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Blog do Desemprego Zero

Unasul: a integração possível

Escrito por Imprensa, postado em 3 dEurope/London junho dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

O processo de formação da Unasul apresenta duas novidades: a primeira é o nítido protagonismo do Brasil, que se transformou na locomotiva regional, que representa a metade do PIB e da população regional e que é, junto com Rússia, China e Índia, um dos principais emergentes do mundo. Mas, além disso, é o único em condições de liderar um processo que vai colocar a região como um dos cinco ou seis pólos de poder global.

A segunda é que a segurança regional substituiu a energia como mecanismo disparador da integração.

Para horror de Washington, e das direitas vernáculas, a região contará, de agora em diante, com quatro poderosas instâncias de integração: a UNASUL, o Conselho de Defesa e, segundo o anúncio de Lula, “um banco central e uma moeda única”.

*Por Luciana Sergeiro, Editora 

Publicado em: Agência Carta Maior

Por: Raúl Zibechi

O processo de formação da União de Nações Sul-Americanas tem duas novidades em relação aos anteriores. Uma delas é o nítido protagonismo do Brasil, que se transformou na locomotiva regional depois de estabelecer uma aliança estratégica com a Argentina. A outra é que a segurança regional substituiu a energia como mecanismo disparador da integração. A análise é do jornalista uruguaio Raúl Zibechi.

Não é a ALBA, nem o MERCOSUL ampliado, nem a integração energética que a Venezuela vinha trabalhando. A UNASUL, promovida pelo Brasil, tem vantagens e desvantagens: entre as primeiras, potencializa a autonomia regional com respeito aos Estados Unidos; mas é um tipo de integração feita sob medida para as grandes empresas brasileiras.

No dia 23 de maio, em Brasília, onze presidentes e um vice-presidente, representando os doze países da América do Sul, assinaram o Tratado Constitutivo da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL). O tempo dirá, mas tudo indica que se trata de um fato que fará história no longo e complexo processo de integração dos países da região e, muito especialmente, da afirmação de um projeto próprio que necessariamente toma distância de Washington.

O processo em curso apresenta duas novidades com respeito aos anteriores.

Uma delas é o nítido protagonismo do Brasil, que se transformou na locomotiva regional depois de estabelecer uma aliança estratégica com a Argentina. O resto dos países podem escolher seguir a corrente do país que representa a metade do PIB e da população regional e que é, junto com Rússia, China e Índia, um dos principais emergentes do mundo. Mas, além disso, é o único em condições de liderar um processo que vai colocar a região como um dos cinco ou seis pólos de poder global.

A segunda é que a segurança regional substituiu a energia como mecanismo disparador da integração. Luiz Inácio Lula da Silva apresentou a proposta de criar um Conselho de Defesa Sul-Americano, do qual somente a Colômbia de Álvaro Uribe quis distância. Contudo, foi criado um grupo de trabalho que em 90 dias vai apresentar um relatório técnico com o objetivo de eliminar as divergências existentes. Lula mostrou-se confiante que Uribe vai aceitar a integração em matéria de segurança após sua viagem para Bogotá no próximo dia 20 de julho.

Deste modo, a diplomacia do Itamaraty encurrala as expectativas do Pentágono de abrir uma frente militar, depois do ataque contra o acampamento das FARC em território equatoriano no dia 1º de março. Esta é apenas a fase final de uma estratégia que começou com manobras conjuntas entre Brasil e Argentina, cujas hipóteses de conflito consistiam na defesa dos recursos naturais diante de uma potência extracontinental.

Em novembro de 2006, o coronel Oliva Neto, que dirige o Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência do Brasil, fez a proposta de criar forças armadas regionais como parte do projeto Brasil em Três Tempos, que busca transformar a nação em um “país desenvolvido” até 2022.

Para horror de Washington, e das direitas vernáculas, a região contará, de agora em diante, com quatro poderosas instâncias de integração: a UNASUL, o Conselho de Defesa e, segundo o anúncio de Lula, “um banco central e uma moeda única”. Não está claro qual será o papel que terá o Banco do Sul, mas é provável que Brasília acabe optando por outro formato, alinhado com seu poderoso Banco Nacional de Desenvolvimento, o BNDES, que conta com mais fundos para investir na região do que o FMI e o próprio Banco Mundial.

Sem dúvida, esta integração feita sob medida para o “Brasil potência” não é a que Hugo Chávez preferia, mas as dificuldades pelas quais atravessa o processo bolivariano e as inquietações que levanta na região, fortaleceram a opção brasileira. Que as grandes empresas do país (Petrobras, Embraer, Odebrecht, Camargo Correa, Itaú….) serão as grandes beneficiárias é algo de que ninguém duvida. Com certeza, esse é o preço a pagar por romper dependências mais onerosas.

Analistas conservadores, como o argentino Rosendo Fraga, esperam que “a heterogeneidade dos doze países da região” (Nova Maioria, 20 de maio) seja a pedra no sapato do processo de integração. Washington tem as mesmas expectativas e, é claro, trabalha com afinco para isso.

Chama a atenção, em vista das escassas perspectivas de futuro dos pequenos países em um mundo globalizado, que o único presidente que faltou ao encontro tenha sido Tabaré Vázquez.

 

 



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