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Blog do Desemprego Zero

Archive for agosto, 2008

Foco na OMC resulta de pressões do agronegócio e de imposições eleitorais

Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Reinaldo Gonçalves

Fonte: CORREIO DA CIDADANIA – 04-Ago-2008

Resoluções tiradas de Doha podem ter sido consideradas um fracasso para o governo brasileiro, mas foram uma vitória para o povo do nosso país.

A derrota da estratégia do Itamaraty nas negociações no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) significa vitória para países que têm estratégias mais abrangentes e inteligentes. O fracasso do governo Lula também implica vitória para o Brasil.  

Poucos dias antes do fracasso da reunião da OMC, o ministro das Relações Exteriores do Brasil acusou os representantes dos países desenvolvidos de algo que tem sido prática recorrente do governo Lula em geral e do Itamaraty em particular: uma mentira contada muitas vezes acaba sendo aceita como verdade. Esta frase expressa a essência da política exterior do governo Lula. Muitos ainda acreditam que esta política defende os interesses nacionais. Mentira pura. Tomemos o caso das negociações internacionais de bens no âmbito da OMC.  

O principal foco da estratégia brasileira era a eliminação dos subsídios concedidos nos países desenvolvidos para a produção local de alimentos. Não resta dúvida que, caso isto ocorresse, as grandes empresas do agronegócio no Brasil aumentariam suas exportações e, portanto, os lucros destas empresas seriam ainda mais elevados. Entretanto, há outros fatos que implicam sérias perdas para o país.  

A eliminação dos subsídios agrícolas causará aumento dos preços internacionais e, portanto, maior pressão inflacionária em escala global. Este fenômeno é grave no atual contexto de inflação crescente que resulta da elevação dos preços do petróleo e dos alimentos. A inflação internacional repercute no Brasil visto que os produtores brasileiros de commodities também elevam seus preços no mercado doméstico. Portanto, o trabalhador brasileiro perde, via maior inflação, com a eliminação dos subsídios agrícolas nos Estados Unidos e na Europa. E, ademais, como corretamente temem os governos de outros países, a elevação dos preços internacionais de alimentos aumentará a fome e a miséria no mundo. Não é por outra razão que muitos países em desenvolvimento não apóiam a posição brasileira.  

A eliminação dos subsídios terá como contrapartida a redução das tarifas dos produtos industriais. Portanto, a competição será maior e cairão os preços dos manufaturados. Por um lado, os consumidores brasileiros se beneficiarão; por outro, haverá redução de renda e emprego na indústria doméstica. A perda de competitividade e produção na indústria brasileira tende a ser generalizada. Assim, os preços de exportação dos produtos agrícolas aumentam, porém os preços de exportação dos produtos industriais brasileiros caem ainda mais. O resultado líquido é a perda de renda real para o país via termos de troca.  

Estudos mostram que as negociações na OMC geram ganhos modestos. No caso do Brasil, o ganho líquido seria muito pequeno: entre US$ 251 milhões e US$ 1,1 bilhão. Para quem acha que isto é muito dinheiro vale lembrar que o maior banco privado brasileiro teve lucro líquido de US$ 4,7 bilhões em 2007. No caso brasileiro os ganhos estariam concentrados na grande propriedade agrícola. Trabalhadores, de modo geral, teriam perda de renda. O capital produtivo na indústria também perderia renda. Para ilustrar, considerando as negociações no setor agrícola, estima-se que haveria aumento de 13,3% do lucro do agronegócio e redução de 0,20% do salário da mão-de-obra qualificada.  

Sob pressão do agronegócio e tendo em vista o financiamento das campanhas eleitorais, o governo Lula tem como foco das negociações na OMC a eliminação dos subsídios agrícolas. Cabe lembrar que o setor primário-exportador aumentou sua contribuição para o financiamento da campanha eleitoral de Lula de 2,9% em 2002 para 10,4% em 2006. Não há dúvida que o foco estreito da política exterior é bom para o agronegócio e para o governo Lula, mas é mentira que seja boa para o Brasil. Ainda bem que Lula foi derrotado em Genebra. Cabe agradecer à China, Índia e Argentina e outros países que não foram capturados por grupos de interesses retrógrados, que têm políticas exteriores conseqüentes e estão em plenas trajetórias de desenvolvimento.

Reinaldo Gonçalves é professor titular de Economia Internacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

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O perigoso isolamento da agricultura

Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

*Por Katia Alves

Segundo Rubens Ricupero, a saída é diversificar e não jogar tudo na agricultura. O que depende, por sua vez, de câmbio melhor, juros menores. E que  a mais inquietante lição do fracasso de Genebra foi a revelação de como são poucos os interessados na genuína liberalização do comércio agrícola e que as dificuldades serão ainda maiores em âmbito bilateral ou regional.

