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Blog do Desemprego Zero

Archive for julho, 2008

Novo guindaste chega a Itajaí neste domingo (27/7/2008)

Postado em 28 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Publicado originalmente no Blog Logística e Transporte

Por José Augusto Valente*

O Porto Municipal de Itajaí, em Santa Catarina, recebe neste domingo, 27/7/08, o quarto guindaste de terra Mobile Harbor Crane, também conhecido como MHC.

O investimento, feito através do Teconvi, arrendatário de parte do Porto de Itajaí, foi de, aproximadamente, 3,5 milhões de euros. O novo guindaste tem capacidade para movimentar até 30 contêineres por hora.

Com a chegada do quarto guindaste MHC, o Porto Municipal de Itajaí e o Teconvi poderão atender os navios, sem equipamento de bordo, atracados nos berços 3 e 4. Antes, somente as embarcações no berço 4 eram atendidas pelos guindastes MHC.

Novos equipamentos

Para o mês de agosto está prevista a chegada de mais sete Reach Stacker (foto acima, à direita), empilhadeiras de grande porte, com valor aproximado de US$ 750 mil cada uma. No total o Porto de Itajaí irá disponibilizar 24 empilhadeiras Reach Stacker para atendimento aos clientes.

Também para o mês de agosto está marcada a finalização dos trabalhos de preparação da infra-estrutura para funcionamento da Área C. A nova área irá ampliar em 22 mil metros quadrados o espaço para armazenagem de contêineres.

Até o final de 2008 entra em funcionamento o novo berço do Porto de Itajaí, ampliando a extensão do cais de 740 metros para um quilômetro e permitindo a atracação de até quatro navios. Leia o resto do artigo »

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Doleiros ligam Satiagraha a caso Banestado

Postado em 28 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por: Luciana Sergeiro

“Nova fase da investigação vai rastrear remessas de doleiros que alimentaram o fundo Opportunity, nas ilhas Cayman

Polícia Federal convocou dois especialistas em Banestado para ocupar a linha de frente da apuração que resultou na prisão de Daniel Dantas

A PF convocou a delegada Karen Marena, que foi procuradora no Banco Central, e o delegado Carlos Torres. Ambos conhecem o Banestado desde junho de 2004, no início da Operação Farol da Colina.
Uma das primeiras tarefas do novo grupo de investigadores tem sido rastrear e cruzar a imensa base de dados do Banestado. Uma das mais longas investigações da história policial ainda não acabou.”

Publicado em: Folha Online

Por: RUBENS VALENTE

A próxima fase da Operação Satiagraha, que levou à prisão o banqueiro Daniel Dantas, recorrerá a dados de uma investigação longa, complexa e igualmente marcada pelo afastamento do principal delegado da investigação, o caso Banestado.

No final de 2002, o delegado da Polícia Federal José Castilho deixou a investigação em meio a denúncias de falta de diárias e de apoio institucional para continuar inspecionando em Nova York, com a ajuda dos peritos Renato Barbosa e Eurico Montenegro, os arquivos da filial do banco paranaense.
De volta ao Brasil, a equipe seguiu fazendo planilhas com os dados que havia coletado em 74 dias de atividades nos EUA. O rumoroso afastamento de Castilho deu munição para a criação de CPI no Congresso.

O caso Banestado, que tem suas origens em meados dos anos 90, é um desses intermináveis da crônica policial brasileira. A própria CPI acabou melancolicamente, no governo Lula, sem a aprovação de um relatório final. As descobertas da Polícia Federal e do Ministério Público, contudo, espraiaram-se por grandes operações da PF nos últimos anos: Farol da Colina (doleiros), Paulo Maluf, “comendador” João Arcanjo (de Mato Grosso), Jorgina de Freitas (acusada de fraudes contra o INSS) e, finalmente, a Satiagraha.

A engenharia aplicada pelos fraudadores no Banestado demorou a ser compreendida. Uma curta explicação possível: doleiros brasileiros abriram empresas em paraísos fiscais para, com elas, abrir e movimentar contas no Banestado em Foz do Iguaçu (PR). Leia o resto do artigo »

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Interior cria mais empregos formais do que grandes centros

Postado em 27 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Interior cria mais empregos formais do que grandes centros

Por Katia Alves

Carlos Lupi, ministro do Trabalho e do Emprego, disse existir uma mudança no perfil do emprego do Brasil, pois o setor industrial começa a migrar para o interior a fim de se aproximar mais das matérias-primas. O fenômeno é puxado pela força do agronegócio brasileiro, beneficiado pelo aumento dos investimentos públicos em obras de infra-estrutura. O aumento do número de oferta de postos de trabalho formais acontece de uma forma homogênea em todo o interior do País, cada um com as suas peculiaridades sazonais. 

