalá las cosas fueran tan fáciles! Parte del problema tiene que ver con el papel que juega la suerte. La economía de Estados Unidos estuvo bendecida en los años 1990 con precios bajos de la energía, un ritmo alto de innovación y la oferta cada vez mayor por parte de China de productos de alta calidad a precios cada vez más bajos. Todo esto se combinó para producir una inflación baja y un crecimiento rápido.

El presidente Clinton y el entonces presidente de la Reserva Federal de Estados Unidos, Alan Greenspan, merecen escaso crédito por todo esto -aunque, sin duda, la implementación de malas políticas podría haber complicado las cosas-. En cambio, los problemas a los que nos enfrentamos hoy -precios elevados de la energía y de los alimentos y un sistema financiero en crisis- fueron generados, en gran medida, por malas políticas.

Existen, por cierto, grandes diferencias en las estrategias de crecimiento, que tornan factibles diferentes resultados. La primera diferencia tiene que ver con cómo se concibe el crecimiento en sí. El crecimiento no es sólo cuestión de aumentar el PBI. Debe ser sostenible: un crecimiento basado en la degradación ambiental, una orgía de consumo financiado con endeudamiento o la explotación de recursos naturales escasos, sin reinvertir las ganancias, no es sostenible.

El crecimiento también debe ser inclusivo; al menos una mayoría de los ciudadanos deben resultar beneficiados. La economía por carácter transitivo no funciona: un aumento del PBI, en realidad, puede dejar a la mayoría de los ciudadanos peor parados. El reciente crecimiento de Estados Unidos no fue ni económicamente sustentable ni inclusivo. La mayoría de los norteamericanos hoy están peor que hace siete años.

Pero tiene que haber una ventaja relativa entre desigualdad y crecimiento. Los gobiernos pueden mejorar el crecimiento aumentando la inclusividad. El recurso más valioso de un país es su pueblo. De manera que es esencial asegurar que todos puedan vivir de la mejor manera posible, lo que requiere oportunidades de educación para todos.

Una economía moderna también requiere correr riesgos. Los individuos están más dispuestos a asumir riesgos si existe una buena red de contención. De lo contrario, los ciudadanos tal vez exijan protección de la competencia extranjera. La protección social es más eficiente que el proteccionismo.

El no promover la solidaridad social puede tener otros costos, entre los cuales no son menores los gastos sociales y privados necesarios para proteger la propiedad y encarcelar a los delincuentes. Se calcula que de aquí a unos años, Estados Unidos tendrá más gente trabajando en el negocio de la seguridad que en el sector de educación. Un año en la cárcel puede costar más que un año en Harvard. El costo que implica encarcelar a dos millones de norteamericanos -uno de los índices más altos en el mundo- debería considerarse como una deducción del PBI; sin embargo, se suma.

Una segunda diferencia importante entre la izquierda y la derecha tiene que ver con el papel del estado a la hora de promover el desarrollo. La izquierda entiende que el rol del gobierno en cuanto a proporcionar infraestructura y educación, desarrollar tecnología y hasta actuar como emprendedor es vital. El gobierno sentó las bases de Internet y las revoluciones biotecnológicas modernas. En el siglo XIX, la investigación en las universidades respaldadas por el gobierno de Estados Unidos sirvió de base para la revolución agrícola. El gobierno luego acercó estos avances a millones de granjeros norteamericanos. Los préstamos a pequeñas empresas han sido medulares en la creación no sólo de nuevas empresas, sino de nuevas industrias en su totalidad.

La diferencia final puede parecer extraña: la izquierda ahora entiende los mercados y el papel que pueden y deberían desempeñar en la economía. La derecha, especialmente en Estados Unidos, no. La Nueva Derecha, estereotipada por la administración Bush-Cheney, es realmente corporativismo del viejo bajo un nuevo disfraz.

No son libertarios. Creen en un estado fuerte con poderes ejecutivos robustos, pero un estado utilizado en defensa de intereses establecidos, que le brinda escasa atención a los principios del mercado. La lista de ejemplos es larga, pero incluye subsidios a grandes granjas corporativas, aranceles para proteger a la industria del acero y, más recientemente, los mega-rescates de Bear Stearns, Fannie Mae y Freddie Mac. Pero la inconsistencia entre retórica y realidad es de larga data: el proteccionismo se expandió durante el gobierno de Reagan, incluso a través de la imposición de las llamadas restricciones voluntarias a las exportaciones de autos japoneses.

