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Blog do Desemprego Zero

Com ajuste fiscal, país tenta conter agravamento da crise

Escrito por Katia Alves, postado em 13 dEurope/London agosto dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Por Katia Alves

O governo argentino deu início a um ajuste fiscal para compensar a perda de arrecadação e fazer frente ao pagamento dos juros da dívida. Os ajustes anunciados até agora não convenceram o mercado financeiro, que desde o início de agosto vem fugindo dos títulos da dívida argentina, jogando para baixo as cotações.

As duas maiores agências internacionais de risco de crédito, Moody´s e Standard and Poor´s, ameaçaram revisar para baixo a nota da Argentina.

E veja também entrevista com o principal articulador da oposição dentro do Partido Justicialista o ex-presidente Eduardo Duhalde (2001-2002). Por meio de seu Movimento Produtivo Argentino (MPA), organização que ele criou para “formar lideranças” (ao menos segundo os estatutos), Duhalde vem reunindo todos os peronistas dissidentes do que se convencionou chamar “kirchnerismo”. Como parte de suas articulações, o ex-presidente tem visitado o Brasil com alguma freqüência e tido audiências com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem se diz admirador.

Por Janes Rocha

Publicado originalmente no Valor

Após a derrota no Congresso, em julho, da tentativa de aprovação de um aumento dos tributos sobre a exportação de grãos, o governo argentino deu início a um ajuste fiscal para compensar a perda de arrecadação e fazer frente ao pagamento dos juros da dívida. O bilionário esquema de subsídios que sustenta a política econômica argentina há seis anos, que começou a ser desarmado em janeiro com um reajuste nas tarifas de transportes públicos, terá uma redução estimada em US$ 100 milhões com um reajuste de energia elétrica entre 10% e 30%, anunciado há dez dias. Ambos, transportes e energia, estavam com preços congelados desde 2003.

Também estão sendo cortados repasses às províncias e novos aumentos de tarifas estão para ser anunciados. Para este ano, os compromissos com a dívida no valor de US$ 8 bilhões estão equacionados. Mas há grande incerteza sobre como a Argentina vai arrumar os US$ 16 bilhões que vencem em 2009.

Os ajustes anunciados até agora não convenceram o mercado financeiro, que desde o início de agosto vem fugindo dos títulos da dívida argentina, jogando para baixo as cotações. Há uma cobrança cada vez maior sobre o governo, não só do mercado, mas de quase todos os economistas e analistas independentes e também da oposição, por conta da falta de uma política de controle da inflação e da suspensão das negociações para o pagamento da dívida com o Clube de Paris.

Na semana passada, as duas maiores agências internacionais de risco de crédito, Moody´s e Standard and Poor´s, ameaçaram revisar para baixo a nota da Argentina. Com isso, as cotações dos títulos da dívida externa mais negociados, o Discount em pesos e o Boden 12 (vencimento em 2012), desabaram.

O título Discount caiu 3,7% na sexta-feira e o Boden 12 caiu 2,07%. No ano, o Discount acumula baixa de 17% e o Boden 12, de 16,8% . Os papéis da dívida argentina já vinham caindo fortemente há vários dias, desde que o Ministério da Economia do país confirmou a venda de títulos Boden 15 (vencimento em 2015) para a Venezuela, no valor de US$ 1 bilhão.

Por esse empréstimo contraído com a Venezuela, a Argentina vai pagar 14,88% ao ano, acima dos 12,9% comprometidos em igual emissão ao país vizinho feita em maio. É ainda o dobro do que a Venezuela cobrava para lançar o Bônus do Sul, um papel de rendimento composto entre os TICC venezuelanos e os Boden 12 e 15 da Argentina. Nas primeiras emissões do Bônus do Sul, em 2006, os Boden 12 pagavam 5,49% flutuantes e os Boden 15, uma taxa de 7%, fixa.

A Venezuela tem sido o único, entre os poucos países “amigos” da Argentina, a financiar o governo do casal Néstor e Cristina Kirchner. Desde 2006, quando começou a comprar papéis argentinos, o presidente Hugo Chávez já autorizou a compra de US$ 7,4 bilhões em títulos. É uma ajuda mais que bem-vinda, já que a Argentina perdeu o acesso ao crédito internacional desde o calote (“default”) da dívida externa, na crise de 2002. O clima no mercado azedou quando analistas começaram a questionar: se Chávez, que é um “amigo”, cobra uma taxa tão alta, o que cobraria o mercado se a Argentina pudesse voltar a ter crédito?

A presidente Cristina Kirchner está preocupada com a reação dos mercados e ontem, após reunião com seu ministro da Economia e o presidente do Banco Central argentino, autorizou o BC a recomprar títulos da dívida externa em pesos e em dólares a partir desta segunda-feira. O objetivo é dar “um forte sinal aos mercados quanto ao cumprimento das obrigações financeiras”, informou a agência oficial de notícias Telam no início da noite.

“O problema é a inflação alta, que começa a gerar pressões fiscais, com salários e aposentadorias, e a queda da arrecadação por conta da baixa no ritmo de crescimento econômico”, explica o economista David Mermelstein, da Consultoria Econviews. Além disso, lembra Mermelstein, há um fator novo no horizonte que pode comprometer a arrecadação do estado argentino, que é a queda dos preços das commodities no mercado internacional.