Publicado na Gazeta Mercantil

O setor industrial começa a migrar para o interior, a fim de se aproximar mais das matérias-primas, e, com esse movimento, cria mais emprego formal nas regiões interioranas do que nas capitais do País. Ao apresentar um ranking dos 50 municípios que mais abriram vagas no primeiro semestre deste ano, o ministro do Trabalho e do Emprego, Carlos Lupi, disse existir uma mudança no perfil do emprego do Brasil.

O fenômeno é puxado pela força do agronegócio brasileiro, beneficiado pelo aumento dos investimentos públicos em obras de infra-estrutura. “Isso reflete em parte as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O governo tem melhorado as estradas, criando um ambiente benigno e o empresário percebeu que é melhor instalar o seu negócio mais perto da matéria-prima”, afirma o ministro. Lupi diz acreditar que o crescimento do emprego no interior do País já representa uma tendência para os próximos anos. “Esse é um novo ciclo de crescimento, o que é muito importante porque tende a fixar o homem em seu habitat (natal)”.

Segundo o ministro, o aumento do número de oferta de postos de trabalho formais acontece de uma forma homogênea em todo o interior do País, cada um com as suas peculiaridades sazonais.  Baseado nos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o mapeamento do ministério mostra que os municípios de São Paulo continuaram líderes na geração de emprego com carteira assinada. Campinas, Franca e São José dos Campos são os primeiros da lista. Foram 11,98 mil, 10 mil e 9,16 mil vagas formais criadas no semestre, respectivamente.

O resultado até junho reflete o cultivo de laranja, principalmente.  Porém, o que mais chamou a atenção do ministro, segundo ele, é a consolidação de municípios distantes dos grandes centros que tiveram posição de destaque no mapa de emprego. Leia o resto do artigo »

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Financiamento do BNDES cresce 30%

Postado em 27 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) devem crescer este ano perto dos 30%, saltando de R$ 64,9 bilhões, em 2007, para R$ 84 bilhões ao longo de 2008.

O setor de infra-estrutura recebeu R$ 32,2 bilhões, um aumento de 85%, principalmente devido aos projetos de energia elétrica e de transportes terrestres. Fernando Puga, chefe do departamento da área de análise econômica do banco, declara que tanto os projetos de infra-estrutura, como os da indústria de insumos dizem respeito a setores de capital intensivo, de maturação no longo prazo.

Publicado originalmente na Gazeta Mercantil

Por Ana Cecilia Americano

Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) devem crescer este ano perto dos 30%, saltando de R$ 64,9 bilhões, em 2007, para R$ 84 bilhões ao longo de 2008. Vale frisar que o crescimento de 2007 sobre 2006 já foi alto, superior a 25%. Neste ano, os principais setores beneficiados pelos desembolsos são infra-estrutura e indústria.

Dados de maio indicam que nos últimos doze meses o setor de infra-estrutura recebeu R$ 32,2 bilhões, um aumento de 85%, principalmente devido aos projetos de energia elétrica e de transportes terrestres. Já as liberações para a indústria, nos doze meses que antecederam maio, somaram R$ 32 bilhões, uma expansão de 8%, com foco nos segmentos de alimentos, bebidas, química e petroquímica.  Para Fernando Puga, chefe do departamento da área de análise econômica do banco, esse movimento está associado aos novos projetos de infra-estrutura em curso no País, a exemplo de grandes empreendimentos em energia elétrica, por conta do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e a uma demanda crescente dos setores industriais de insumos básicos – em siderurgia, indústria química, papel e celulose – e de alimentos e bebidas, com o foco no mercado interno e voltados à expansão do parque produtivo. “No passado, os investimentos eram mais direcionados a projetos de produção para a exportação”, compara.  Leia o resto do artigo »

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“Emergente atípico”, efeitos da crise serão diferentes no país, prevê Krugman

Postado em 26 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

Paul Krugman, economista e professor da Universidade de Princeton, afirmou que o Brasil é considerado um emergente atípico e que o país deverá ser afetado com o ajuste dos preços das commodities. “Os preços das commodities devem cair, mas não acredita que vão voltar ao nível em que estavam antes”. E que esse movimento dos preços pode ter alguns lados positivos para a economia brasileira. “O país está do lado ganhador.” A queda de preços de commodities, por exemplo, alivia a pressão sobre a inflação. O outro aspecto é que o câmbio tende a ficar mais competitivo para indústria local.

