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Blog do Desemprego Zero

‘Dependência de importações chinesas é volta ao passado’

Escrito por Katia Alves, postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

*Por Katia Alves

Gilberto Dupas, presidente do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais, em entrevista ao Globo, afirma que o fiasco da Rodada de Doha mostra um novo desenho mundial, no qual o Brasil está voltando ao passado por se especializar na exportação de commodities, em particular para a China.

Por Danielle Nogueira

Publicado originalmente no O Globo 

O Itamaraty agiu corretamente em Genebra ao aceitar a proposta da OMC, contrariando a Argentina?

GILBERTO DUPAS: Há vários enfoques para enquadrar a estratégia brasileira. O primeiro é o papel de protagonista que o Brasil quer ter no cenário internacional no sentido da governança global, quer dizer, do encontro de soluções. O que o Brasil fez na OMC foi buscar o consenso, para além dos seus interesses. Dentro dessa perspectiva, diria que a estratégia foi bem-sucedida, pois mostrou que a interlocução do Brasil buscava uma saída possível, não uma aliança radical com o G-20. O segundo é relativo a seus interesses no Mercosul. O Brasil sabia que, se o acordo saísse, ele posaria bem na foto global, mas teria de acertar contas com a Argentina. Quando um país quer se tornar mais protagonista, tem mais riscos de desgaste. Mas me parece que esse desgaste não foi tanto.

A divisão do mundo em dois blocos (Norte e Sul) ainda faz sentido?

DUPAS: Essa divisão maniqueísta entre Norte e Sul é cada vez mais difícil. O exemplo paradigmático é a China. O que me preocupa é que se acentua nos últimos anos uma situação curiosa: grandes países da periferia que se beneficiaram do aquecimento global por conta do mercado chinês viraram especialistas em exportação de commodities. Nós estamos fortemente incluídos nisso. Isso é uma questão muito relevante porque, à medida que esse processo acabou valorizando as moedas locais (porque se criaram reservas) e, com isso, complicando a consolidação de cadeias industriais, estamos acentuando a dependência dos importadores de commodities, quase uma volta ao passado.

Após o fiasco em Genebra, o que sobra da OMC?

DUPAS: O fracasso da Rodada de Doha põe o rei nu, mostra que a tese de que a abertura geral é boa para todos é uma contradição fundamental que está na origem da OMC. Está claro agora que o jogo de interesses e os efeitos do comércio mais ou menos protegido dependem do jogo de poder. Isso acentua esse pecado original da OMC. Em última análise, essas tensões fazem da OMC um lugar útil apenas por causa dos painéis de soluções de controvérsias, como no caso do algodão brasileiro.



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