Por el contrario, la nueva izquierda intenta hacer que los  mercados funcionen. Los mercados sin trabas no funcionan bien por cuenta propia -una conclusión reforzada por la actual debacle financiera-. Los defensores de los mercados a veces admiten que fallan, incluso de manera desastrosa, pero sostienen que los mercados se “autocorrigen”. Durante la Gran Depresión, se escuchaban argumentos similares: el gobierno no necesitaba hacer nada, porque los mercados, a la larga , llevarían a la economía de nuevo al pleno empleo. Pero, como dijo John Maynard Keynes, a la larga todos estamos muertos.

Los mercados no se autocorrigen en un margen de tiempo relevante. Ningún gobierno puede mantenerse ocioso mientras un país cae en la recesión o la depresión, incluso cuando éstas estuvieran causadas por la ambición excesiva de los banqueros o el error por parte de los mercados de seguridad y las agencias de calificación a la hora de evaluar los riesgos. Pero si los gobiernos van a pagar las cuentas de hospital de la economía, deben actuar de manera tal que la hospitalización no resulte tan necesaria. El mantra de desregulación de la derecha era lisa y llanamente un error, y ahora estamos pagando el precio. Y el precio -en términos de pérdida de producción- será alto, superando quizá los 1,5 billones de dólares sólo en Estados Unidos.

La derecha suele rastrear su origen intelectual hasta Adam Smith, pero mientras que Smith reconocía el poder de los mercados, también reconocía sus límites. Incluso en su época, las empresas pensaban que podían incrementar más fácilmente las ganancias si conspiraban para que aumentaran los precios que si elaboraban productos innovadores de manera más eficiente. Hacen falta leyes antimonopólicas sólidas.

Es fácil ser el anfitrión de una fiesta. Por el momento, todos se sienten bien. Promover el crecimiento sostenible es mucho más difícil. Hoy, a diferencia de la derecha, la izquierda tiene una agenda coherente que no sólo ofrece mayor crecimiento, sino también justicia social. Para los votantes, la elección debería ser sencilla.

 

Joseph E. Stiglitz, profesor en la Universidad de Columbia, recibió el premio Nobel de Economía en 2001.

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Pesquisas do IBOPE para a disputa eleitoral das capitais

Postado em 16 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Do Blog do Jefferson Marinho

As pesquisas do IBOPE divulgadas nesta sexta-feira foram encomendadas pela TV Globo e pelo Jornal O Estado de São Paulo. Vejam os resultados:

Marta Suplicy (PT) dispara em São Paulo

A candidata Marta Suplicy (PT) disparou na disputa pela prefeitura paulistana, atingindo 41% das intenções de voto, um crescimento de 7% em relação à ultima pesquisa IBOPE. Geraldo Alckmin (PSDB) teve queda de 5% percentuais, passando de 31% para 26%. Gilberto Kassab (DEM) ficou com 8%, contra 10% da pesquisa anterior. Paulo Maluf (PP) com 9% ficou estável. Soninha (PPS) ficou com 2% e Ivan Valente (PSol), com 1%. Outros candidatos não atingiram 1% de intenções de votos. 

A pesquisa mostra ainda simulações para o segundo turno em que Marta venceria o pleito em todos os cenários. Contra Kassab, a petista aparece com 55% contra 30% do prefeito. Contra Alckmin, a petista venceria com 47% das intenções de voto contra 42% do tucano. Na hipótese de segundo turno entre Alckmin e Kassab, o tucano venceria com 57% contra 20%.

A pesquisa também pesquisou o índice de rejeição dos candidatos. O candidato com maior índice de rejeição é Paulo Maluf (PP), com 50% que declaram que não votariam nele “de jeito nenhum”. Em segundo lugar, encontram-se empatados a candidata Marta Suplicy (PT) com 27% de rejeição, mesmo índice do prefeito Gilberto Kassab (DEM). O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin apresenta o menor índice de rejeição: 11% disseram não que não votariam nele. Ressalte-se, nesse caso, queda na rejeição de Marta e de Alckmin, enquanto a de Kassab permanece estável.