Por Rubens Ricupero

Publicado na Folha

A MAIS inquietante lição do fracasso de Genebra foi a revelação de como são poucos os interessados na genuína liberalização do comércio agrícola. O segundo ensinamento é que as dificuldades serão ainda maiores em âmbito bilateral ou regional, não existindo alternativa satisfatória para fórum de 153 países como a OMC (Organização Mundial do Comércio).

A soma dessas duas parcelas é que economias como a brasileira, cujas vantagens comparativas se concentram em pequeno número de produtos agrícolas, terão opções cada vez mais limitadas para sua estratégia comercial.  Nada ilustra melhor essas verdades do que o impasse responsável pelo fiasco final. De um lado, os EUA, cuja posição só pode ser qualificada de cínica: querem manter o dobro dos subsídios efetivamente utilizados e, ao mesmo tempo, obrigar os asiáticos a abrirem os mercados para produção subvencionada e desleal, que liquidará a agricultura interna.

Do outro lado, a Índia e a China. 

Tomam carona na abertura dos demais a suas manufaturas e seus serviços para serem os campeões mundiais do crescimento. Nem por isso abrem o mercado agrícola até para “aliados” como o Brasil, que já se abriram à indústria chinesa e aos serviços indianos e não usam subsídios. Leia o resto do artigo »

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Governo lança ação contra queimada

Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

*Por Katia Alves

Para evitar incêndios nos meses de seca, Ministério do Meio Ambiente vai combater uso do fogo no campo. A medida mais importante para evitar incêndios será o treinamento e a contratação de mil brigadistas – moradores das próprias cidades que atuarão na prevenção e no combate ao fogo.

 Os 32 municípios incluídos no plano de queimadas ficam no Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima. Os brigadistas começarão a ser treinados a partir de 15 de agosto e, depois de uma semana de aprendizagem, trabalharão em ações educativas e de combate aos incêndios.

Publicado no O Estado de S. Paulo   

Por Luciana Nunes Leal

Com a proximidade do período mais crítico de seca nas regiões Norte e Centro-Oeste, o Ministério do Meio Ambiente editará nos próximos dias uma portaria com ações para o combate a queimadas em 32 municípios da Amazônia Legal. A medida mais importante para evitar incêndios será o treinamento e a contratação de mil brigadistas – moradores das próprias cidades que atuarão na prevenção e no combate ao fogo.

A iniciativa faz parte das propostas para redução do desmatamento que vêm sendo colocadas em prática desde janeiro, quando o governo divulgou uma lista dos 36 municípios que mais destroem a floresta.

Os 32 municípios incluídos no plano de queimadas ficam no Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima. “Fizemos uma avaliação técnica com imagens de satélite dos últimos três anos e escolhemos os municípios mais críticos em relação às queimadas. Nesses lugares não havia ação específica contra os incêndios e passará a haver”, diz o coordenador do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), Leia o resto do artigo »

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Bancos criam novos mecanismos para se especular em commodities

Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Publicado no Valor

Enquanto o governo americano tenta pôr um controle na especulação de commodities, Wall Street cria novas maneiras de trazer mais dinheiro ao mercado.

Em maio, o Credit Suisse Group e o Deutsche Bank AG começaram a oferecer investimentos em minério de ferro. Cerca de 1 bilhão de toneladas de minério de ferro são extraídas por ano, mas o metal não é negociado numa bolsa de futuros. Por isso tem sido praticamente impossível para os especuladores apostar em movimentos de preço.

Os bancos de investimento foram inundados com interesse em contratos de minério de ferro, que funcionam como uma espécie de futuro. Em apenas dois meses, os investidores assumiram posições cujo valor nocional (ou do total de ativos que os contratos representam) supera US$ 500 milhões – cerca de 2,7 milhões de toneladas -, o que faz deste um dos maiores mercados de commodities a surgir quase da noite para o dia. Leia o resto do artigo »

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‘Dependência de importações chinesas é volta ao passado’

Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

*Por Katia Alves

Gilberto Dupas, presidente do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais, em entrevista ao Globo, afirma que o fiasco da Rodada de Doha mostra um novo desenho mundial, no qual o Brasil está voltando ao passado por se especializar na exportação de commodities, em particular para a China.

Por Danielle Nogueira

Publicado originalmente no O Globo 

O Itamaraty agiu corretamente em Genebra ao aceitar a proposta da OMC, contrariando a Argentina?

