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Blog do Desemprego Zero

Interior cria mais empregos formais do que grandes centros

Escrito por Katia Alves, postado em 27 dEurope/London julho dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Interior cria mais empregos formais do que grandes centros

Por Katia Alves

Carlos Lupi, ministro do Trabalho e do Emprego, disse existir uma mudança no perfil do emprego do Brasil, pois o setor industrial começa a migrar para o interior a fim de se aproximar mais das matérias-primas. O fenômeno é puxado pela força do agronegócio brasileiro, beneficiado pelo aumento dos investimentos públicos em obras de infra-estrutura. O aumento do número de oferta de postos de trabalho formais acontece de uma forma homogênea em todo o interior do País, cada um com as suas peculiaridades sazonais. 

Publicado na Gazeta Mercantil

O setor industrial começa a migrar para o interior, a fim de se aproximar mais das matérias-primas, e, com esse movimento, cria mais emprego formal nas regiões interioranas do que nas capitais do País. Ao apresentar um ranking dos 50 municípios que mais abriram vagas no primeiro semestre deste ano, o ministro do Trabalho e do Emprego, Carlos Lupi, disse existir uma mudança no perfil do emprego do Brasil.

O fenômeno é puxado pela força do agronegócio brasileiro, beneficiado pelo aumento dos investimentos públicos em obras de infra-estrutura. “Isso reflete em parte as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O governo tem melhorado as estradas, criando um ambiente benigno e o empresário percebeu que é melhor instalar o seu negócio mais perto da matéria-prima”, afirma o ministro. Lupi diz acreditar que o crescimento do emprego no interior do País já representa uma tendência para os próximos anos. “Esse é um novo ciclo de crescimento, o que é muito importante porque tende a fixar o homem em seu habitat (natal)”.

Segundo o ministro, o aumento do número de oferta de postos de trabalho formais acontece de uma forma homogênea em todo o interior do País, cada um com as suas peculiaridades sazonais.  Baseado nos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o mapeamento do ministério mostra que os municípios de São Paulo continuaram líderes na geração de emprego com carteira assinada. Campinas, Franca e São José dos Campos são os primeiros da lista. Foram 11,98 mil, 10 mil e 9,16 mil vagas formais criadas no semestre, respectivamente.

O resultado até junho reflete o cultivo de laranja, principalmente.  Porém, o que mais chamou a atenção do ministro, segundo ele, é a consolidação de municípios distantes dos grandes centros que tiveram posição de destaque no mapa de emprego. É o caso de Petrolina, localizada no semi-árido do estado de Pernambuco. A 800 quilômetros de Recife, foi a cidade do interior brasileiro que mais criou postos de trabalho formais no mês de junho e situou-se em 12 no ranking do semestre. No ano, foram 6,64 mil empregos, número maior que os de localidades como Jundiaí (SP) e Londrina (PR), em 13 e 14,respectivamente, com 6,37 mil e 6,14 mil vagas. 

O ministro do Trabalho atribuiu o resultado do emprego em Petrolina ao cultivo de uva, cuja produção tem ultrapassado a tradicional do Rio Grande do Sul. A maior parte da produção do produto em Petrolina é destinada à exportação.

Ranking

Já em termos percentuais, a maior variação foi obtida em Vista Alegre do Alto, localizada na região de Ribeirão Preto, a 378 quilômetros da capital paulista, que gerou 4,096 mil empregos, alta de 471,35% puxada pelo plantio de cana de-açúcar, situando-se na 26ª posição do ranking de emprego nos primeiros seis meses. 

Em junho, Petrolina foi a cidade que ocupou a primeira posição no ranking de emprego, com 5,3 mil vagas criadas, um avanço de 14,25%. Em seguida, ficou Bebedouro (SP), com 3,05 mil postos de trabalho. E em terceiro lugar aparece Campinas, também no Estado de São Paulo, com 2,5 mil empregos. 

No semestre, as contratações no interior responderam por 60,2% do total em todo o País. Foram 825,3 mil postos de trabalho de um universo de 1,36 milhão. O ministro Lupi reconhece, entretanto, que o crescimento do emprego barra na falta de mão-de-obra especializada, que “já está esgotada”.

 



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