Por Catherine Vieira e Rafael Rosas

Publicado originalmente no Valor

Com câmbio flutuante, fartos recursos naturais e política monetária no ‘caminho certo’, o Brasil é considerado um emergente atípico pelo economista americano Paul Krugman. Para ele, com esse perfil, o país vai sofrer de modo um pouco diferente os efeitos das crises, que continuarão afetando as economias globais, como os problemas no setor financeiro americano, o choque das commodities e o contágio da inflação.

“O Brasil é um emergente atípico, é totalmente diferente da Ásia, que é uma região que demanda commodities e na qual muitos países têm o câmbio atrelado ao dólar”, analisou Krugman, que falou ontem, no BNDES, sobre o tema “Crise Financeira Internacional e Crescimento da Economia Brasileira.”

Para o economista e professor da Universidade de Princeton, os países asiáticos estão sofrendo, por conta de seus sistemas de câmbio, o efeito expansionista da política monetária dos EUA, o que vem alastrando a pressão inflacionária nesses países e também contribui para o grande aumento dos preços das commodities. Outra questão é que muitos dos países da Ásia aplicavam seu excesso de poupança nos EUA. Esses emergentes, acredita Krugman, terão mais dificuldades em ajustar os efeitos das crises atuais que, na visão dele, devem durar pelo menos mais dois anos. Leia o resto do artigo »

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Estado-Indutor

Postado em 26 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por Katia Alves

Para Delfim Netto, o Consenso de Washington de foi pobremente simplificada entre nós na receita: “estabilize, privatize e liberalize”. E que essa idéia criaria por si mesmo e por gravidade as condições para um desenvolvimento acelerado e sustentável foi uma das mais cruéis ilusões impostas a governantes bisonhos pelo pensamento hegemônico gerado por uma pseuda “Ciência Econômica.

E que há anos a Economia Política mostra que o desenvolvimento é um fenômeno complexo condicionado pela cultura, pela história, pela geografia, pela antropologia etc., e que depende, para realizar-se, de um Estado-Indutor capaz de cooptar a sociedade para realizá-lo, pois nunca houve um processo de desenvolvimento sem a intervenção do Estado-Indutor.

Por Antonio Delfim Netto

Publicado originalmente na Folha

VIVEMOS A GERAÇÃO perdida com a fórmula do Consenso de Washington para estimular o desenvolvimento. Ela foi pobremente simplificada entre nós na receita: “estabilize, privatize e liberalize”. Dele não aproveitamos sequer as boas receitas como, por exemplo, “manter uma taxa de câmbio real competitiva”.

E, das que aproveitamos, como a privatização absolutamente necessária, fizemos mal e às pressas, para não ir ao “default”, deixando um problema do qual vamos continuar a nos arrepender: precificamos os serviços não-comercializáveis e a dívida dos Estados e municípios por indicadores que refletem os preços dos comercializáveis! A receita do Consenso não era ruim em si mesma. Pelo contrário, boa parte dela (inclusive a sua dúvida sobre as vantagens da liberalização do movimento de capitais) faz sentido. Leia o resto do artigo »

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Juros altos. Falsa desculpa

Postado em 26 dEurope/London julho dEurope/London 2008

Por: Adriano Benayon*                            

Na última 4ª feira foi, mais uma vez, elevada a taxa básica de juros (SELIC), aplicada em títulos públicos, agora para 13% aa. Os pontos percentuais das demais taxas de juros equivalem a múltiplos da SELIC que podem ser até mais de 6, como ocorre com alguns empréstimos a pessoas físicas a 9% ao mês, ou seja, mais de 180% aa.

No mesmo dia fui entrevistado, em Brasília, por uma emissora de televisão, a Rede TV, horas antes da decisão pelo novo aumento. Em certa altura, a repórter referiu-se à tradicional desculpa do Banco Central e da maioria dos formadores de opinião, segundo a qual o aumento da taxa seria necessário, por causa da inflação em alta.