GILBERTO DUPAS: Há vários enfoques para enquadrar a estratégia brasileira. O primeiro é o papel de protagonista que o Brasil quer ter no cenário internacional no sentido da governança global, quer dizer, do encontro de soluções. O que o Brasil fez na OMC foi buscar o consenso, para além dos seus interesses. Dentro dessa perspectiva, diria que a estratégia foi bem-sucedida, pois mostrou que a interlocução do Brasil buscava uma saída possível, não uma aliança radical com o G-20. O segundo é relativo a seus interesses no Mercosul. O Brasil sabia que, se o acordo saísse, ele posaria bem na foto global, mas teria de acertar contas com a Argentina. Quando um país quer se tornar mais protagonista, tem mais riscos de desgaste. Mas me parece que esse desgaste não foi tanto.

A divisão do mundo em dois blocos (Norte e Sul) ainda faz sentido?

DUPAS: Essa divisão maniqueísta entre Norte e Sul é cada vez mais difícil. O exemplo paradigmático é a China. O que me preocupa é que se acentua nos últimos anos uma situação curiosa: grandes países da periferia que se beneficiaram do aquecimento global por conta do mercado chinês viraram especialistas em exportação de commodities. Leia o resto do artigo »

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Boletim Semanal do Blog do Desemprego Zero

Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

n.19, ano 1 – 30/07/2008 a 05/082008

Destaques da Semana no Blog

1. Economia

Semana Reveladora

Alguém duvida da desindustrialização brasileira

Com esse câmbio não há acordo que nos salve

2. Política

Dossiê Daniel Dantas

O que Gil deixará

Sob o domínio do mal

3. Internacional

Avanço do PIB dos EUA é menor que o esperado no 2º trimestre

Chomsky analisa o escândalo da guerra do Iraque

O novo comércio mundial

4. Desenvolvimento

Juros altos e concentração do desenvolvimento

Imposto sobre riqueza permitiria reduzir ICMS, PIS, COFINS

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Sob o domínio do mal

Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Beatriz Diniz

Conforme assinala o artigo abaixo, a implantação da convergência digital no Brasil é alvo de disputa que envolve política e poder econômico. As organizações Globo simplesmente monopoliza os meios de comunicação através da força e apoio político que possui. Isso acaba ocasionando a limitação da população no acesso a internet, TV e telefonia por serem estes de custo muito alto para a realidade brasileira. Como a Globo controla 78% do mercado audiovisual temos uma média de valores em torno de 100 reais para produtos que poderiam custar pelo menos 30, segundo aponta o artigo.

Essa é uma briga que ainda vai dar muito o que falar, afinal a democratização do acesso a cultura e a informação siginifica diretamente perder o controle da opinião nacional.

Fonte: Carta Capital

Está indefinido o confronto em torno do Projeto de Lei 29, que trata da implantação da convergência digital no Brasil. É um choque travado, por ora, na Comissão de Comunicações da Câmara. De um lado, o Sistema Globo. Do outro, as empresas de telecomunicações, juntamente com a Record, a Bandeirantes e o Grupo Abril (TVA).

O confronto é duro. Se as telefônicas têm um poder econômico infinitamente maior, a Globo tem um poder político mais forte, entranhado no Congresso desde os tempos do regime militar, quando a emissora apoiava os generais. Leia o resto do artigo »

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Entrevista – Amir Khair / Especialista em finanças públicas

Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

De acordo com o especialista em finanças públicas Amir Khair, ex-secretário de Fazenda do Município de São Paulo, o Banco Central (BC) pratica há mais de uma década uma política antidesenvolvimentista. Khair frisa que, além da redução das despesas com juros, o caminho para o desenvolvimento sustentado e inclusivo passa por uma alteração radical no sistema tributário, que é altamente regressivo no Brasil.

“Segundo o Global Stability Report, do FMI, a riqueza mundial atingiu em agosto de 2007 US$ 190 trilhões e o PIB, US$ 48 trilhões, ou seja, a riqueza é de quatro vezes o PIB. Como o Brasil apresenta há décadas uma das piores distribuições de renda do mundo, é provável que essa relação seja superior. Assim, uma alíquota média de 1% aplicada sobre o valor dos bens poderá permitir uma arrecadação superior a 4% do PIB. Esse valor supera o conjunto de tributos indiretos: IPI, PIS, ISS, Cide e Imposto de Importação e equivale à Cofins”, compara o economista, neste entrevista exclusiva ao MONITOR MERCANTIL. Leia o resto do artigo »

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