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Blog do Desemprego Zero

Aumento da taxa Selic causa efeito contraditório

Escrito por Katia Alves, postado em 6 dEurope/London agosto dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Por Katia Alves

No X Seminário Anual de Metas para Inflação, realizado na sede carioca do BC, houve debate sobre o aumento de juros básicos provoca contradições, segundo Bruno Martins, analista do Banco Central, quando o dinheiro fica mais caro, os bancos que têm títulos indexados à Selic lucram e se enchem de liquidez. E desta forma, “” os títulos indexados aos juros (quando a Selic sobe) despotencializam a política monetária”, afirmou Martins.

O evento contou com a presença de Stanley Fischer, que ostenta em seu currículo o cargo de chefe do Banco Central de Israel. Fischer um árduo defensor da adoção de um sistema flexível para as metas de inflação, adotado inicialmente pela Nova Zelândia em 1990, em seguida pelo Canadá, em 1991, e pelo Brasil em 1999. Para o economista, o sistema tem a capacidade de tranqüilizar o mercado pelo fato de trabalhar com referenciais de longo prazo.

Por Ana Cecilia Americano e Sabrina Lorenzi

Publicado originalmente no Gazeta Mercantil

Além da gritaria do setor privado, o aumento dos juros básicos provoca contradições. Quando o dinheiro fica mais caro, os bancos que têm títulos indexados à Selic lucram e se enchem de liquidez. Tornam-se então mais capazes de emprestar, contrariando o objetivo original de reduzir o crédito e conter a demanda. A antítese foi levantada, ontem, por Bruno Martins, analista do Banco Central, no X Seminário Anual de Metas para Inflação, na sede carioca do BC.

“Os títulos indexados aos juros (quando a Selic sobe) despotencializam a política monetária”, afirmou Martins. “Esse efeito de aumento de liquidez (conforme a Selic cresce) é importante em bancos pequenos e o canal de transmissão realmente existe e é importante no Brasil”. Os bancos de médios e pequenos são mais vulneráveis aos altos e baixos da Selic porque dependem mais dos títulos atrelados à taxa de juros do que as grandes instituições financeiras, conforme concluiu o economista do Banco Central.
Bancos de menor porte costumam ter grande participação no empréstimo a pessoas físicas. O alvo direto é o consumo, geralmente de classes de renda menos afortunadas..

Esse e outros desafios dos bancos centrais estiveram no cerne das discussões do evento que contou, ainda, com expoentes internacionais como Stanley Fischer, que ostenta em seu currículo o cargo de chefe do Banco Central de Israel, além de posições como a vice-presidência do conselho de administração do Citigroup, a presidência do Citigroup e a chefia do departamento de Economia do prestigioso Massachusetts Institute of Technology (MIT). Para ele, o Brasil deixou de ser o país do futuro. “Agora é um dos países do momento”, garantiu.

Para o professor que influenciou uma geração de economistas, o Brasil soube fazer o que chamou de “gestão de crise bem feita” há alguns anos, quando sofreu pressões cambiais e dificuldades com a rolagem da dívida. De lá para cá, aponta, “a inflação caiu e há um crescimento da economia muito rápido”. Esse sucesso, afirma, não teria sido o mesmo caso o sistema cambial fosse fixo. Para o chefe do Banco Central de Israel, apesar da inflação atual, o Brasil aumentou a taxa Selic e a economia continua em crescimento rápido. “É uma situação totalmente diferente dos Estados Unidos, União Européia e até mesmo de Israel, onde há sinais de desacelaração à vista”, avalia.

Fischer é um árduo defensor da adoção de um sistema flexível para as metas de inflação, adotado inicialmente pela Nova Zelândia em 1990, em seguida pelo Canadá, em 1991, e pelo Brasil em 1999. Segundo ele, mais de 20 países já as adotam e nenhum voltou atrás em sua decisão, incluindo Israel, onde atua diretamente. “Outros modelos, como os que adotam taxas cambiais fixas, jamais chegaram a existir por um tempo que chegasse perto disso”, comparou.

Para o economista, o sistema tem a capacidade de tranqüilizar o mercado pelo fato de trabalhar com referenciais de longo prazo. Fischer acredita, inclusive, que o modelo criou uma espécie de “âncora nominal” para o sistema, baseada na própria inflação. “Quando se trabalha metas no longo prazo, digamos, de 2% em um ano, há impactos no financiamento de longo prazo; as relações trabalhistas se acalmam e se cria uma maior confiança na economia”, resume. No entanto, propõe que o sistema de abordagem flexível às metas de inflação seja consistente, também, com uma política monetária que leve em conta o crescimento econômico. Ele recomenda, ainda, que o sistema não deva se centrar na inflação imediata, mas em períodos maiores, de doze meses.

Na visão do professor, essa abordagem mais flexível na adoção de metas de inflação deve, obviamente, prever regras de estabilidade de preços. E conter objetivos de crescimento econômico, desde que eles não colidam com a estabilidade econômica. Fischer é contrário aos que defendem o crescimento ao custo de alguma inflação. “Vejo claramente que, apesar de tudo o que aprendemos com a hiperinflação, e uma estabilização conquistada a duras penas, que sempre que a inflação aumenta um pouco, digamos 1%, há vozes que minimizam a situação. Mas é assim que chegaremos novamente à hiperinflação”, reclama.

De acordo com ex-titular do departamento de Economia do MIT, estabilizar a inflação hoje está cada vez mais difícil com o aumento de preços de alimentos e da energia. “É um cenário parecido com o choque dos anos 70, mas com impactos diferentes na balança comercial”, diz ele. Segundo o professor, no caso israelense a inflação dá-se com a situação clássica de queda de crescimento econômico. “Precisamos chegar a um equilíbrio”, admite. Em seu país, o sistema de metas de inflação trabalha com uma faixa que situa a meta entre 2,5% e 6% ao ano.



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