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Blog do Desemprego Zero

Archive for agosto 5th, 2008

Resumo Diário – 05/08/2008

Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

MANCHETES dos principais veículos de notícias do Brasil e do mundo

*Por Katia Alves e Luciana Sergeiro

Economia

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que o governo poderá olhar com mais atenção para o superávit nominal como meta, em vez de se basear no superávit primário. Para o ministro, caso a pressão de alta da inflação não diminua, pode ocorrer uma elevação da meta do superávit primário para além dos atuais 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB). O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, disse que as ações para conter a inflação começam a surtir efeito. “Temos tomado uma série de medidas visando que a inflação convirja para as metas. Existe um processo de defasagem, um início de um efeito que já começa a acontecer e vai dando resultado”.

Gazeta Mercantil: País deve buscar o superávit nominal, diz Guido Mantega.

A Bolsa de Valores de São Paulo começou a semana sob forte impacto da depreciação das commodities no mercado internacional. O resultado foi uma queda de 3,51%, o que arrastou a Bovespa para os 55.609 pontos, seu mais baixo nível desde janeiro. Nos dois primeiros pregões de agosto, o tombo acumulado alcança os 6,55%. No ano, as perdas estão em 12,96%.

Folha de S. Paulo: Bolsa cai a menor patamar desde janeiro

Ainda é cedo para comemorar a queda das projeções de mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Essa é a avaliação do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, feita ontem durante seminário sobre metas de inflação promovido pela instituição. Ele diz ser preciso esperar alguns meses para averiguar o efeito do aumento da taxa básica de juros (Selic) e verificar se será mantida a atual queda de preços das commodities.

O Estado de S. Paulo: ‘É cedo para comemorar a queda do IPCA’

Política

Márcio Lacerda, candidato do PSB a prefeito de Belo Horizonte com apoio de Aécio Neves e do PT, é o mais rico entre os concorrentes das capitais, com patrimônio de R$55 milhões: R$14 milhões a mais que o declarado por Maluf (PP).

O Globo: Candidato de Aécio é o mais rico nas capitais

O STF concedeu liminar garantindo a 17 operadoras de telefonia fixa e móvel o direito de preservar os nomes de seus clientes que foram alvo de escutas telefônicas no ano passado e que estão em segredo de Justiça. No mês passado, a CPI dos Grampos na Câmara havia aprovado requerimento ordenando às operadoras o envio das cópias de decisões judiciais de interceptações em 2007.

Folha de S. Paulo: Teles obtêm liminar no STF para não enviar escutas a CPI

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse ontem ter “orgulho” de sua ficha pregressa ao rebater a iniciativa de militares da reserva, com apoio de comandantes da ativa, de organizar uma contra-ofensiva à sua proposta de debater meios de punição a “agentes de Estado” que tenham praticado tortura, assassinatos e violações dos direitos humanos durante o regime militar. “A minha (ficha) me orgulha”.

O Estado de S. Paulo: Em reação a militares, Tarso afirma ter orgulho de sua ficha

Articulador da criação de mais 97 cargos comissionados no Senado, Efraim Morais (DEM-PB) mantém em seus gabinetes na Casa pelo menos sete familiares, além de seis parentes de seus aliados políticos. Em 2005, ao se tornar primeiro-secretário (posto responsável pela contratação de obras e serviços), Efraim ampliou seu poder de nomeação: na Primeira Secretaria, ele detém no mínimo 14 cargos.

Folha de S. Paulo: Senador do DEM emprega 7 parentes em seus gabinetes

Internacional

Com a experiência de quem já é um dos maiores produtores mundiais de óleo de palma, a Colômbia está começando a ingressar no circuito de produção de biodiesel. A matéria-prima principal é a mesma dos óleos comestíveis: a palma, também chamada de dendê. O país tem 357 mil hectares já cultivados e planeja chegar a 500 mil hectares até 2010.