Respondi que o aumento das taxas de juros tem mais efeito para fazer subir os preços do que para diminuí-los. Para começar, os juros são um componente dos custos de produção. Assim, juros mais altos resultam em custos mais altos e preços também mais altos.

Somente a curto prazo, o aumento de juros poderia conter um pouco a inflação, ao desencorajar os consumidores de comprar a crédito, o que faria diminuir a quantidade procurada de bens e serviços. Mas nem isso é certo, uma vez que os preços são, em geral, determinados em mercados de escassa concorrência, por ser a economia muito oligopolizada e cartelizada.

Os juros no Brasil têm sido sempre absurdamente onerosos, e há anos, o País detém o triste título de ter as taxas de juros mais altas do Mundo. Elas inibem os investimentos. Consequentemente, a produção, e, portanto, a oferta. Com esta em declínio, a tendência dos preços é subir. Os investimentos são desestimulados não só porque o capital para investir fica mais caro, mas também porque os produtores vêem possibilidades menores no mercado em face da repressão ao consumo sinalizada pelo aumento dos juros. Ninguém investe para produzir e depois não vender.

Ademais, os descomunais juros do mercado financeiro brasileiro atraem capitais estrangeiros especulativos, que se cevam na dívida mobiliária interna e em títulos privados e seus derivados, para transferir anualmente centenas de bilhões de reais para o exterior.

Enquanto prevalecem os ingressos sobre as saídas de capital, o real acumula valorização mais que excessiva. Assim, as empresas brasileiras ficam em ainda piores condições de competir nos mercados externos. Ademais, como elas não têm acesso a dinheiro a juros módicos praticados no exterior, são ainda mais inviabilizadas, até no mercado interno, dominado por subsidiárias de empresas transnacionais. Estas, ademais de desfrutarem de subsídios governamentais, podem captar no exterior o pouco capital de que necessitam. Dessas repercussões no câmbio e na estrutura dos mercados, nem falei na entrevista, porque não havia tempo para alongar-se.

Em suma, são imensos e duradouros os malefícios à economia da política de juros altos, pois, além de causarem inflação, colocam a produção em nível cada vez mais baixo. Na continuação, os resultados são desastrosos: 1) renda real em queda; 2) elevação dos preços de bens e serviços; 3) desemprego em aumento.

À pergunta de por que, então, as taxas de juros vêm sendo elevadas, apontei que isso decorre de prevalecerem na política as decisões dos grupos mais poderosos. A sociedade difusa, o grosso da população, obviamente não faz parte desses grupos.

Procurei transmitir essas noções de forma clara, mas escolhendo as palavras com muito cuidado, para evitar que a natural contundência que o assunto requer não assustasse os responsáveis pelo noticiário da tal TV. Leia o resto do artigo »

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FICHA SUJA E O CONTROLE DOS GRUPOS ECONÔMICOS PRIVADOS SOBRE AS CIDADES

Postado em 26 dEurope/London julho dEurope/London 2008

*Por Geraldo Serathiuk

Ao assistir ao debate sobre a publicização das listas das fichas sujas dos candidatos nas eleições, conclui pela limitação do debate. Aprendi com Douglas North, prêmio Nobel de Economia de 1993, que os países que mais se desenvolveram na história foram os que construíram os melhores sistemas jurídicos. E discutir apenas a questão de um mecanismo do sistema jurídico eleitoral como o uso da analise da ficha suja, sabendo dos caminhos protelatórios do sistema processual e de controle patrimonial brasileiro, sabemos que isto apenas não basta. Pois não adianta olharmos a questão apenas na ótica pessoal do candidato com ficha suja, se o resto do sistema continua permitindo a sua existência.

Assim sendo, não adianta verificar se a ficha esta suja, se o processo de eleição dos membros das Câmaras Municipais e as Prefeituras continuam sob financiamento e controle paralelo dos grupos econômicos privados. Não adianta verificar se a ficha esta suja, se o sistema de concessão de transporte coletivo continua sem licitação pública e o conselho de transporte coletivo continua sem o controle da sociedade e a participação dos sindicatos de trabalhadores, para verificar preço e qualidade. Leia o resto do artigo »

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