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	<title>Comentários sobre: Os limites do câmbio</title>
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		<title>Por: Rodrigo L. Medeiros</title>
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		<dc:creator>Rodrigo L. Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Aug 2008 12:35:06 +0000</pubDate>
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		<description>Há gente se beneficia pecuniariamente das recorrentes crises no balanço de pagamentos brasileiro. Provavelmente são as mesmas pessoas que defendem de forma intransigente a ultra-ortodoxia monetarista praticada pela diretoria do BCB. Elas são as adeptas do neoliberalismo, porém não gostam desse termo.

Vejamos um exemplo recente dos estragos que elas fizeram. Quando o FMI e o governo brasileiro gastaram aproximadamente 50 bilhões de dólares para manter o câmbio supervalorizado no fim de 1998, para onde foi o dinheiro? Segundo estimativas do próprio mercado financeiro, naquela crise cambial existiam, só nas Bahamas, mais de US$30 bilhões em contas de brasileiros. A liberalização da conta de capitais causou, por sua vez, uma evasão de US$139 bilhões entre 1996 e 1999, sem comprovação de origem. Não se pode deixar de observar que a dívida pública per capita brasileira aumentou de R$1.000,00 para R$5.300,00 entre 1995 e 2002. Está mais do que claro quem vem pagando a conta do jantar do rentier tupiniquim.

As políticas sociais compensatórias criam a ilusão de que a pobreza vem diminuindo no Brasil. Mudam-se as metodologias estatísticas, criam-se programas sociais dos tipos “educação continuada” ou &quot;bolsa família&quot; para turbinar o IDH e o Brasil “melhora”. Os defensores do status quo conseguem, dessa forma, driblar os debates necessários à construção de uma grande nação que o Brasil pode ser.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Há gente se beneficia pecuniariamente das recorrentes crises no balanço de pagamentos brasileiro. Provavelmente são as mesmas pessoas que defendem de forma intransigente a ultra-ortodoxia monetarista praticada pela diretoria do BCB. Elas são as adeptas do neoliberalismo, porém não gostam desse termo.</p>
<p>Vejamos um exemplo recente dos estragos que elas fizeram. Quando o FMI e o governo brasileiro gastaram aproximadamente 50 bilhões de dólares para manter o câmbio supervalorizado no fim de 1998, para onde foi o dinheiro? Segundo estimativas do próprio mercado financeiro, naquela crise cambial existiam, só nas Bahamas, mais de US$30 bilhões em contas de brasileiros. A liberalização da conta de capitais causou, por sua vez, uma evasão de US$139 bilhões entre 1996 e 1999, sem comprovação de origem. Não se pode deixar de observar que a dívida pública per capita brasileira aumentou de R$1.000,00 para R$5.300,00 entre 1995 e 2002. Está mais do que claro quem vem pagando a conta do jantar do rentier tupiniquim.</p>
<p>As políticas sociais compensatórias criam a ilusão de que a pobreza vem diminuindo no Brasil. Mudam-se as metodologias estatísticas, criam-se programas sociais dos tipos “educação continuada” ou &#8220;bolsa família&#8221; para turbinar o IDH e o Brasil “melhora”. Os defensores do status quo conseguem, dessa forma, driblar os debates necessários à construção de uma grande nação que o Brasil pode ser.</p>
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