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	<title>Comentários sobre: Keynes e a conjuntura: breves comentários</title>
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		<title>Por: Rodrigo L. Medeiros</title>
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		<dc:creator>Rodrigo L. Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Aug 2008 17:43:35 +0000</pubDate>
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		<description>O Banco Central do Brasil (BCB) é provavelmente o único que “sabe exatamente” como se formam as expectativas inflacionárias e como essas mesmas afetam a taxa de inflação. Ben Bernanke, ao discursar na abertura da 53ª Conferência Econômica Anual do Federal Reserve Bank de Boston, em 09 de junho último, disse que nem ele, nem o FED e tampouco os demais bancos centrais sabem como se formam as tais expectativas de inflação. 

Em uma enorme pesquisa junto aos empresários norte-americanos para tentar entender até que ponto eles se deixavam influenciar pelas “expectativas inflacionárias” para a precificação de seus produtos, a esmagadora maioria respondeu que não levava isso em consideração na formação de seus preços e nem sabia bem o que significa.

Maiores detalhes: http://desempregozero.org/2008/08/11/falta-um-pouco-de-humildade/</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O Banco Central do Brasil (BCB) é provavelmente o único que “sabe exatamente” como se formam as expectativas inflacionárias e como essas mesmas afetam a taxa de inflação. Ben Bernanke, ao discursar na abertura da 53ª Conferência Econômica Anual do Federal Reserve Bank de Boston, em 09 de junho último, disse que nem ele, nem o FED e tampouco os demais bancos centrais sabem como se formam as tais expectativas de inflação. </p>
<p>Em uma enorme pesquisa junto aos empresários norte-americanos para tentar entender até que ponto eles se deixavam influenciar pelas “expectativas inflacionárias” para a precificação de seus produtos, a esmagadora maioria respondeu que não levava isso em consideração na formação de seus preços e nem sabia bem o que significa.</p>
<p>Maiores detalhes: <a href="http://desempregozero.org/2008/08/11/falta-um-pouco-de-humildade/" rel="nofollow">http://desempregozero.org/2008/08/11/falta-um-pouco-de-humildade/</a></p>
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		<title>Por: heldojr</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/08/keynes-e-a-conjuntura-breves-comentarios/comment-page-1/#comment-2485</link>
		<dc:creator>heldojr</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Aug 2008 16:40:48 +0000</pubDate>
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		<description>Rodrigo,

pela minha interpretação, uma das principais modificações que Keynes introduziu no pensamento econômico foi o fato de demonstrar que as variáveis reais não são determinadas naturalmente. Pelo contrário, são construídas pela interação entre a organização privada, através dos investimentos, e o da orientação do gasto público. 

Portanto,  as expectativas dos agentes influenciam as variáveis reais (como oferta de insumos e demanda por seus produtos) e não simplesmente as variáveis monetárias (como querem nos empurrar os iluminados do BC). Essa idéia de que no longo prazo, um crescimento maior que a &quot;taxa natural&quot; (calculada sobre a base de estrutura de capital atual e não sobre uma eventual modificação na estrutura de capital) redunda em inflação, tem como corolário a suposição de que a determinação da estrutura de capital da economia é dada naturalmente. No contexto suposto, as expectativas não teriam o poder de influenciar as variáveis reais, a conclusão exatamente oposta à keynesiana.

Ou seja, são economistas que acham que conseguem prever a estrutura de capital brasileira (e a taxa de crescimento que essa suportaria) em um horizonte de tempo infinito. Trata-se de um misto de arrogância e burrice, incompatível com as virtudes necessárias para gestores públicos.

Abraço</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rodrigo,</p>
<p>pela minha interpretação, uma das principais modificações que Keynes introduziu no pensamento econômico foi o fato de demonstrar que as variáveis reais não são determinadas naturalmente. Pelo contrário, são construídas pela interação entre a organização privada, através dos investimentos, e o da orientação do gasto público. </p>
<p>Portanto,  as expectativas dos agentes influenciam as variáveis reais (como oferta de insumos e demanda por seus produtos) e não simplesmente as variáveis monetárias (como querem nos empurrar os iluminados do BC). Essa idéia de que no longo prazo, um crescimento maior que a &#8220;taxa natural&#8221; (calculada sobre a base de estrutura de capital atual e não sobre uma eventual modificação na estrutura de capital) redunda em inflação, tem como corolário a suposição de que a determinação da estrutura de capital da economia é dada naturalmente. No contexto suposto, as expectativas não teriam o poder de influenciar as variáveis reais, a conclusão exatamente oposta à keynesiana.</p>
<p>Ou seja, são economistas que acham que conseguem prever a estrutura de capital brasileira (e a taxa de crescimento que essa suportaria) em um horizonte de tempo infinito. Trata-se de um misto de arrogância e burrice, incompatível com as virtudes necessárias para gestores públicos.</p>
<p>Abraço</p>
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