Jô Moraes (PC do B) lidera em Belo Horizonte

A candidata Jô Moraes (PC do B) oscilou positivamente 1% em relação à última pesquisa e aparece com 18% das intenções de voto, liderando a corrida pela sucessão da prefeitura de Belo Horizonte. Em segundo aparece Leonardo Quintão (PMDB), que perdeu 4% pontos percentuais, passando de 14% para 10% das intenções de voto. Tecnicamente empatado com ele encontra-se Márcio Lacerda (PSB), candidato da aliança Pimentel-Aécio, com 9% das intenções de voto, um ponto acima da última pesquisa. Vanessa Portugal (PSTU), oscilou um ponto para cima e chegou a 5%, Sérgio Miranda (PDT) permanece estável em 3%, Gustavo Valadares (DEM), também ficou estável com 2%, e André (PT do B) ficou com 1%. Jorge Periquito (PRTB) não pontuou.

O prestígio político do governador Aécio Neves (PSDB) e do prefeito Fernando Pimentel (PT) ainda não foram suficientes para alavancar a candidatura de Márcio Lacerda (PSB). O chamado fenômeno de transferência de votos na eleição de Belo Horizonte ainda não apresentou o resultado esperado. Todavia, Lacerda foi beneficiado pela queda de 4% de Leonardo Quintão (PMDB), e agora está tecnicamente empatado com ele.

A eleição continua completamente indefinida, um crescimento de 7 pontos no número de eleitores indecisos ou que preferiram não opinar. Na pesquisa espontânea, nada menos que 58% dos eleitores – 54% na última pesquisa – não sabem em quem votar, ou que preferem não opinar. Os votos brancos e nulos ficaram em 19%, quatro abaixo da última pesquisa. O elevado percentual de indefinição na eleição de Belo Horizonte favorece o candidato Márcio Lacerda (PSB), que tem ampla vantagem de tempo de horário eleitoral gratuito em relação a seus concorrentes, ainda pouco conhecido do eleitor do município.

A indefinição do eleitor de Belo Horizonte também aparece no índice de rejeição, que tem grande número de indecisos: 43% dos eleitores afirmaram que não sabem em qual nome deixariam de votar. Nas simulações para o segundo turno, Jô Moraes (PC do B) venceria Leonardo Quintão (PMDB), por 31% a 18%, e Márcio Lacerda (PSB), por 31% a 16%.

Marcelo Crivella (PRB) amplia vantagem no Rio

O candidato Marcelo Crivella (PRB) subiu 5 pontos e ampliou sua liderança, passando de 23% para 28% das intenções de voto. O candidato Eduardo Paes (PMDB) subiu 4 pontos e tem agora 12%, tecnicamente empato com a Jandira Feghali (PC do B), que oscilou negativamente 3 pontos e aparece com 11%. Solange Amaral (DEM) ficou com 6%, Fernando Gabeira (PV) e Chico Alencar (PSol) têm 4%. Alessandro Molon (PT), Eduardo Serra (PCB), Felipe Pereira (PSC) e Paulo Ramos (PDT) aparecem todos com 1% das intenções de votos. Os outros candidatos não chegaram a pontuar na pesquisa. Leia o resto do artigo »

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A SEMANA A LIMPO

Postado em 15 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Léo Nunes – Paris

 

 

Brasil

 

Nas eleições de São Paulo, Alckmin continua lutando contra os rebeldes vereadores do seu partido, que insistem em apoiar o “demo” Gilberto Kassab na corrida pela prefeitura de São Paulo. Serra se mantém aparentemente distante da disputa interna, mas nos bastidores articula para que sua ala não apóie Alckmin. A divisão continua favorecendo a candidata petista Marta Suplicy.

 

Economia

 

A zona do euro registrou, no segundo trimestre, sua primeira retração desde a criação da moeda européia. Isto pode ser um claro sinal de que um período recessivo pode estar a vista. Tal fato pode afetar o Brasil na medida em que a Europa é maior importadora de alimentos do mundo. A queda de 0,2% do PIB pode levar a autoridade monetária européia a relaxar sua política monetária.

 

Internacional

 

As tropas russas ainda mantêm o controle de quatro cidades da Geórgia. A ofensiva da Rússia teve início na semana passada, quando a Geórgia tentou retomar o controle da Ossétia do Sul. A resposta russa veio em poucas horas. Provavelmente, a Geórgia, aliada dos EUA na região, tomou tal medida com o apoio da Casa Branca. O Cáucaso é uma região muito importante devido à existência de recursos estratégicos. Rússia e EUA disputam a hegemonia na região.