Duhalde faz oposição, mas diz que apóia Cristina

De Buenos Aires

O Partido Justicialista (PJ), maior e mais importante da Argentina e um dos maiores da América do Sul, com 1,4 milhão de filiados, passa por uma reorganização de forças como resultado da crise política causada pela disputa entre o governo argentino e os ruralistas.

Expressão do movimento peronista (do ex-presidente Juan Domingo Perón), até um mês atrás o PJ estava dominado por aliados do ex-presidente Néstor Kirchner, que desde maio comanda o partido por acordo de lideranças. Com a derrota do governo contra os ruralistas, o Partido Justicialista está se dividindo em dois grupos, um pró e um contra Néstor e sua esposa, a presidente Cristina Kirchner.

Segundo o sociólogo e analista político, Torcuato Di Tella, a divisão do PJ é parte de uma tendência ao bipartidarismo, em que as posições de esquerda e de direita vão ficando cada vez mais evidentes no país. Já o historiador Luis Alberto Romero acha que a Argentina está em “plena fase de transição” política, na qual antigos “caciques” peronistas voltam a “levantar a cabeça” para impor limites ao poder dos Kirchner e formar uma frente de oposição com vistas às eleições legislativas do ano que vem.

O principal articulador da oposição dentro do PJ é o ex-presidente Eduardo Duhalde (2001-2002). Por meio de seu Movimento Produtivo Argentino (MPA), organização que ele criou para “formar lideranças” (ao menos segundo os estatutos), Duhalde vem reunindo todos os peronistas dissidentes do que se convencionou chamar “kirchnerismo”. Como parte de suas articulações, o ex-presidente tem visitado o Brasil com alguma freqüência e tido audiências com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem se diz admirador. Na terça-feira, 29 de julho, no movimentado escritório MPA, na Praça do Congresso em Buenos Aires, o ex-presidente deu esta entrevista:

Valor: O sr. esteve recentemente com o presidente Lula. Do que falaram? Como é sua relação com ele?

Eduardo Duhalde: Minha relação com Lula começou há muitos anos, quando eu não entendia português nem ele entendia espanhol. Foi quando eu era presidente e ele vinha para cá antes de ser presidente (durante a campanha Lula visitou duas ou três vezes a Argentina). Depois, quando estive na presidência do Mercosul, tivemos um contato muito próximo. É um homem de muito equilíbrio, de espírito democrático e que, apesar de divergências com outros partidos, tem um trato muito respeitoso com todos. É o que garante o equilíbrio na América do Sul.

Valor: Sobre o que falaram?

Duhalde: Com Lula eu sempre defendi que a Argentina tivesse uma estrutura de desenvolvimento parecida com a do Brasil, com a diferença de que o Brasil, creio que desde a gestão Getúlio (Vargas), sempre teve governos mais ou menos com foco na produção. Nós, infelizmente, não tivemos isso.

Valor: Quantas vezes vocês já estiveram reunidos?

Duhalde: Duas ou três vezes. Mas, quando vou ao Brasil, me encontro não só com ele. Visito o Ministério do Planejamento e a área social, que me interessa muito. Estive há 20 dias vendo a realidade do Nordeste, que mudou muito (em junho ele visitou o interior da Bahia).

Valor: Por que o sr. está interessado em programas de governo? O sr. é candidato a presidente?

Duhalde Não. Sou um argentino que esteve no governo e que quer o melhor para seu país. Tudo o que eu possa aportar em idéias vou aportar.

Valor: O sr. foi apontado como alguém que está organizando um grupo de peronistas que se distanciaram do governo. Por que está organizando este grupo?

Duhalde: Estou interessado em que dentro do meu partido (PJ) haja outra linha, que não seja um partido em uma só direção. Quero que haja disputas internas, que distintas maneiras de pensar possam participar das eleições. Há muito descontentamento em amplos setores do justicialismo com este presidente (Néstor Kirchner) e ano que vem haverá eleições para deputados e senadores. Quero juntar aqueles que têm uma visão distinta deste governo quanto às relações nacionais e internacionais.

Valor: Depois de tudo o que aconteceu este ano, como a disputa com o campo e a derrota do projeto das retenções, como fica o cenário político argentino de agora adiante? O partido mais importante está dividido. Como ficam as outras forças políticas como os radicais (filiados à União Cívica Radical, UCR, histórico opositor ao peronismo)?

Duhalde: Eu espero que o radicalismo se recupere. Os países precisam de partidos-alternativa para que haja mudanças. Até agora, não houve. Na última eleição, meu partido se dividiu em três porque não tivemos tempo de nos preparar para as eleições. Agora, achamos que deve ser um partido único.

Valor: Como resultado da disputa com o campo, o governo perdeu grande parte da base de apoio no Congresso e entre governadores e prefeitos. Como fica a governabilidade da presidente Cristina?

Duhalde: O justicialismo tem a característica de que sempre apóia a governabilidade, sobretudo se quem está no comando é um justicialista, como é o caso. Por mais divergências internas que tenhamos, vamos apoiar a governabilidade e a presidente vai cumprir seu mandato.

Valor: Os justicialistas do Congresso vão apoiá-la?

Duhalde: Sim. De cada dez projetos que ela envie ao congresso, nove com certeza (seriam aprovados). Haverá um ou outro em que teremos dificuldades (em aprovar) porque aqui, como no Brasil, as províncias têm seu peso. Se alguma medida prejudica as províncias, dificilmente ela passa no Senado. (JR)



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