Meta de inflação de 2010 fica em 4,5%
Postado em 6 dEurope/London julho dEurope/London 2008
Por Katia Alves
O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu a meta de inflação de 2010 em 4,5%, cristalizando a percepção entre os analistas do mercado financeiro de que essa será a inflação de longo prazo a ser perseguida no Brasil. No ano passado, o BC queria uma meta de 4%, e o Ministério da Fazenda, após uma acirrada disputa, conseguiu que ela fosse estabelecida em 4,5%.
Incluindo 2010, esse é o sexto ano seguido em que a meta de inflação é definida em 4,5%. O mercado financeiro começa a acomodar suas expectativas a esse patamar, reconhecendo que ele será o objetivo de longo prazo para a inflação no Brasil.
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que o governo irá combater a alta da inflação, mas sem “esculhambar” com a economia brasileira.
Por Alex Ribeiro
Publicado no Valor Online
O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu a meta de inflação de 2010 em 4,5%, cristalizando a percepção entre os analistas do mercado financeiro de que essa será a inflação de longo prazo a ser perseguida no Brasil. Ao contrário do que aconteceu no ano passado, quando foi definida a meta de inflação de 2009, dessa vez a decisão foi unânime. “O desenho atual foi mantido porque permite que sejam absorvidos choques como o que acontecem hoje”, disse o secretário de Política Econômica da Fazenda, Bernard Appy.
No ano passado, o BC queria uma meta de 4%, e o Ministério da Fazenda, após uma acirrada disputa, conseguiu que ela fosse estabelecida em 4,5%. O principal argumento da Fazenda neste ano para manter a meta de 4,5% é a aceleração recente da inflação, que, nas projeções do mercado, deverá chegar a 6,3% em 2008. O presidente do BC, Henrique Meirelles, concordou com a meta de 4,5%. Mas dentro do BC havia a visão alternativa de que não necessariamente a aceleração recente da inflação impede que seja perseguida uma meta mais ambiciosa já em 2010.
Segundo esse entendimento, a alta da inflação se deve, em grande parte, a mudanças de preços relativos, agravada por uma demanda interna excessivamente aquecida. Preços de alimentos, energia e commodities metálicas estão se tornando maiores em relação a outros preços, como serviços e bens não comercializáveis. Mudanças de preços relativos, em tese, podem ser acomodadas mesmo com uma meta mais baixa. O BC acha que o surto inflacionário será controlado antes de 2010. Leia o resto do artigo »
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