 

Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa, escreve neste espaço às segundas, quartas e sextas-feiras.  Meus Artigos

 

 

Clique aqui para ler nosso manifesto.

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Keynes e a conjuntura: breves comentários

Postado em 15 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Rodrigo L. Medeiros*

Há muitos anos atrás John Maynard Keynes escreveu: “Os dois principais defeitos da sociedade em que vivemos são sua incapacidade para proporcionar o pleno emprego e a sua arbitrária e desigual distribuição da riqueza e das rendas” (Teoria geral. Cap. 24, I). Keynes não atacou a inconseqüente degradação do meio ambiente causada pela fúria industrialista, pois isso alargaria o escopo de sua obra clássica. As prioridades de seu tempo eram outras.

Keynes revolucionou a ciência econômica então estabelecida ao descrever como um sistema econômico poderia operar abaixo do pleno emprego dos fatores de produção e quais as suas conseqüências sociopolíticas para os sistemas democráticos. Estado e mercado, assim como havia descrito Adam Smith, eram complementares no processo de desenvolvimento das nações. Keynes demonstrou também como a teoria neoclássica estabelecida nas crenças dos seus adeptos mais ortodoxos negava a possibilidade do desemprego involuntário. Oferta e demanda encontravam periodicamente os seus pontos de equilíbrio abaixo do pleno emprego do fator trabalho.

Onde estariam as causas desse fenômeno? Keynes detectou nas expectativas dos agentes econômicos elementos psicológicos capazes de influenciar o nível dos investimentos produtivos numa economia. Em situações de grandes incertezas quanto à demanda por bens e serviços, a preferência pela liquidez era exercida com freqüência. Recursos financeiros acabavam sendo drenados da economia real para as aplicações financeiras. Os investimentos produtivos, medidos pela formação bruta de capital fixo, eram travados e a ociosidade dos fatores de produção tornava-se uma realidade crônica. Leia o resto do artigo »

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O fenômeno da transferência de votos e a eleição para a prefeitura de Belo Horizonte

Postado em 14 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Jefferson Milton Marinho do Blog do Jefferson Marinho

Há um mito em torno da idéia de transferência de votos por lideranças políticas cuja discussão está em voga nesse momento. Uma razão para que o tema esteja na moda é a sucessão de Lula em 2010. Com o quadro atual, o governo Lula ostentando altos índices de aprovação, o PT sem candidato natural e o principal partido de oposição com dois fortes postulantes – Aécio e Serra -, a expectativa é que Lula possa eleger seu sucessor com base em sua incrível capacidade de transferência de votos. O fato de ser uma liderança política carismática reforça essa crença. Dessa forma, mesmo possuindo bons candidatos, a oposição ao governo Lula poderia morrer na praia, vendo Lula eleger um aliado para sucedê-lo. Um teste atual para a força do fenômeno da transferência de votos acontece na eleição para a prefeitura de Belo Horizonte, em que duas figuras políticas de peso – Aécio Neves (PSDB) e Fernando Pimentel (PT) -, com administrações bem avaliadas, tentam eleger um candidato-poste para a prefeitura do município. Havendo êxito na empreitada, estaria comprovado o tal fenômeno da transferência de votos.

Todavia, o que realmente importa para o eleitor é saber se o candidato representa a continuidade administrativa ou a mudança. Como tendência geral, o eleitor deseja continuidade de governos bem avaliados. De outro lado, se o mandatário tem alto índice de rejeição, a tendência é que a eleição seja dominada pelo desejo de mudança. No primeiro caso, o candidato governista tem ampla vantagem. No segundo, a vitória eleitoral é uma tarefa bem mais tranqüila para a oposição. Somente circunstâncias muito especiais podem alterar esse quadro. Essa tendência do eleitorado pode ser verificada na maioria das eleições (seja municipal, estadual ou federal), sendo uma regra. Os casos excepcionais são a exceção que confirmam a regra. Em 2010, caso o governo Lula obtenha os índices de avaliação obtidos hoje, é natural que o eleitor deseje continuidade administrativa. Uma candidatura de oposição – Serra ou Aécio – para ter sucesso deverá preservar o governo Lula, inclusive adotando algumas de suas bandeiras – isto é, dialogar com o eleitorado de Lula. Um candidato do governo terá maior facilidade de associar-se ao governo Lula, e é uma vantagem que não pode ser menosprezada. Porém, o desejo de continuidade não pode ser confundido com transferência de votos. Leia o resto do artigo »

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