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Blog do Desemprego Zero

Combate à inflação divide os países do Sudeste Asiático

Escrito por Katia Alves, postado em 6 dEurope/London agosto dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Por Katia Alves

Os governos e bancos centrais dos países do Sudeste Asiático divergem quanto às estratégias para conter os preços sem sufocar a economia. Um exemplo disso é o que vem ocorrendo na Tailândia, onde o ministro da Fazenda e o presidente do banco central divergem publicamente sobre o aumento da taxa de juros.

 Por James Hookway, The Wall Street Journal

 Publicado no Valor

 À medida que a inflação crescente e a desaceleração econômica atingem mais fundo os países do Sudeste Asiático, acostumados com expansão constante, os governos e bancos centrais da região divergem quanto às estratégias para conter os preços sem sufocar a economia.

 O confronto mais agudo acontece na Tailândia, onde o ministro da Fazenda e o presidente do banco central divergem publicamente sobre o aumento da taxa de juros. Para pressionar o banco central, o governo chegou a criar um painel de supervisão da política monetária do Banco da Tailândia.

 A tensão está aumentando em todos os lugares. No Vietnã, as autoridades monetárias do Banco do Estado do Vietnã se perguntam quando os líderes do partido comunista vão autorizar um aumento de juros suficiente para conter a inflação, que acumulou 27% nos 12 meses até julho. No mês passado o banco central da Malásia decidiu manter a taxa de juros inalterada, apesar de a inflação ter atingido o patamar mais alto em 27 anos. O grande vizinho do norte, a China, onde a crescente demanda por petróleo tem contribuído para pressões inflacionárias globais, também está amaciando sua retórica antiinflacionária à medida que os líderes em Pequim ficam mais sensíveis à desaceleração econômica.

 A raiz do debate é se a pressão inflacionária vem de fora, com os saltos no custo do petróleo e dos alimentos – no pressuposto de que o aumento da taxa de juros doméstica teria pouco impacto -, ou se taxas de juros maiores reduzirão os temores de empresários e consumidores de que os preços vão continuar subindo.

Essa é uma questão crucial nesta parte do mundo. Os países do Sudeste Asiático, que já foram um importante centro de manufatura de bens eletrônicos e têxteis, tornaram-se mais dependentes do consumo local à medida que seus habitantes se tornaram prósperos. Enquanto os preços das commodities ajudaram a impulsionar o consumo em países ricos em recursos naturais, como a Malásia e a Indonésia, juros altos podem reduzir os investimentos e inibir o consumo.

Os países que não agem agressivamente contra a inflação estão jogando na roleta em relação à maneira como os cidadãos vão reagir à espiral de preços, diz Frederic Neumann, economista do HSBC em Hong Kong. Enquanto a maior parte da pressão inflacionária vem do alto preço do petróleo, ela tem sido exacerbada pelas decisões de vários governos, recentemente, de eliminar os caros subsídios ao combustível. À medida que preços mais altos de combustíveis começam a afetar os custos de produtos locais, um número crescente de consumidores pode começar a cortar gastos. Isso se traduz em crescimento ainda mais lento.

Alguns governos fizeram da inflação seu alvo principal. O banco central das Filipinas aumentou a taxa de juros em 0,75 ponto porcentual desde junho, depois de levar algum tempo para reagir à alta de preços. O presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, também sinalizou que vai adotar uma política antiinflacionária mais dura, ao mesmo tempo em que o banco central vem elevando a taxa de juros desde maio.

Mas muitos políticos e alguns presidentes de bancos centrais da região – que viram seus países voltar a crescer depois da crise financeira asiática de 1997/98 – temem que colocar rédeas na economia para conter a inflação possa desestabilizar muito mais do que se os preços subirem.

As taxas de crescimento já estão caindo na maior parte do Sudeste Asiático. Membros do governo da Tailândia ainda esperam crescimento mais acelerado do PIB em relação aos relativamente magros 4,8% do ano passado, enquanto as Filipinas estimam crescimento do PIB entre 5,7% e 6,6% este ano, contra 7,1% no ano passado. A expectativa da Malásia é de expansão entre 4,6% e 5,4% este ano, contra os 6,3% do ano passado O presidente do banco central da Malásia, Zeti Akthar Aziz, disse no mês passado que estava pesando cuidadosamente o impacto dos juros mais altos sobre o crescimento, antes de finalmente decidir mantê-los inalterados.

Alguns países, especialmente o Vietnã, têm relutado em aumentar os juros, com receio de provocar a valorização exagerada de suas moedas. O intuito de neutralizar o custo de importação de combustíveis poderia tornar as exportações mais caras que as dos países concorrentes.

A perplexidade das políticas pode ser mais bem ilustrada com o exemplo da Tailândia, país onde a crise financeira do fim dos anos 90 começou e onde a disputa entre os dirigentes do banco central e os políticos populistas está enervando os investidores.

A presidente do Banco da Tailândia, Tarisa Watanagase, uma funcionária de 32 anos de experiência em política monetária, está determinada a manter os juros altos para combater a inflação, que acumulou 9,2% nos 12 meses até julho, ante 2,3% em todo o ano passado. Em julho, ela aumentou a taxa de juros pela primeira vez em dois anos e sinalizou que novos aumentos virão. Segundo ela, o fracasso em reduzir as expectativas de inflação pode levar a maiores altas de preços porque as empresas repassam a alta de custos aos consumidores.

Mas o governo do país, eleito em dezembro, pensa diferente. Liderado por aliados do bilionário populista Thaksin Shinawatra, primeiro-ministro deposto pelo golpe militar de 2006, o novo governante quer adotar a mesma política expansionista e de crédito fácil para revitalizar a economia tailandesa.

Em julho, o governo anunciou um pacote de US$ 1,4 bilhão em cortes de impostos e subsídios a combustíveis para manter alto o nível de consumo. O ministro da Fazenda, Surapong Suebwonglee, também criticou a agenda antiinflacionária. E o gabinete tailandês nomeou, na semana passada, um novo painel com nomes indicados pelo governo para supervisionar o Banco da Tailândia, numa ameaça à independência da autoridade monetária.



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