Valor Econômico: Colômbia quer usar biodiesel de palma como alternativa à coca

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva transformou sua palestra ontem para empresários brasileiros e argentinos num entusiasmado comício a favor do Mercosul e da América do Sul, a ponto de acenar com uma futura moeda comum.
Após lembrar que Brasil e Argentina estão prestes a adotar suas respectivas moedas, no lugar do dólar, para parte das transações comerciais, Lula disse que o esquema “pode ser o germe de uma futura integração monetária”.

Folha de S. Paulo: Na Argentina, Lula fala de moeda comum no Mercosul

Depois de desembarcar em Buenos Aires com a maior missão empresarial que o Brasil já levou à Argentina, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi surpreendido com um encontro trilateral com a presidente Cristina Kirchner e Hugo Chávez (Venezuela). A chegada de Chávez só deveria ocorrer hoje, quando ele e Cristina irão à Bolívia prestar solidariedade ao colega Evo Morales, afundado numa crise política interna. Lula queria discutir a redução da alíquota do trigo argentino e investimentos do BNDES.

O Globo: Tango a três

Desenvolvimento

Em tempos de inflação de alimentos, preços agrícolas sustentados e elevação dos custos de produção agrícola, a demanda por crédito rural está em alta. Os empréstimos para o segmento empresarial do setor rural cresceram 41% na safra 2007/08, concluída em julho passado. Entre as razões para o “boom” de crédito estão a taxa de juros negativa e a nova fase de investimentos em máquinas e implementos agrícolas. 

Valor Econômico: Financiamento para a agricultura empresarial subiu 41% em 2007/08

O medo que paira sobre a possível suspensão da encomenda de quatro petroleiros da Transpetro, subsidiária de logística da Petrobras, ao estaleiro Mauá fez com que o governador Sérgio Cabral se reunisse ontem com a direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí. Cabral garantiu que o contrato para a liberação dos US$ 280 milhões para a construção dos navios será assinado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com o estaleiro Mauá ainda esta semana. Há expectativa que outros quatro petroleiros sejam construídos na cidade, um investimento total de US$ 450 milhões.

Jornal do Brasil: Cabral anuncia que BNDES vai liberar US$ 280 milhões para petroleiros

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Pilhagem do petróleo brasileiro

Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Publicado em: Jornal do Brasil

Por: Sergio Ferolla* e Paulo Metri**

Com a possibilidade de ocorrência de grandes campos na região do pré-sal, cujos reservatórios ocupariam, cada um, mais de um bloco, recomenda-se a unificação das parcelas que estão em diferentes blocos, formando um único campo, o que, também, é chamado de “individualização da produção”. Às vezes, campos são descobertos em mais de um bloco, sem se saber, em um primeiro momento, que compõem um único campo. Nos contratos de concessão de blocos pela ANP, consta uma cláusula que trata da individualização da produção, estabelecendo regras para as concessionárias poderem produzir petróleo, em conjunto, do único campo, que se localiza em mais de um bloco. Esta cláusula busca evitar que cada dono de bloco tire, a partir de seu acesso ao campo, o máximo de petróleo, no menor período de tempo, visando levar mais petróleo do campo comum que o outro dono de bloco.

A conciliação reside em buscar dimensionar quanto petróleo cada dono de bloco possui naquele campo e, depois, eles passarem a repartir a produção coletiva na mesma proporção dos volumes de petróleo que possuem. Entretanto, esta conciliação não é tão fácil de ocorrer e a arbitragem da ANP pode ser necessária.

