“Emergente atípico”, efeitos da crise serão diferentes no país, prevê Krugman
Postado em 26 dEurope/London julho dEurope/London 2008
Por Katia Alves
Paul Krugman, economista e professor da Universidade de Princeton, afirmou que o Brasil é considerado um emergente atípico e que o país deverá ser afetado com o ajuste dos preços das commodities. “Os preços das commodities devem cair, mas não acredita que vão voltar ao nível em que estavam antes”. E que esse movimento dos preços pode ter alguns lados positivos para a economia brasileira. “O país está do lado ganhador.” A queda de preços de commodities, por exemplo, alivia a pressão sobre a inflação. O outro aspecto é que o câmbio tende a ficar mais competitivo para indústria local.
Por Catherine Vieira e Rafael Rosas
Publicado originalmente no Valor
Com câmbio flutuante, fartos recursos naturais e política monetária no ‘caminho certo’, o Brasil é considerado um emergente atípico pelo economista americano Paul Krugman. Para ele, com esse perfil, o país vai sofrer de modo um pouco diferente os efeitos das crises, que continuarão afetando as economias globais, como os problemas no setor financeiro americano, o choque das commodities e o contágio da inflação.
“O Brasil é um emergente atípico, é totalmente diferente da Ásia, que é uma região que demanda commodities e na qual muitos países têm o câmbio atrelado ao dólar”, analisou Krugman, que falou ontem, no BNDES, sobre o tema “Crise Financeira Internacional e Crescimento da Economia Brasileira.”
Para o economista e professor da Universidade de Princeton, os países asiáticos estão sofrendo, por conta de seus sistemas de câmbio, o efeito expansionista da política monetária dos EUA, o que vem alastrando a pressão inflacionária nesses países e também contribui para o grande aumento dos preços das commodities. Outra questão é que muitos dos países da Ásia aplicavam seu excesso de poupança nos EUA. Esses emergentes, acredita Krugman, terão mais dificuldades em ajustar os efeitos das crises atuais que, na visão dele, devem durar pelo menos mais dois anos. Leia o resto do artigo »
Postado em Assuntos, Conjuntura, O que deu na Imprensa, Política Econômica | Sem Comentários »



, aplicada em títulos públicos, agora para 13% aa. Os pontos percentuais das demais taxas de juros equivalem a múltiplos da SELIC que podem ser até mais de 6, como ocorre com alguns empréstimos a pessoas físicas a 9% ao mês, ou seja, mais de 180% aa.