prozac 40mg popliteal celexa 20mg cardiac concurrent clonidine 0.1mg test recovery buy exelon Healthy stories buyneurontinonlinehere.com buying abilify online school lipitor online no rx deoxyribonucleic

Blog do Desemprego Zero

Ortodoxia econômica e a superioridade das raças brancas e orientais …

Escrito por Gustavo, postado em 10 dEurope/London agosto dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Bruno Galvão dos Santos *

Há uma longa discussão nas ciências econômicas a respeito do enorme diferencial do nível de renda per capita entre os países. De acordo com a versão neoclássica, o principal sustentáculo teórico do liberalismo econômico, a diferença se explica por distintos níveis de propensão a poupar e da produtividade, que é vista como inerente. Em outras palavras, o sucesso no capitalismo seria resultado do biênio frugalidade e trabalho. Na visão keynesiana-estruturalista, o diferencial de nível de renda deve-se do desenvolvimento do mercado consumidor e de setores capazes de gerar exportações, o que permitirá grande volume de investimentos e, portanto, expansão da acelerada da capacidade produtiva e da produção. Nessa visão, o que possibilita um alto nível de renda per capita é a combinação de uma determinada diretriz na política de desenvolvimento com condições favoráveis na geração de divisas. É interessante notar, como aponta vários autores, como Ha-Joon Chang, que as políticas dos países que lograram um rápido desenvolvimento guardam muitas similaridades entre si. É interessante notar que houve desde o pós guerra, uma grande mudança do nível de renda no Leste da Ásia. Alguns países, como a Coréia, que atualmente caminha para um nível de renda europeu, era mais pobre que o Haiti em 1950. A China há 30 anos tinha uma renda per capita inferior à África. Se no final do século XIX, os amarelos eram considerados inferiores aos brancos. Hoje são encarados como superiores até aos brancos e à cultura ocidental. No final dos anos 70, o Brasil caminhava para ser um país desenvolvido. Chegamos a ser o segundo maior produtor de navios, um dos poucos países a desenvolver tecnologia de produção de aviões, éramos exportadores líquidos de máquinas e equipamentos. Mas a crise da dívida interrompeu esse processo. Sul coreanos perguntam o que aconteceu com o Brasil, que até então era a inspiração para eles. É interessante que na época do sucesso brasileiro também abundavam explicações culturalista para mostrar as razões do rápido desenvolvimento. Hoje, essas explicações enfatizam nossa “inferioridade”. Deve-se acrescentar ainda que as diferenças de renda entre as nações pobres e ricas chegam a ser de cem vezes. Haja superioridade de um povo sobre o outro.

Contudo, apesar de fortes evidências empíricas e teóricas em favor da perspectiva keynesiana-estruturalista, a visão ortodoxa é dominante na teoria econômica e perante a opinião pública. Até recentemente, com a restrição da utilização das visões de superioridade de uma raça sobre a outra, as explicações dominantes eram culturalistas. Determinada religião ou forma de organização da sociedade fariam com que as pessoas fossem mais trabalhadoras e dedicadas ao estudo.

Atualmente volta com força a versão de superioridades da raça branca e asiática. É interessante que essa visão ressurge com todo o cientificismo, darwinismo e determinismo climático e dos prejuízos da miscigenação brasileira. A entrevista de Richard Lynn para a Época é notável. Vejam trechos dessa entrevista:

“Os negros americanos são mais inteligentes que os africanos porque têm 25% de genes da raça branca”.

“Os japoneses são os indivíduos que na média tem o maior Q.I. (105) entre as raças estudadas. É mais alto que o dos europeus e dos americanos. Em negros da África Subsaariana, o resultado foi 70.”
“O Brasil segue a lógica, um porcentual baixíssimo de ateus (1%) e Q.I. mediano. É um país miscigenado e sofreu forte influência do catolicismo de Portugal e dos negros da África. Fica difícil mensurar a participação de cada raça no Q.I. atual. O que posso dizer é que a historia do país se relfete em sua inteligência.”

“Quando os primeiros humanos migraram da África para a Eurásia, eles encontraram dificuldade para sobreviver em temepraturas tão frias. Esse problema se tornou especialmente ruim na era do gelo. As plantas usadas como alimento não estavam mais disponíveis o ano inteiro, o que os obrigou a caçar, confeccionar armas e roupas e fazer fogo. Ao exercitar o cérebro, na solução desses problemas, tornaram-se mais inteligentes. Há também uma mutação genética que teria acontecido entre asiáticos e dado uma vantagem competitiva a essa raça.” (Uma pergunta: os índios não vieram originalmente da Ásia. Será que o ambiente tropical os fizeram involuir?)

Liguei na hora para um amigo meu que disse “quando esse estudo desse tipo foi publicado, há dez anos atrás, a comunidade científica apontou diversas falhas. Afirmar que alguém em uma comunidade isolada da África tem uma genética de baixa inteligência por causa de um baixo desempenho em um teste de Q.I. é má fé ou ignorância. A criança ao longo da criação desenvolve (ou não) sua inteligência. É improvável que qualquer tribo mais isolada, como os esquimós, independente de que raça, tenha tido um bom desempenho no teste. A ciência moderna tende a convergir de que não existe raças humanas e sim uma raça humana. Não tenho muito conhecimento sobre o assunto. Mas, o que me assusta é a Época por uma entrevista irresponsável dessa e não por nenhum contraponto. Com o domínio da visão de seleção natural, não é simples para alguém que não seja da aérea ter um posicionamento crítico ao pesquisador racista. Além disso, temos uma elite e classe média alta que tem admiração exacerbada pelos europeus e norte-americanos e um desprezo pelo brasileiro médio mestiço. Ouvir comentários negativos sobre o nordestino (baiano no sul e paraíba no Rio) é bastante comum. É triste um país que alguém como o Diogo Mainardi, que só sabe tripudiar no já baixo auto-estima brasileiro, é visto como alguém respeitável por grande parte de nossa elite. Ainda me pergunto porque a Época não publico um contraponto. E eu só tenho uma coisa a dizer para essa elite, para a Editora Globo, e para a Veja: Nós, brasileiros, não somos inferiores ao orientais, norte-americanos e europeus. Na verdade, para mim, é essa a razão do nacionalismo no Brasil é lutar contra uma elite entreguista e que tem nojo do povo brasileiro. Não somos melhores, mas também não somos piores.

Bruno Galvão dos Santos: Economista pela UFMG, mestre em economia pelo Instituto de economia da UFRJ. Doutorando pela mesma instituição. Meus artigos



  Imprimir  Enviar para Amigo  Adicionar ao Rec6 Adicionar ao Ueba Adicionar ao Linkto Adicionar ao Dihitt Adicionar ao del.icio.us Adicionar ao Linkk Adicionar ao Digg Adicionar ao Link Loko  Adicionar ao Google Adicionar aos Bookmarks do Blogblogs 

« VOLTAR

Faça um comentário

XHTML: Você pode usar essas tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>