prozac 40mg popliteal celexa 20mg cardiac concurrent clonidine 0.1mg test recovery buy exelon Healthy stories buyneurontinonlinehere.com buying abilify online school lipitor online no rx deoxyribonucleic

Blog do Desemprego Zero

A nova classe média mundial

Escrito por Katia Alves, postado em 14 dEurope/London agosto dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Por Katia Alves

O fenômeno mundial da classe média emergente, na Ásia principalmente, passou a acelerar a demanda por tudo o que essa faixa de renda pode consumir. E isso foi bater direto no preço dos commodities agrícolas e minerais que o Brasil ajuda a suprir ao mundo. De 2003 para cá, foi a ascensão da classe média mundial que ajudou a “puxar” o consumo das classes C e D no Brasil e nos nossos vizinhos.

Por Paulo Rabello de Castro

Publicado originalmente na Folha

O salto da classe média no Brasil é derivado do “empurrão” que nos fez sair do buraco do endividamento externo 

NA CHINA , eles não passavam de 1% da população ao início dos anos 90. Hoje, em pleno momento olímpico, eles são cerca de 35%. Em 2020, serão a imensa maioria, 70%. A classe média ascendente na China é o grande fenômeno social dos últimos 20 anos. E continuará crescendo em volume surpreendente, pelos próximos 30 anos, não só lá como principalmente na Índia, cuja classe média saltou de 1% para 5% em apenas uma década e comporá a maioria da população por volta de 2030.

A expansão espetacular da classe média no mundo emergente e a forte redução da desigualdade em nível mundial na primeira metade deste século são conclusões do novo estudo de Dominic Wilson (com Raluca Dragusanu), da corretora Goldman Sachs. Wilson, o mesmo que assinou o estudo original de 2003 sobre os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China), acaba de publicar o paper nº 170 “The Expanding Middle”, que traz importante contribuição ao entendimento da superação da pobreza por largas camadas da população mundial. A faixa considerada como classe média naquele estudo é praticamente a mesma usada pela Fundação Getulio Vargas no trabalho de Marcelo Neri (R$ 1.064 a R$ 4.591 de renda mensal). Pelas projeções de Dominic Wilson, a classe média mundial terá 2 bilhões de pessoas a mais, nos próximos 22 anos, algo como 80 milhões por ano. E o pico dessa inserção social é entre hoje e 2035.O fenômeno mundial da classe média emergente, na Ásia principalmente, passou a acelerar a demanda por tudo o que essa faixa de renda pode consumir. E isso foi bater direto no preço dos commodities agrícolas e minerais que o Brasil ajuda a suprir ao mundo. De 2003 para cá, foi a ascensão da classe média mundial que ajudou a “puxar” o consumo das classes C e D no Brasil e nos nossos vizinhos. Portanto, duas conclusões são inescapáveis: primeiro, o salto recente da classe média brasileira, comemorado até com certa ingenuidade, como conquista nacional, antes de ser decorrente de políticas sociais internas de amplo alcance, é derivado do “empurrão” que nos fez sair do buraco do endividamento externo das últimas décadas. As políticas de salário mínimo, Bolsa Família, INSS e crédito consignado têm até colaborado para isso. Mas não teriam feito milagre sem o excepcional aumento da demanda mundial, coincidente com a era Lula.

Segunda conclusão: excluindo os estímulos do câmbio e do comércio exterior, o Brasil ainda está devendo políticas de efetiva e rápida distribuição da renda interna. O juro alto, anormal, aqui praticado, mata mais oportunidades de ascensão dos pobres do que todas as políticas sociais compensatórias, criadoras de renda para essas classes. As poupanças familiar e empresarial não têm canais adequados de acumulação, outra distorção em desfavor da classe média, roída pela carga tributária mais pesada do mundo. Olhando mais para a frente, tampouco parece razoável afirmar que o Brasil tenha um plano e metas educacionais compatíveis com uma suposta diferenciação para melhor, ante a competição dos emergentes asiáticos.

Apenas do capítulo “sorte” temos sido inequívocos campeões mundiais. Por quanto tempo mais? Com uma política econômica curto-prazista, calcada no país como supridor de commodities, o Brasil se limita a tirar vantagem da maior escassez de recursos minerais e agropecuários, sem a devida prioridade em investimentos no elemento humano, para assim consolidar sua classe média.



  Imprimir  Enviar para Amigo  Adicionar ao Rec6 Adicionar ao Ueba Adicionar ao Linkto Adicionar ao Dihitt Adicionar ao del.icio.us Adicionar ao Linkk Adicionar ao Digg Adicionar ao Link Loko  Adicionar ao Google Adicionar aos Bookmarks do Blogblogs 

« VOLTAR

Faça um comentário

XHTML: Você pode usar essas tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>