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Blog do Desemprego Zero

Inflação e juros

Escrito por Katia Alves, postado em 4 dEurope/London julho dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Por Katia Alves

Segundo resultado da Dieese houve um rápido aumento do custo da cesta básica em 16 capitais. As expectativas de inflação continuam subindo, a inflação esperada para 2008 vem aumentando há 14 semanas consecutivas.

O governo brasileiro terá de agir por conta própria e já começou a fazê-lo, no entanto, é preciso ter muito cuidado com os caminhos a serem tomados, pois uma taxa de juros muito elevada tem um aspecto negativo na economia e também o País já é conhecido pela usura, é um paraíso para os rentistas e especuladores. Diminui o nível de investimento das indústrias, prejudica também o governo, pois grande parte da dívida interna está indexada à taxa Selic ou tem prazo médio muito curto. E com taxas elevadas de juros maior será a tendência à sobrevalorização cambial.

O grande desafio é domar a inflação e seus efeitos sobre os pobres sem prejudicar demais o dinamismo da economia e os investimentos.

Publicado na Folha Online

Por  Paulo Nogueira Batista Jr

A INFLAÇÃO é o tema do momento. Ontem, a Folha publicou com destaque os resultados de pesquisa do Dieese que mostram o rápido aumento do custo da cesta básica em 16 capitais. Nos 12 meses até junho, o aumento da cesta variou de 27% em Porto Alegre a 52% em Natal.

As expectativas de inflação continuam subindo. Segundo o último levantamento semanal do BC, as estimativas de mercado situam a inflação medida pelo IPCA em 6,3% em 2008, quase batendo no teto da meta oficial. A inflação esperada para 2008 vem aumentando há 14 semanas consecutivas. O que deve ser feito? Como se sabe, a aceleração da inflação é um fenômeno mundial. Mas não podemos, é claro, contar com iniciativas de âmbito internacional. Haverá discursos, documentos, resoluções, mas de prático pouco se fará em benefício de países de renda média como o Brasil.

O governo brasileiro terá de agir por conta própria e já começou a fazê-lo. O risco, entretanto, é que a sua reação venha a se basear demais na alta da taxa de juros, em prejuízo de outros objetivos da política econômica. Há diversos motivos para não carregar a mão no aumento dos juros. Primeiro, o Brasil já detém, praticamente sem contestação, o título de campeão mundial da usura. Continua a ser um paraíso para rentistas e especuladores. Segundo, se a alta dos juros atingir os investimentos das empresas que não têm acesso a linhas de crédito favorecidas, estaremos comprometendo não apenas o crescimento presente como também o crescimento futuro da economia. Quanto maior o investimento hoje, maior tende a ser, no futuro, a taxa de expansão do PIB compatível com o controle da inflação.

Terceiro, a alta dos juros básicos atinge o próprio governo. A dívida pública é preponderantemente interna. Em termos líquidos, a dívida externa do setor público é negativa. Grande parte da dívida interna está indexada à taxa Selic ou tem prazo médio muito curto.

Por último, quanto mais altos forem os juros no Brasil, maior será a tendência à sobrevalorização cambial. O estrago nas contas externas já é considerável, e o governo não deve permitir que a deterioração continue indefinidamente. O Banco Central projeta um déficit do balanço de pagamentos em conta corrente de US$ 21 bilhões em 2008. O levantamento de mercado acima referido indica projeções medianas de US$ 23 bilhões para o déficit em conta corrente em 2008 e de US$ 31,9 bilhões em 2009.

Na situação atual, não temos nem a compensação de um efeito favorável da valorização cambial sobre as contas públicas. Como o setor público é credor líquido em moeda estrangeira, o fortalecimento do real contribui para aumentar a dívida do setor público. No período janeiro-maio, por exemplo, os juros nominais e a valorização cambial contribuíram para aumentar a razão entre a dívida pública líquida e o PIB em 2,5 pontos percentuais e em 0,7 ponto percentual, respectivamente.

O grande desafio é domar a inflação e seus efeitos sobre os pobres sem prejudicar demais o dinamismo da economia e os investimentos. Alguma redução no ritmo de expansão do PIB parece inevitável. A economia vinha crescendo em torno de 6% até o primeiro trimestre deste ano. Não será surpresa se a taxa de crescimento diminuir para a faixa de 4,5% a 5%. Mas a queda será maior se houver uma reação radical da política monetária.

 



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