A DANTOCRACIA
Escrito por Gustavo, postado em 12 dEurope/London julho dEurope/London 2008
José Dos Santos Brasil
O Brasil, por natureza sui-generis, esta vivendo sobre os auspícios da “DANTOCRACIA”.
A dantocracia é um regime de governo onde o poder de tomar importantes decisões políticas está com um cidadão, que é um ser de bastidores e desconhecido da grande maioria da população, age sempre indiretamente através de representantes por ele corrompido, na forma mais usual: a irrigação de contas correntes. A Dantocracia só pode existir em um país palmilhado pela ignorância como é o caso do Brasil. O poder emana do Dantas, pelo Dantas e para o Dantas. De forma genial domina os três poderes desarmônicos do país bem como o quarto poder que têm maior capacidade de sensibilizar o mísero e ignorante povo brasileiro. O homem Simpsom, como bem ironizou o executivo da maior geradora de farsas do país, esse divide a vida em três turnos: dormir, trabalhar arduamente e assistir a globo, onde escutam diariamente os discípulos da Dantrocracia desfilarem as mais esdrúxulas análises, com poder de convencimento inacreditável, e ainda por cima, com padrão de arrogância de fazer inveja a Zeus, e haja Jabor, Leitão e outras lástimas regidas pela batuta matreira de Ali Kamel. Aos finais de semana, os costumes variam de acordo com a classe social e idade. A classe mais baixa cai na gandaia, samba, futebol e muito mé. A classe média veste impecáveis uniformes brancos e invade as quadras de tênis, nova mania dos Simpsons mais elitizados, exaustos das disputadas partidas que serão temas de destaque no jornal local caminham para a adega que onde já lhes espera algumas pomposas garrafas vinho chileno, feitas de uvas especificas do gosto de cada consumidor presente. Portando a famosa revista “Veja”, a segunda maior fábrica de farsas, onde uma comandita de dantocratas disparam os mais estonteantes mísseis de astutas mentiras e meias verdades. Bem sentados em torno da mesa, adornada com deliciosos petiscos providenciados pelas esposas, aquelas vistosas tenistas que jogaram na quadra ao lado onde os assuntos sobre operações plàsticas ecoavam mais de que o som das raquetes. Entre os espaços dos cabernet, introduzem os comentários, você viu a veja dessa semana? Veio arrepiando. Esse operário vai levar o país ao fundo do poço, patati, patatá e tatatá… Ih! Acabou o vinho! – daqui a pouco é hora do jogo, vamos nos trocar, temos ainda o restaurante e tome globo outra vez. Na segunda-feira volta a rotina convencido que está entre os mais bem informados do país, consolidado pelo fato de ler Veja há mais de uma década. Enquanto isso, a juventude da classe média, “the little sinpsons”, se deleitam ao refinado gosto musical e de poéticos versos do “beber, cair e levantar” e “chupa que é de uva” que não é tal mal por não ter uma ligação tão direta com a dantocracia, apesar dos shows em muitos casos serem pagos pelos dantocratas. Assim a dantocracia domina as comunicações e anestesia a população, que estando inerte, não reage.
No poder executivo, onde teve origem a dantocracia pelas as mãos sinérgicas de dos seus criadores FHC-ACM, se uniram não com o objetivo de criar a dantocracia, mas para dilapidar o patrimônio que os brasileiros as custas de muito suor e luta conseguiram construir. Não houve dúvidas onde buscar recursos para financiar esse projeto, não tardou crescerem os olhos no montante dos recursos que foram poupados para financiarem as aposentadorias dos Simpsons, aí vem a Previ, Petros, Fachesf e outras chamadas a pagar a conta, e o pior é que os simpsons nem se deram por conta e nem abriram o bico. O projeto foi concretizado, então veio a dantocracia atrelada a uma infinita rede de barnabés de todos os níveis que permeiam em toda a administração pública.
Para dominar o legislativo a dantocracia começa a atuar nas eleições, já em 1998, Marcos Valério (aquele carequinha) já atuava com desenvoltura nas eleições de Minas Gerais, o careca é apenas um dos muitos correlatos que atuam nessa raia. As eleições de 1998 foi o inicio da formação da bancada da dantocracia, que de lá para cá só cresceu até com adesões inesperadas. A situação é tão hilária que o senador líder da bancada dantocrata solta a língua de porco baé e em alto e bom som proclama: o meu bandido é mais produtivo do que os bandidos dos meus adversários.
No judiciário, o comentário é dispensável, basta ler os jornais de hoje.
VOU DETONAR!!!!
KKKKKKKKKKKKKKKK
Mas, nesse negro quadro ainda há motivos para orgulho.
Meus sinceros parabéns ao senhor Dr. Fausto de Sanctis e ao senhor Dr. Protógenes Queiroz. Nos sabemos o quanto os senhores estão sendo pressionados até nas vossas próprias instituições , o quanto vossas famílias estão preocupadas. È possível que sofram injustas sanções. Vocês não se venderam e não encherão seus bolsos com moedas de vergonha, mas encherão de orgulho os corações de vossos descendentes e de todos os homens de bem do país. São homens como os senhores que fazem acreditar no “lutar contra o impossível e vencer”.











12 dEurope/London julho, 2008 as 8:08 pm
Gilmar velho de guerra. Está onde sempre esteve.