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Blog do Desemprego Zero

“Não houve afastamento”

Escrito por Katia Alves, postado em 31 dEurope/London julho dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

*Por Katia Alves

Em entrevista à Folha, Celso Amorim afirma que todos perdem com o fracasso da Rodada Doha e nega “estranhamento” com aliados como Argentina e Índia na OMC. Para chanceler, divergência com argentinos seria resolvida no Mercosul e acordo seria bom para indústria e agronegócio.

Publicado na Folha Online

Por MARCELO NINIO

No momento crítico da Rodada Doha, na última sexta-feira, o Brasil se afastou de aliados tradicionais, como Índia e Argentina, e aceitou um acordo na tentativa de evitar o colapso nas negociações para liberalizar o comércio global. A decisão não evitou o fracasso, mas o chanceler Celso Amorim diz que não havia alternativa. “Sabíamos que havia uma diferença de posição com a Argentina, e a nossa posição não poderia ficar totalmente refém dela”, disse o chanceler ontem, admitindo que foi uma decisão “difícil”, mas necessária. Em entrevista à Folha ontem em Genebra, pouco antes de retornar ao Brasil ao fim de mais de cem horas de negociações em nove dias, Amorim disse que a resistência argentina ao acordo seria solucionada dentro do Mercosul e que a Rodada Doha não morreu.

FOLHA – O Brasil foi o maior perdedor com o fracasso da rodada?

CELSO AMORIM – Todos perdem. Os EUA continuam com o problema de solução de controvérsias, tendo talvez que se sujeitar a retaliações [na OMC], e a União Européia vai fazer uma reforma da PAC [Política Agrícola Comum] sem receber nada em troca. O mais correto é dizer que o Brasil tinha muito a ganhar. Mas, proporcionalmente, os países menores talvez tenham deixado de ganhar mais ainda do que nós, porque são pequenos e mais pobres e têm menos capacidade de negociar fora do contexto multilateral.

FOLHA – Sem acordo e tendo se distanciado de aliados, esse não foi o pior dos mundos para o Brasil?

AMORIM – O Brasil não se distanciou nem da Índia nem da Argentina. Todos sabemos que, na hora crucial, no calor das negociações, é preciso fazer opções. Sabíamos que havia uma diferença de posição com a Argentina, e a nossa posição não poderia ficar totalmente refém dela. Por isso é que achávamos que, se necessário, teríamos que achar uma solução específica para a Argentina, talvez resolver o problema no Mercosul. Não houve nenhum afastamento nem estranhamento. Mas nós tivemos que fazer um julgamento difícil, não só com relação à Índia e à China mas com a indústria brasileira também. Aquele era o momento crítico da rodada, se não tivéssemos feito aquele julgamento, estaríamos na berlinda, apontados como os culpados. E, na realidade, tendo prejuízo, pois o Brasil tinha muito a ganhar. Se a rodada tivesse parado na quinta ou na sexta-feira, todo mundo diria que foi por causa de produtos industriais. Mas não foi. A nossa indústria disse que estava satisfeita, até certos setores da economia argentina disseram o mesmo, ficou claro que esse não era o problema. O resultado em agricultura seria bom, tanto é que todos os nossos agricultores estão lamentando. Não estamos no pior dos mundos porque as negociações não acabaram. Podem demorar, mas, em qualquer momento em que venham a ser retomadas, será a partir desse patamar, que, para nós, é muito melhor que o de há duas semanas.

FOLHA – Qual seria a solução para a Argentina?

AMORIM – Eu li declarações de empresários brasileiros dizendo que poderiam ajudar de alguma maneira, de absorver algumas flexibilidades [ao corte de tarifas na indústria]. Conseguimos uma coisa extraordinária, uma modalidade especial para o Mercosul. E conseguimos 14% de flexibilidade em linhas tarifárias, com 16% de flexibilidade em valor de comércio, quando os números anteriores eram 10% e 10%. Isso não é pouca coisa. Em cima disso, se não desse para absorver todas as sensibilidades da Argentina, o Brasil talvez pudesse absorver alguma delas. Mas não houve concordância, e tínhamos que fazer uma opção. Eu não poderia deixar a rodada cair nas costas do Brasil num tema em que, a rigor, nós poderíamos aceitar e que a totalidade dos países em desenvolvimento podia aceitar. A Índia estava usando isso de forma tática porque o problema deles, como se revelou depois, eram as salvaguardas especiais.

FOLHA – Por que as diferenças entre EUA e Índia não foram contornadas? A crise alimentar as agravou?

AMORIM – Não quero fazer acusações, mas o que houve foi uma certa intransigência dos dois lados. O impulso normal é defender o seu mercado, sobretudo se não se pode ter confiança no suprimento externo. Mas essa questão é anterior à crise alimentar. Houve maximalismo de uma parte [Índia] e intransigência de outra [EUA].

FOLHA – Como fica o status internacional do Brasil agora?

AMORIM – O Brasil sentou lá porque teve liderança durante todo o processo. E também porque o Brasil sabe que na hora final da negociação não pode haver intransigência. Nós saímos da reunião de Cancún [2003] porque havia um pré-acordo entre EUA e UE que nos era altamente prejudicial. O cenário de Cancún se repetiu, com outros números e modelos, em Potsdam [2007]. Desta vez houve algo diferente. Houve um avanço, que se reflete nos próprios números. Não há uma maneira teológica de dizer se era um acordo justo. Mas era um acordo aceitável e, portanto, positivo para o comércio internacional e para o Brasil.

FOLHA – Como foi a negociação para abrir mercado ao álcool e como ela fica agora?

AMORIM – Com a União Européia, tivemos uma boa negociação. Até com os EUA tivemos um bom início. Vamos ter que examinar as outras hipóteses. No caso da UE, havendo acordo com o Mercosul, pode-se incluir o álcool. Agora temos uma noção mais clara dos limites deles. No caso dos EUA, se não houver uma mudança de atitude, não vai restar outro caminho que uma disputa no órgão de solução de controvérsias da OMC, mais custoso e difícil.



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