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Lula defende etanol, mas tema é excluído de documento do G8
Posted By lucianasergeiro On 10 julho, 2008 @ 2:28 pm In Internacional,O que deu na Imprensa,Política Econômica | No Comments
Por: Luciana Sergeiro [1]
Lula voltou a defender a produção de biocombustíveis como alternativa para reduzir a dependência
mundial dos poluentes combustíveis fósseis. O tema, porém, não constou do documento final da reunião do G8. Os mandatários se propõem a incentivar o uso de energias renováveis e limpas, mas citam nominalmente apenas a energia nuclear.
O presidente brasileiro, no entanto, conseguiu aumentar a cooperação econômica com os anfitriões do encontro. Ele e o primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda, firmaram novos acordos entre os dois países em prol do desenvolvimento dos combustíveis alternativos.
Publicado em: PORTAL VERMELHO [2]
Apesar dos esforços do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a reunião dos líderes das oito maiores economias desenvolvidas, finalizada nesta quarta-feira (9), no Japão, terminou sem nada de novo sobre a questão dos biocombustíveis.
Lula voltou a defender a produção de biocombustíveis como alternativa para reduzir a dependência mundial dos poluentes combustíveis fósseis. O tema, porém, não constou do documento final da reunião do G8. Os mandatários se propõem a incentivar o uso de energias renováveis e limpas, mas citam nominalmente apenas a energia nuclear.
O presidente brasileiro, no entanto, conseguiu aumentar a cooperação econômica com os anfitriões do encontro. Ele e o primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda, firmaram novos acordos entre os dois países em prol do desenvolvimento dos combustíveis alternativos.
“O primeiro-ministro disse que os dois países cooperarão mais na área de desenvolvimento do etanol proveniente da celulose”, afirmou um funcionário do ministério das Relações Exteriores japonês que estava presente na reunião.
“Foi uma resposta ao presidente Lula, que disse que os biocombustíveis são uma área potencial onde o Japão e o Brasil podem desenvolver uma boa cooperação econômica”, acrescentou.
Crise de alimentos
O documento divulgado ao final da reunião mostra que os países do G8 conseguiram ao menos chegar a um acordo sobre a necessidade de responder à escalada dos preços dos alimentos e do petróleo.
Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Reino Unido, Itália, Japão e Rússia apelaram também para um equilíbrio entre a produção e o consumo do petróleo, de modo a fazer baixar os preços nos mercados mundiais. “Durante a nossa discussão sobre a economia mundial, constatámos que o crescimento diminuiu, mas mantivemos uma atitude positiva quanto às perspectivas”, lê-se no comunicado.
“Todavia, reconhecemos a necessidade de responder em particular às questões colocadas pelo nível elevado dos preços do petróleo e da alimentação e às pressões da inflação mundiais, bem como à estabilidade dos mercados financeiros e à luta contra o protecionismo”, diz o documento.
“É imperativo eliminar as restrições à exportação que prejudicam as compras humanitárias de comida”, afirma o grupo, em referência ao fato de que vários países restringiram suas exportações de alimentos para assegurar a subsistência de suas próprias populações.
“Também pedimos aos países com reservas suficientes de alimentos que as liberem como parte de seu superávit para países que precisam, em uma época de preços significativamente elevados, de maneira que não distorça o comércio”, acrescentou o G8.
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