Se grandes campos forem confirmados na região do pré-sal e como muitos blocos desta região ainda não foram licitados, estes campos irão englobar, provavelmente, blocos não licitados. Não será válido considerar que o petróleo dos blocos não licitados de um campo não é de ninguém e que pode haver acordo de unificação do campo sem existirem representantes destes blocos. Outra proposta incorreta é a de se licitar, rapidamente, os blocos ainda não concedidos, para possibilitar o início da unificação do mesmo. Como o preço mínimo de venda de um bloco desse tipo, sobre o qual se tem uma boa estimativa do petróleo existente, deve corresponder ao valor do fluxo de caixa dos lucros futuros do negócio descontados para o presente e, como não se consegue estimar, ao certo, o preço do petróleo em diversas épocas futuras, torna-se difícil estabelecer o preço mínimo. Na hipótese desse fluxo poder ser montado, o preço mínimo do bloco ficaria justo, mas muito alto, e as empresas fariam grande dissimulação, com o argumento de não se sentirem atraídas para apresentar proposta, quando, na verdade, estariam tentando conseguir lucros extraordinários. Leia o resto do artigo »

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Foco na OMC resulta de pressões do agronegócio e de imposições eleitorais

Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Por Reinaldo Gonçalves

Fonte: CORREIO DA CIDADANIA – 04-Ago-2008

Resoluções tiradas de Doha podem ter sido consideradas um fracasso para o governo brasileiro, mas foram uma vitória para o povo do nosso país.

A derrota da estratégia do Itamaraty nas negociações no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) significa vitória para países que têm estratégias mais abrangentes e inteligentes. O fracasso do governo Lula também implica vitória para o Brasil.  

Poucos dias antes do fracasso da reunião da OMC, o ministro das Relações Exteriores do Brasil acusou os representantes dos países desenvolvidos de algo que tem sido prática recorrente do governo Lula em geral e do Itamaraty em particular: uma mentira contada muitas vezes acaba sendo aceita como verdade. Esta frase expressa a essência da política exterior do governo Lula. Muitos ainda acreditam que esta política defende os interesses nacionais. Mentira pura. Tomemos o caso das negociações internacionais de bens no âmbito da OMC.  

O principal foco da estratégia brasileira era a eliminação dos subsídios concedidos nos países desenvolvidos para a produção local de alimentos. Não resta dúvida que, caso isto ocorresse, as grandes empresas do agronegócio no Brasil aumentariam suas exportações e, portanto, os lucros destas empresas seriam ainda mais elevados. Entretanto, há outros fatos que implicam sérias perdas para o país.  

A eliminação dos subsídios agrícolas causará aumento dos preços internacionais e, portanto, maior pressão inflacionária em escala global. Este fenômeno é grave no atual contexto de inflação crescente que resulta da elevação dos preços do petróleo e dos alimentos. A inflação internacional repercute no Brasil visto que os produtores brasileiros de commodities também elevam seus preços no mercado doméstico. Portanto, o trabalhador brasileiro perde, via maior inflação, com a eliminação dos subsídios agrícolas nos Estados Unidos e na Europa. E, ademais, como corretamente temem os governos de outros países, a elevação dos preços internacionais de alimentos aumentará a fome e a miséria no mundo. Não é por outra razão que muitos países em desenvolvimento não apóiam a posição brasileira.  

A eliminação dos subsídios terá como contrapartida a redução das tarifas dos produtos industriais. Portanto, a competição será maior e cairão os preços dos manufaturados. Por um lado, os consumidores brasileiros se beneficiarão; por outro, haverá redução de renda e emprego na indústria doméstica. A perda de competitividade e produção na indústria brasileira tende a ser generalizada. Assim, os preços de exportação dos produtos agrícolas aumentam, porém os preços de exportação dos produtos industriais brasileiros caem ainda mais. O resultado líquido é a perda de renda real para o país via termos de troca.  

Estudos mostram que as negociações na OMC geram ganhos modestos. No caso do Brasil, o ganho líquido seria muito pequeno: entre US$ 251 milhões e US$ 1,1 bilhão. Para quem acha que isto é muito dinheiro vale lembrar que o maior banco privado brasileiro teve lucro líquido de US$ 4,7 bilhões em 2007. No caso brasileiro os ganhos estariam concentrados na grande propriedade agrícola. Trabalhadores, de modo geral, teriam perda de renda. O capital produtivo na indústria também perderia renda. Para ilustrar, considerando as negociações no setor agrícola, estima-se que haveria aumento de 13,3% do lucro do agronegócio e redução de 0,20% do salário da mão-de-obra qualificada.  

Sob pressão do agronegócio e tendo em vista o financiamento das campanhas eleitorais, o governo Lula tem como foco das negociações na OMC a eliminação dos subsídios agrícolas. Cabe lembrar que o setor primário-exportador aumentou sua contribuição para o financiamento da campanha eleitoral de Lula de 2,9% em 2002 para 10,4% em 2006. Não há dúvida que o foco estreito da política exterior é bom para o agronegócio e para o governo Lula, mas é mentira que seja boa para o Brasil. Ainda bem que Lula foi derrotado em Genebra. Cabe agradecer à China, Índia e Argentina e outros países que não foram capturados por grupos de interesses retrógrados, que têm políticas exteriores conseqüentes e estão em plenas trajetórias de desenvolvimento.

Reinaldo Gonçalves é professor titular de Economia Internacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

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O perigoso isolamento da agricultura

Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

*Por Katia Alves

Segundo Rubens Ricupero, a saída é diversificar e não jogar tudo na agricultura. O que depende, por sua vez, de câmbio melhor, juros menores. E que  a mais inquietante lição do fracasso de Genebra foi a revelação de como são poucos os interessados na genuína liberalização do comércio agrícola e que as dificuldades serão ainda maiores em âmbito bilateral ou regional.

Por Rubens Ricupero

Publicado na Folha

A MAIS inquietante lição do fracasso de Genebra foi a revelação de como são poucos os interessados na genuína liberalização do comércio agrícola. O segundo ensinamento é que as dificuldades serão ainda maiores em âmbito bilateral ou regional, não existindo alternativa satisfatória para fórum de 153 países como a OMC (Organização Mundial do Comércio).

A soma dessas duas parcelas é que economias como a brasileira, cujas vantagens comparativas se concentram em pequeno número de produtos agrícolas, terão opções cada vez mais limitadas para sua estratégia comercial.  Nada ilustra melhor essas verdades do que o impasse responsável pelo fiasco final. De um lado, os EUA, cuja posição só pode ser qualificada de cínica: querem manter o dobro dos subsídios efetivamente utilizados e, ao mesmo tempo, obrigar os asiáticos a abrirem os mercados para produção subvencionada e desleal, que liquidará a agricultura interna.

Do outro lado, a Índia e a China. 

Tomam carona na abertura dos demais a suas manufaturas e seus serviços para serem os campeões mundiais do crescimento. Nem por isso abrem o mercado agrícola até para “aliados” como o Brasil, que já se abriram à indústria chinesa e aos serviços indianos e não usam subsídios. Leia o resto do artigo »

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Governo lança ação contra queimada

Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

*Por Katia Alves

Para evitar incêndios nos meses de seca, Ministério do Meio Ambiente vai combater uso do fogo no campo. A medida mais importante para evitar incêndios será o treinamento e a contratação de mil brigadistas – moradores das próprias cidades que atuarão na prevenção e no combate ao fogo.

 Os 32 municípios incluídos no plano de queimadas ficam no Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima. Os brigadistas começarão a ser treinados a partir de 15 de agosto e, depois de uma semana de aprendizagem, trabalharão em ações educativas e de combate aos incêndios.

Publicado no O Estado de S. Paulo   

Por Luciana Nunes Leal

Com a proximidade do período mais crítico de seca nas regiões Norte e Centro-Oeste, o Ministério do Meio Ambiente editará nos próximos dias uma portaria com ações para o combate a queimadas em 32 municípios da Amazônia Legal. A medida mais importante para evitar incêndios será o treinamento e a contratação de mil brigadistas – moradores das próprias cidades que atuarão na prevenção e no combate ao fogo.

A iniciativa faz parte das propostas para redução do desmatamento que vêm sendo colocadas em prática desde janeiro, quando o governo divulgou uma lista dos 36 municípios que mais destroem a floresta.

Os 32 municípios incluídos no plano de queimadas ficam no Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima. “Fizemos uma avaliação técnica com imagens de satélite dos últimos três anos e escolhemos os municípios mais críticos em relação às queimadas. Nesses lugares não havia ação específica contra os incêndios e passará a haver”, diz o coordenador do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), Leia o resto do artigo »

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Bancos criam novos mecanismos para se especular em commodities

Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

Publicado no Valor

Enquanto o governo americano tenta pôr um controle na especulação de commodities, Wall Street cria novas maneiras de trazer mais dinheiro ao mercado.

Em maio, o Credit Suisse Group e o Deutsche Bank AG começaram a oferecer investimentos em minério de ferro. Cerca de 1 bilhão de toneladas de minério de ferro são extraídas por ano, mas o metal não é negociado numa bolsa de futuros. Por isso tem sido praticamente impossível para os especuladores apostar em movimentos de preço.

Os bancos de investimento foram inundados com interesse em contratos de minério de ferro, que funcionam como uma espécie de futuro. Em apenas dois meses, os investidores assumiram posições cujo valor nocional (ou do total de ativos que os contratos representam) supera US$ 500 milhões – cerca de 2,7 milhões de toneladas -, o que faz deste um dos maiores mercados de commodities a surgir quase da noite para o dia. Leia o resto do artigo »

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‘Dependência de importações chinesas é volta ao passado’

Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

*Por Katia Alves

Gilberto Dupas, presidente do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais, em entrevista ao Globo, afirma que o fiasco da Rodada de Doha mostra um novo desenho mundial, no qual o Brasil está voltando ao passado por se especializar na exportação de commodities, em particular para a China.

Por Danielle Nogueira

Publicado originalmente no O Globo 

O Itamaraty agiu corretamente em Genebra ao aceitar a proposta da OMC, contrariando a Argentina?

GILBERTO DUPAS: Há vários enfoques para enquadrar a estratégia brasileira. O primeiro é o papel de protagonista que o Brasil quer ter no cenário internacional no sentido da governança global, quer dizer, do encontro de soluções. O que o Brasil fez na OMC foi buscar o consenso, para além dos seus interesses. Dentro dessa perspectiva, diria que a estratégia foi bem-sucedida, pois mostrou que a interlocução do Brasil buscava uma saída possível, não uma aliança radical com o G-20. O segundo é relativo a seus interesses no Mercosul. O Brasil sabia que, se o acordo saísse, ele posaria bem na foto global, mas teria de acertar contas com a Argentina. Quando um país quer se tornar mais protagonista, tem mais riscos de desgaste. Mas me parece que esse desgaste não foi tanto.

A divisão do mundo em dois blocos (Norte e Sul) ainda faz sentido?

DUPAS: Essa divisão maniqueísta entre Norte e Sul é cada vez mais difícil. O exemplo paradigmático é a China. O que me preocupa é que se acentua nos últimos anos uma situação curiosa: grandes países da periferia que se beneficiaram do aquecimento global por conta do mercado chinês viraram especialistas em exportação de commodities. Leia o resto do artigo »

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Boletim Semanal do Blog do Desemprego Zero

Postado em 5 dEurope/London agosto dEurope/London 2008

n.19, ano 1 – 30/07/2008 a 05/082008

Destaques da Semana no Blog

1. Economia

Semana Reveladora

Alguém duvida da desindustrialização brasileira

Com esse câmbio não há acordo que nos salve

2. Política

Dossiê Daniel Dantas

O que Gil deixará

Sob o domínio do mal

3. Internacional

Avanço do PIB dos EUA é menor que o esperado no 2º trimestre

Chomsky analisa o escândalo da guerra do Iraque

O novo comércio mundial

4. Desenvolvimento

Juros altos e concentração do desenvolvimento

Imposto sobre riqueza permitiria reduzir ICMS, PIS, COFINS

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